22 abril 2019

MasterChef | Rosana Gammaro é eliminada, por Lédson Guimarães



Texto recebido em 22/04/2019

Finalmente um episódio bom. Infelizmente para Rosana, que não aguentou a pressão psicológica da cozinha do MasterChef e foi eliminada da disputa.

Quando felicito o bom episódio (ressalto "bom" como nota de avaliação antecessora a "ótimo"), o faço exatamente por entregar a gostosa competição que esperamos devorar.

O MasterChef nos serve, de entrada, a competição entre os cozinheiros para manterem-se no programa e, de prato principal, todo o preparo de receitas, vem daí o tempero que rege tudo: o sabor. Ele dita quem entra para a cozinha, quem sobe para o mezanino, quem vai para a Prova de Eliminação a cada semana e "quem deixa o avental".

A cozinha do MasterChef não obedece às normas de restaurantes, muitas vezes a entrada se sobressai ao prato principal. Aconteceu nesse episódio. A competição mexeu com os nervos de todos os cozinheiros com a vitória individual do jovem Helton. O garoto provou que tem palavra e sagacidade e apimentou o jogo quando teve de escolher, dentre três níveis de dificuldade, com que tipo de cogumelos seus colegas arriscariam o avental.

Helton não teve qualquer insegurança para declarar quem são seus amigos, seus desafetos e seus concorrentes fortes e fracos. Há quem o vê como prepotente e rancoroso e há quem o vê como talentoso e objetivo. Há também quem vê ambas as faces.

Para equilibrar as discordâncias, coincidentemente, Helton teve que lidar com as consequências de suas escolhas adquiridas pelos bônus e ônus de seu esforço. Ao vencer a Prova Individual deveria salvar da Eliminação dois colegas, porém foi impedido por outro vencedor de salvar seu maior amigo no programa; sua amiga Rosana não poderia ser salva devido à punição por estar entre os três piores da Prova Individual, mas Helton deu a ela a chance de cozinhar com o tipo de cogumelo mais simples, o fresco.

Todavia, a décima temporada parece ter vindo para derrubar os amadores através de preparos considerados simples. É comum ouvirmos dizer que fazer comida é um ato de amor e, não havendo amor, a comida desanda.

O nível gastronômico subiu levemente, visto que a Caixa Misteriosa da Prova Individual deu a liberdade de que os cozinheiros tanto precisavam para preparar, com pimenta, alguma receita de seu conhecimento.

Rosana não estava nos seus melhores dias, e já havia escapado da eliminação por muito pouco no episódio anterior. Dessa vez, alegando estar emocionalmente abalada por razões pessoais, a paulista entregou o primeiro prato da noite reconhecendo o péssimo trabalho perante os jurados. Fez uma moqueca de frutos do mar com risoto e molho de pimenta, onde faltou sal no arroz cru, faltou molho e a presença da pimenta, a protagonista da receita.

Sem forças para vencer o campo emocional a psicóloga não ousou em seu segundo prato, entregando, como resumiram os chefs, um macarrão simples, o refogado dos cogumelos não foi o suficiente, não tinham caramelização para acentuar o sabor, tudo isso desvalorizou o produto. A responsabilidade sobre o cogumelo fresco foi maior, por permitir preparo mais simples e rápidos. Além disso, menores erros mantiveram na disputa Rodrigo, com cogumelo em conserva, e Janaína, com os secos.

Bom, fiz referência à competição como sendo o prato de entrada do menu do MasterChef e à culinária representando o prato principal. Faltou a sobremesa. Eu diria que é a edição (de vídeos). O trabalho é sempre preciso, mantém a linha que fez sucesso já na primeira temporada brasileira com cortes precisos, sonoplastia coerente e dosagem correta de alívio cômico e tensão. Uma boa edição é extremamente importante para manter a audiência cativa. Apenas para efeito de comparação menciono o atual "O Aprendiz", no qual o ritmo acelerado e cortes abruptos em momentos cruciais prejudicam o entendimento/visualização do público quando debatidos na Sala de Reunião.

No mais, o episódio de MasterChef deu um novo gás à disputa interna e para nós que assistimos. A eliminada não era forte candidata.



18 abril 2019

Top Chef Brasil | Florian é eliminado do reality



Após a análise dos três jurados e com a ajuda do olhar crítico do chef Alex Atala, o vinagrete de maxixe com caldo de feijão de Florian ficou entre os dois piores da noite. Ele enfrentou a berlinda com Sotero e foi o terceiro eliminado da competição.

