06 outubro 2014

Produção usa Robson Caetano para justificar o motivo de não expulsar Diego Cristo


No final de semana, desplugado da internet, soube pelo Frank Killer a respeito do quiproquó que rolou entre Diego Cristo, Roy Rosselló e DH após a "Festa do Cordel" da última sexta-feira. No programa, assistindo, eu juro que entendi "Festa do Bordel" e achei um desrespeito às participantes - fiquei confabulando comigo mesmo como nenhuma participante havia se recusado a participar de uma festa com um título tão desrespeitoso - mas eram os ouvidos que tinham me traído. 

Além da minha audição, meio fraca pelo excesso de volume dos fones de ouvido e talvez por ter entrado há alguns anos nos "inta", eu me senti traído como telespectador e fã do programa. Pode tirar o cavalinho da chuva se você pediu pelo Twitter ou qualquer outra rede social a expulsão de Diego Cristo. Rodrigo Carelli dá de ombros aos apelos da audiência e, muito menos bola ainda, às regras que são criadas para o andamento do próprio programa. Parece que o medo de marasmo é tanto que Carelli, o todo poderoso de "A Fazenda", prefere que o personagem que mais movimenta o programa, justiça seja feita, Diego Cristo, quebre todas as regras, a retirá-lo do programa. Só falta cometer um crime e a permissividade dentro deste programa é tanta que não duvido que nesta, ou nas próximas edições (se acontecerem), aconteça algo bem sério. 

Em relação à Diego Cristo, não basta destroncar o pescoço do amigo (Marlos Cruz) pulando em cima dele (tudo bem que foi sem querer), mas pisar no pé de Roy Rosselló (fazendo cara de cínico enquanto o outro gritava) e colar a testa na cara de um desafeto e ficar berrando, mesmo que não machuque, é agressão. Digam o que quiserem: é agressão. 

Eu fico me perguntando quais são os valores deste diretor, pois, pelo jeito que é conduzido o programa, pessoas que não tem nenhum equilíbrio emocional só serão retiradas se cometerem algo capaz de fazer com que o programa seja cancelado. E, apostar em tanta baixaria, a médio e longo prazo, pode afugentar, também, os anunciantes. 

Mas se for "só" um pisão no pé de propósito, ou "só" uma catarrada na cara, como já aconteceu em outras edições, fica tudo certo. Britto Júnior, com aquelas justificativas sem pé nem cabeça e um cinismo sem-graça de quem nunca sabe o que fazer...  não tem a sutileza necessária para disfarçar o equívoco. Britto não é sutil, nunca foi, e nem tem jogo de cintura o suficiente para conduzir um programa repleto de pessoas que, em sua maioria, não têm a mínima educação. O que acaba irritando ainda mais os telespectadores é essa "passada" de mãos na cabeça que existe, para os participantes mais polêmicos. Tudo bem, eu já falei que o programa é diversão pura e não deve ser levado a sério, mas a quebra de regras impostas pela própria direção do programa, quando lhe é conveniente, chega a ser inadmissível.

Todas as atitudes para ele aparentemente são permitidas. No programa “Fazenda de Verão”, que confinava semianônimos, teve o participante Lucas Barreto, que havia cometido inúmeras barbaridades, mas precisou ameaçar outro participante a machadadas para ser expulso do programa. Depois teve Andressa Urach que, após inúmeras confusões, protagonizou uma braçada em Denise Rocha e não foi expulsa. Mais uma vez eu pergunto: o que estão esperando? Que um destes participantes chegue ao extremo de matar outro para expulsá-los? Porque não é possível. Aliás, se cusparada não é agressão... em que este verbo, o de cuspir, poderia se enquadrar?

A partir daí é possível concluir porque nem um nome com um pouco mais de peso aceite se submeter a esta baixaria - e porque tanta gente desconhecida se submete a isso. Porque é tudo absolutamente degradante. Poucos são os participantes que não se deixam contaminar pelo jogo pequeno, e selvagem, dos participantes do grupo Ovelha. E o mínimo que se deve esperar de uma emissora é que ela cuide da integridade física de seus confinados. Ela já os expõe em qualquer polêmica na grade de sua programação, nunca os defende de nada. 

Se eu fosse Roy Rosselló e alguém pisasse no meu pé de propósito, ou mesmo cuspisse em meu rosto, eu exigiria uma atitude. Se não houvesse, eu bateria o sino e processaria a emissora, porque, embora outros participantes tenham sido usados para minimizar o caso, como o atleta Robson Caetano dizendo que viu a cena e considera o ex-"Menudo" Roy Rosselló teatral demais, eu teria me sentido agredido.


3 comentários:

  1. Perfeito! Contudo, observando bem...
    Infelizmente, o Roy não está em condições de exigir qualquer atitude -mesmo mínima- da emissora, afinal... ele "deu um rolé" para resolver pendências das quais ele tinha pleno conhecimento e ainda voltou ao programa como "coitadinho". :(

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  2. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, me desculpe.

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  3. E como disse em 6 de outubro... Roy nada pode exigir da emissora que lhe ajudou a voltar ao reality, após dar uma voltinha para acertar seus problemas fora, enquanto quebrava, claramente, as regras.

    Fazendo cena ou não, hoje (13/10) ele está pedindo para sair... Mais uma vez: Coitadinho!! Está horrorizado com a postura dos participantes... Oi?

    Enquanto isso... é melhor eu continuar encantada com o meu bonequinho dele, da época dos Menudos, que tenho desde a infância. Roy decepção!!

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