Fonte: R7

16 abril 2019

O Aprendiz | Sobre a eliminada da semana, por Lédson Guimarães


Texto recebido em 16/04/2019

A blogueira, especialista em Finanças e Investimentos, Júlia Mendonça não resistiu às pressões da quinta tarefa e da Sala de Reunião e deixou a disputa pelo prêmio de R$ 1 milhão na segunda derrota da Equipe Hashtag. 

Desempenho na tarefa

Júlia assumiu a liderança da equipe para uma tarefa que exigia a elaboração e execução de um Marketing de Guerrilha, ou seja, uma ação publicitária de baixo custo e alto impacto, que envolvesse transeuntes.

Durante o brainstorming da equipe Hashtag a líder repassou as ideias selecionadas, numa sala atenta e organizada, assegurando-se do consentimento de todos. O clima amistoso logo foi quebrado após indagações construtivas de Montalvão e Sandra à líder, que ofereceu resistência em alterar o que já fora estabelecido.

Na hora da prática: nas ruas Júlia perdeu o controle de horários, funções de seus subordinados e montagem do cenário. Sandra esforçou-se para alinhar o que pudesse enquanto Montalvão encontrava barreiras em sua aproximação com Júlia na tentativa de propor qualquer mudança de planejamento. 

As duas equipes pecaram ao seguir o modelo de marketing apresentado por Justus tal qual a sugestão de uma rua como local do evento. Resultados: pouca criatividade e público escasso. O grupo de Júlia perdeu a prova por mínima desvantagem, segundo Roberto Justus faltou um sentido completo e coerente à ideia do flash mob realizado.

Sala de Reunião

Sandra e Montalvão se prontificaram a apontar os equívocos da própria equipe condizentes com as observações que Justus e seus conselheiros trariam à mesa. Júlia portou-se na reunião como nas etapas anteriores, apática e defensiva. Seu alvo de críticas foi Montalvão, para ela muito teimoso. Na segunda parte da Sala de Reunião, Justus valeu-se dos critérios de conjunto de equívocos na tarefa e do histórico dos concorrentes no programa para decidir pela demissão da líder. 

Histórico de desempenho

Júlia Mendonça foi a quinta demitida de "O Aprendiz", esteve duas vezes na Sala de Reunião por derrotas da Equipe Hashtag, a segunda sob sua liderança, e saboreou três vitórias. Vale lembrar que Júlia protagonizou um caloroso jogo de troca de culpas e omissões com Estevam durante a primeira Sala de Reunião que a equipe enfrentou. O colega questionou sua eficiência com a função delegada, queixando-se de isolamento do resto do grupo e falta de proatividade. A participação da especialista em finanças no programa foi razoável e tímida.



Julia Mendonça demitida de O Aprendiz 2019


Julia Mendonça não só foi a quinta demitida de O Aprendiz, mas também a terceira líder seguida a ser eliminada do reality show.

Ao Portal da Band, a influenciadora digital revelou ter gostado de sua performance à frente da equipe Hashtag, apesar de ter sido criticada pelos colegas na sala de reunião. "Eu soube ouvir todo mundo, tentei colocar as ideias de todos no projeto para fazer com que também se sentissem donos daquilo", falou.

A especialista em finanças acredita que Roberto Justus a demitiu por ela ter indicado Taty Ferreira para ir à sala de reunião no lugar de Alice Salazar, avaliada pelo apresentador como uma das piores integrantes da prova.

"Na hora você sente que não foi legal, tinham pessoas que realmente deveriam ter saído, que estavam atrapalhando o grupo. Por outro lado, eu entendo que, pela visão dele, um líder deveria identificar um elo mais fraco", relatou sobre o momento em que foi eliminada.

Fonte: BAND


ENQUETE VOTALHADA






15 abril 2019

MasterChef | Carlos Augusto eliminado, por Lédson Guimarães


Texto recebido em 16/04/2019

Para chegar ao eliminado da semana vale um resumo útil sobre fatos e fatores que cooperaram para sua passagem de volta para casa. 

O MasterChef Brasil é sucesso desde sua estreia em 2014, na Band. De lá para cá a emissora já produziu nove temporadas completas, contando com os spin-offs "Profissionais" e "Júnior", e chega à décima, com a sexta edição para amadores. A marca é responsável pela crescente popularidade e disseminação de realities culinários na TV aberta brasileira.

Entretanto, esse fato não implica na qualidade dos pretendentes a cozinheiros. O nível parece manter-se intacto, nem dá para dizer linear, pois oscila para baixo. De certa forma, sempre é esperado que boa parcela dos futuros inscritos tenha aprendido "macetes", estudado e testado em casa as receitas e mise em place mais comuns, mais básicos, mais recorrentes.

Houve notável evolução nas provas em equipes, ditas cada vez mais difíceis, e foi o caso no episódio dessa semana; porém uma intragável regressão nas provas individuais, como visto nessas duas primeiras provas eliminatórias, que exigiram dos participantes atenção e conhecimentos de preparo para nhoques e churros, respectivamente.

Os churros, aparentemente simples de preparar, trouxeram o risco da eliminação a todos que precisaram cozinhar mas, foram a derrocada do confiante e bem-humorado paulista Carlos Augusto, vulgo "Carrlôs".

Desatento, Carlos se confundiu e dobrou as medidas da receita cantadas pelo Chef Jacquin e entregou uma massa semelhante a um pão seco, como ressaltou a Chef Paola, aliás, muito consternada com os resultados tão pífios em plena décima temporada. Para Carlos restou a expectativa de uma vaga na repescagem, e esperamos que tenha aproveitado o intervalo para elevar seus conhecimentos.




14 abril 2019

O que faltou dizer de Alan e Paula, por Luis Lima


Texto recebido em 13/04/2019

Primeiramente, quero agradecer ao Votalhada o convite para escrever textos sobre os participantes do BBB-19. Para mim foi um grande prazer fazer análises sobre os candidatos, mesma que a imparcialidade não seja 100%, e jamais será, seja quem for escrever, ainda que relate só fatos sem fazer juízo de valor, porque até relatar fatos pode inserir camufladamente um juízo de valor ou ser interpretados de acordo com o que se vê e sente. Como somos juízes desse jogo, fica quase impossível tal meta. E também agradecer aos leitores que fizeram seus comentários elogiando ou criticando os meus textos. Porque nunca a verdade e a razão pertencerão a uma só pessoa, já que não há perfeição na percepção, no sentimento, no juízo e conclusão do ser humano imperfeito. (A redundância foi proposital, pedagógica).

Dito isso, vamos falar dos finalistas que não deixam de ser vencedores deste BBB: Alan e Paula. Dois personagens carismáticos, mas tão diferentes ao mesmo tempo. Poderia defini-los como a razão contida e a emoção sem noção. Um o oposto do outro, nesse sentido. Comentar sobre suas caminhadas no jogo, aí que a coisa se torna mais diversa mesmo, ou seja, o mudo e a falastrona. O bicho coala e a hiena ululante. Parecidos apenas na loirice. Um, simboliza o Respeito, a outra, o Deboche. E o Deboche venceu, cativou a maioria. O Respeito virou chatice. Enfim!

O que dizer sobre Alan?

O grande Irmão, não no sentido original, mas no sentido de um grande “fraternizador”. Um homem-anjo jamais visto em todos os BBBs. Alan foi isso, o verdadeiro Ser Humano que tem mais um adjetivo, solidário: Ser Humano Solidário.

Alan entrou no BBB junto com Paula e saiu junto com ela de mãos dadas, abraçados. Eis que nunca esperávamos que os dois tivessem o mesmo destino de saírem como entraram. Coincidência ou destino? Eis o mistério da vida! Tímido como Danrley no início do programa, Alan protagonizou um romance com Hana. Logo quem? Com uma pessoa totalmente diferente dele, a saber, o silêncio + grito = love story: O silêncio se relacionando com o grito ou a paciência em sintonia com a impaciência. ´

É assim que começa a trajetória de Alan no BBB. O primeiro casal da casa e o primeiro a se separar por um paredão. Alan, sozinho, foi acolhido pelo grupo Gaiola. Essa sintonia era natural, já que Alan tem uma relação tão carinhosa com os animais abandonados que consequentemente também não poderia deixar de ter uma relação amorosa com os que sofrem discriminação social: o negro, o homo e o pobre. E ele, um animal abandonado no BBB. Mas o que mais se aproximou dele foi Rodrigo que viu no Alan um homem de verdade, sem preconceitos, doce, sem deixar de ser viril, tendo uma empatia com os “diferentes” dele. Essa é a palavra-chave para a gente gostar de alguém: empatia.

Alan sempre era o bode expiatório das escolhas: “vou votar em você, Alan”; “desculpe, vou excluir você, Alan”; “Alan, não leva mal, mas vou te pôr no ‘tá com nada’; e assim Alan era o alvo até mesmo do grupo Gaiola, isto é, dos dois grupos. Por isso que Carol e Paula disseram que ele era o apêndice do grupo Gaiola, quer dizer, era a ponta a ser cortada, se fosse possível. Mas houve um momento na Roda do Amor que Alan recebeu o afago de Gabi e Rodrigo. Gabi para Alan: “acho que nunca tive contato com ninguém que entendesse a minha dor, sobre a minha doação, em 32 anos de vida”. De Rodrigo para Alan: “Pouquíssimas pessoas eu permito que cuidem de mim, e você cuida de mim... obrigado. (Veio o choro dos dois)”. Para mim, a Roda do Amor foi o ponto crucial deste BBB, num mundo tão carregado de egos hostis e boçais, cada um querendo impor suas opiniões como verdades absolutas, sem diálogo, sem discussão racional.

Alan foi o menino do Rio, calor que provoca arrepio, dragão tatuado no braço, calção corpo aberto no espaço, coração, de eterno flerte, adoro ver-te; menino vadio, tensão flutuante do Rio, eu canto pra Deus proteger-te... O Alan é isso, a natureza humana in natura. Um homem tardio que não percebe a malícia humana rápida, porque confia no ser humano gratuitamente. Pois, como diz Sartre: “o amor é gratuito”. O Alan chegou à final pelo desejo dos deuses do olimpo, pelo olhar cândido da alma, pela fortuna dos poucos e, principalmente, porque o Universo conspirou a favor. Empresário e administrador em Criciúma, Alan nos deu uma lição de como ser humanamente humano. Feliz Vida, rapaz de 26 anos.

O que dizer de Paula?

Falar de Paula é um exercício de ética relativista. É um desafio à imaginação e à razão humana, ou seja, imagem e pensamento tentando se conciliar. Porque não é fácil defende-la do seu non sense, das suas falas insanas carregadas de pré-conceitos ou conceitos malformados, não diria nem preconceitos no sentido pejorativo, ou seja, de intransigência na forma de pensar e conceber o mundo. Paula é uma pedra bruta a ser polida. Porque não acredito que ela seja má. Acredito que ela seja mal informada, alienada; mesmo que se exija de uma advogada certas posturas do politicamente correto.

Comecemos pelo começo. Paula e Alan entraram juntos. Conheceu a grande amiga que nunca teve aqui fora, a não ser a porca Pipa. Talvez a porca tenha sido seu escape da solidão. Mas como entender a psicologia de Paula? Ela nos dá algumas pistas: alegre, debochada no falar, sarcástica, irônica, mas também amável quando quer ser e até acolhedora. O seu choro me revelou uma Paula muito melhor do que seu sorriso sarcástico, cínico e debochado. Isso deve ter conquistado um público que assim se espelha nela.

Sua única relação verdadeira, talvez, tenha sido com Hari com quem se identificou à primeira vista, quer dizer, paixão ao primeiro olhar, contato etc. Hari e Paula formaram uma dupla do barulho. Se tivesse que nominar Paula com um nome de um filme, seria A Pestinha. Sapeca, moleca, divertida, engraçada eram suas qualidades, suas virtudes humanas. Porém, a falta de informação sobre as religiões afros, quer dizer, por informações distorcidas da umbanda ou candomblé, Paula cometeu racismo religioso, mesmo que inconscientemente. Natural numa sociedade de uma cristandade ignorante. Porque a gente erra e peca muitas vezes por ignorância, por falsas concepções que a gente inocula e cultua no pensamento. E aí que Paula sapeca se transformou numa Paula “racista”. Porque as vezes comentemos racismo sem saber que cometemos.  Deixo em suspenso isso, até que a Justiça se expresse.

Paula, sem dúvida nenhuma, foi a que mais provocou os adversários na casa e seu ponto forte foi questionar o jogo do Gaiola, do Rodrigo e do Danrley. Bateu de frente com adversários e deu a cara à tapa. Não teve medo, porque medo não faz parte da sua existência humana. Contudo, a falta de medo pode nos levar a situações embaraçosas, perigosas. O medo é freio; é prudência. Dançava, curtia, falava mal, falava bem, dela mesma e dos outros. Parecia ter consciência das suas mierdas, tanto que se autocriticava, dizendo morrer pela boca. Sentiu-se algumas vezes sozinha, acuada no jogo, tendo só Hari e depois Carol como parceiras no jogo. Mas quando percebeu que não sairia dos paredões, seu índice de confiança aumentou e assim conseguiu dar voo no jogo.

Queria uma final com as duas amigas. O que não aconteceu porque os deuses da conspiração não foram a favor de seu desejo. Uma metáfora que faço para tentar clarear o jogo. Chorou quando Hari foi expulsa, pois foi ela quem a pôs na final e, entretanto, gritou de alegria quando ficou na final com Alan, ao derrotar a parceira Carol. São sentimentos que vão do inferno ao céu e vice-versa. Ganhou dois carros da FIAT, cozinha da Cônsul, fora sapatos, óculos e, por fim, o prêmio maior.

Lendo agora suas últimas entrevistas, Paula disse que vai se retratar com os ofendidos e disse que não tinha a intenção de magoá-los, pois as palavras proferidas na casa sobre cabelos, religiões e olhares foram de uma pessoa que não tinha conhecimento profundo sobre esses temas do politicamente correto. Vai depor na terça-feira, junto com a advogada, sua irmã, e irá esclarecer tudo. Espero que Paula reveja seus conceitos, porque numa sociedade marcadamente racista como o Brasil, que não se assume racista, a carne negra é morta, assassinada, presa e humilhada todos os dias no Brasil. Brincar com a etnia negra, fazer humor preconceituoso ou dizer que há racismo inverso é de uma irracionalidade e ofensa gritantes à história. É desconhecer todo processo de estruturação cultural do racismo no Brasil, nas relações humanas, no olhar desconfiado do branco quando olha para um negro pobre, nos elevadores dos prédios, na pergunta a uma médica negra sobre em que apartamento ela trabalha como doméstica etc.

Paula não é nenhum monstro, é apenas uma moça politicamente alienada e que acredita que militância é algo negativo. Pelo contrário, por causa da militância emancipacionista, muitas coisas ruins no mundo foram abolidas ou criticadas como escravidão, discriminação social, exclusão, machismo, homofobia, transfobia, feminicídio etc. Que seja feliz com seu um milhão e meio, mas que recrie seu sarcasmo como graça e não como deboche. Boa Sorte, Paula.




O que faltou dizer do BBB19, por Hanne Brandenburg


Texto recebido em 13/04/2019

Texto longo é ruim de ser lido em sua integridade, porém já peço desculpas a todos, para falar do BBB19 fazendo minha análise pessoal e particular sobre o principal fator de um reality: o elenco dos participantes selecionados para a edição, obedecendo a ordem de suas respectivas trajetórias no programa:

Vinícius – eliminado no primeiro paredão do bem, era divertido e fiquei surpresa porque, baseada nas pesquisas feitas pelo Votalhada, a bola da vez seria o Vanderson, que estaria com um problema para ser resolvido na justiça. 

Vanderson – não demorou para que minhas impressões acima se concretizassem, e logo após o tal paredão que eliminou o Vinícius, ele foi chamado ao confessionário e desclassificado. Não se mostrou muito, mas prometia ser o tipo manso que provoca, pois em pouco tempo de sua participação conseguiu criar um mal entendido com o Gustavo.

Nessa época a casa já estava dividida em dois grupos, que foram denominados de Gaiola e Vila Mix ou Camarote.

Gustavo – iniciou a debandada da turma Vila Mix. Um jovem médico muito educado, com um belo semblante que lembrava muito o Pe. Fábio de Melo e que foi eliminado no seu primeiro paredão por ter dito frases de conotações machistas, e por querer mostrar muito cedo suas cartas de jogador. 

Hana – de cara, antipatizei com ela por sua personalidade de patricinha barraqueira (a la Ana Paula Renault), filha de artista famoso e atriz da globo, com vantagens em sua seleção diante dos demais, e com perfil idêntico ao de campeãs anteriores, cheguei a vê-la com grandes chances de ser a vitoriosa da edição e fiquei muito aliviada quando foi eliminada. 

Diego – na mesma linha do Gustavo, também não foi muito aceito por seu empenho em querer ajudar seu grupo, com estratégias de jogo, e por ser rico, branco e loiro em contraste com quem torcia pelos componentes da Gaiola.

Maycon – seguindo a fila de eliminados do Vila Mix, era o mais destoante do grupo, pois nem era bom jogador, não era rico, nem galã. Um rapaz com hiperatividade e, mesmo com bom coração, pecou por não saber controlar sua língua e atitudes que beiravam a idiotice. 

Isabella – típica patricinha, chata, fez hora extra na casa, tentando formar casal e ser a cozinheira por seus dotes de descendência italiana. Não vingou.

Tereza – A representante das pessoas com idades acima dos 50 anos fez o dever de casa querendo ser a mãezona de todos e exagerou no vitimismo, se sentindo a rejeitada da turma, quando jogou de forma suja, tentando se dar bem nos dois grupos.

A partir da saída da Tereza o jogo deu uma virada e foi a vez da  Gaiola ser aberta e deixar seus passarinhos voarem um a um.

Danrley – o que mais detestei. Chegou a superar o ranço que tive da Emilly, que achava não sentiria por mais nenhum participante. Veio com a receita de bolo debaixo do braço achando que fazer vt pras câmeras ressaltando sua classe social, sensibilizaria o público que deu o campeonato anterior à Gleici. A partir do momento que conseguiu sua primeira liderança mostrou sua verdadeira identidade baseada em muita arrogância sem um pingo de humildade, pensando que seria inteligente o suficiente para passar por cima de todos que quisessem frustrar seus planos de vencedor do BBB19.

Elana – sai o Danrley e logo atrás vem sua “irmãzinha”, não menos arrogante e que se considerava na final por antecipação. Antipática, não conseguiu êxito com sua estratégia de alardear seu drama de menina pobre, do interior do Piauí e o quanto o BBB estava lhe dando oportunidades de estréias em freqüentar um cinema, fast food, entre outras, mesmo tendo saído de sua cidade aos 14 anos para estudar e se formar em outra cidade do estado mais evoluída. Não convenceu.

Rodrigo – e eis que chega a vez de vazar do guru mor, roncador, o mentor espiritual e intelectual da grande maioria de seu grupo e até de outros que também gostavam de ouvi-lo e foram influenciados por suas dissimulações e artimanhas de ator.   

Gabriela – fez hora extra na casa mais por ter a simpatia de boa parte dos que ainda restavam na casa e não era opção de voto. Mesmo tendo voltado do paredão fake, não estaria livre de ser eliminada no verdadeiro que caísse, pois sua trajetória de traumas pessoais lhe rendeu a imagem de uma pessoa rancorosa e que não conseguiria jamais agradar com suas imposições, na busca de solucionar parte dos problemas vividos no seu dia-a-dia.

Rízia – entrou já contando seu drama pessoal de baixa auto estima, que comoveu seus adversários e, com isso, foi escorregando o quanto pode para se livrar de paredões e aproveitar ao máximo a colônia de férias de luxo que ganhou. Nem suas investidas prá cima do italiano conseguiram dar-lhe um pouco de graça.

Hariany - uma garota mimada, que no primeiro contato de apresentação com os demais, já se identificou como uma pessoa que precisa de colo. Encontrou não só quem lhe desse isso, mas quem lhe carregasse nas costas todo o programa e ainda lhe garantisse uma vaga na final sem ter ganhado uma prova, e sempre se esquivando de opinar sobre assuntos polêmicos, deixando a batata quente e desaprovação entre os outros participantes, para sua amiguinha. O motivo que levou à sua desclassificação, já era regra conhecida dentro e fora do confinamento e não poderia ter exceção, além do alerta para quem viesse a participar depois.

Carol – a última remanescente do grupo Vila Mix, soube se reinventar, e ao se ver sozinha,  inteligentemente se aliou às duas meninas que não pertenciam ao grupo opositor ao seu. Se jogou, enfrentou as investidas da Gabriela com educação, aceitou monstros sem vitimismos. Achei que merecia estar na final. 

Alan – Mesmo pertencendo ao grupo Gaiola, sempre dispensou atenção e carinho a todos. Suas atitudes de ser humano maravilhoso me cativaram por pertencer ao que sempre considerei meu segundo critério para achar um participante digno de ser campeão, só perdendo para minha prioridade de um bom jogador. Sua chegada ao vice-campeonato, independente de ser planta, ou ter conseguido jogar apenas na reta final, me trouxe um pouco de consolo. 

Paula – a grande campeã do BBB19, embora não fosse a que mais me agradou, não posso deixar de reconhecer seus méritos, mostrando à produção do reality que sua estratégia em colocar militantes para duelarem com pessoas de classes sociais opostas, não foi acertada, e ao mesmo tempo ajudou-os também na tentativa de alertar a todos os aspirantes a brothers que se joguem, não sejam plantas, sejam verdadeiros, sem máscaras que não se sustentam por muito tempo. Que siga feliz, atentando para não machucar tanto as pessoas, ainda mais agora com o aporte de ser uma milionária. 

E assim, encerro minha participação como comentarista e deixo para vocês concordarem ou não com o que escrevi sobre cada participante do BBB19 e que venha o BBB20!

Um abraço a todos!!  


13 abril 2019

O que faltou dizer do BBB 19, por Rogério Luís Trevisan


Texto recebido de Rogério Luís Trevisan em 13/04/2019

A edição do BBB19 chega ao fim como um divisor de águas entre o que foi no passado e o que podemos esperar para seu futuro...

Infelizmente, nossa voz não alcança os diretores e realizadores do programa como gostaríamos que alcançasse,...o público que deveria ser o verdadeiro Grande Irmão e mandar no jogo, é quem menos dita as regras e como deveria ser conduzido a partir da escolha dos concursantes!

Realmente é uma pena, saber que um programa do porte do BBB, considerado o melhor e maior reality do Brasil e do mundo vem capengando a cada edição. E não sabemos até qdo sobreviverá, mas o fato é que jamais será como as primeiras edições, onde a emoção encantava o mais humilde telespectador na simplicidade de uma boneca "Esculpida" com uma vassoura e batizada de Maria Eugênia, autorizada por um medíocre vendedor de côcos metido a "sr. Gepeto" . Medíocre não pela sua profissão mas por ser um bruta montes grosso que conseguiu ser o mais frágil e carente menino chorando por amor ao seu brinquedo, emocionou e virou o jogo a seu favor, o campeão do BBB1, voltou na edição 13, e viu que não conseguiria o mesmo êxito e desistiu sabiamente, pois depois de várias edições após a que venceu, uma boneca já não mais emocionaria o público.

Muitos ainda se confundem, mas a primeira edição, aconteceu no ano de 2002, e neste mesmo ano aconteceu a segunda edição, alinhando ano a ano a partir de 2003 com o BBB3 sendo anual até hoje!

O BBB2 não repetiu o sucesso do primeiro, a estorinha de um triângulo amoroso, com um amor chiclete quase platônico com Manuela, Thyrso, o cozinheiro babão não aceitava que Manu, seu crush como chamam nos dias atuais, arrastava suas asas mesmo era pra Don Fabrício, isso enjoou o público, houve a louca da Tina batendo panela, malas na piscina e o engraçado é que embora fossem edições de ódio exposto, nunca houve expulsão!

Nós que tantas críticas fizemos, hoje podemos dizer que Eramos felizes e não sabíamos...

É muita inocência, achar que o BBB hoje é campeão de audiência, baseado nos milhões de votos dados! .O reality saiu de uma era onde a internet ainda era precária e nem 50% da população usufruía desse benefício para poder votar gratuitamente, e chegou a era moderna com jovens bitolados e conectados 25 horas por dia, dormem, acordam, trabalham, mal se alimentam, e até fazem suas caquinhas grudados aos celulares, crianças trocaram suas chupetas e seus ursinhos de pelúcia por celulares embaixo dos travesseiros.

Torcidas fanáticas fazem mutirões, dão milhares de votos aos seus ídolos, que do anonimato, se transformam em Divas, Fadas, Deusas, Guerreiras, Poderosas, etc... do dia pra noite, sem ao menos fazer qualquer esforço para emocionar um público mais exigente.

Mas só no feminino?...Sim!

Dessa nova era pra frente, para um homem vencer o BBB, terá que ser um semi-deus,... imaculado e perfeito, ou  terão que se contentarem e comerem as migalhas que caem das mesas dos banquetes das "FADAS".

Enquanto os realizadores do BBB estiverem satisfeitos com os números, estarão se lixando para a vontade de mudança urgente que o público mais seletivo e exigente pede, o público que tem saudades das primeiras edições, calados e censurados por uma geração severa e mal educada, que não sabem respeitar as opiniões alheias e suas torcidas por um ou outro favorito que não seja o dele!

Como fã do programa desde o início, eu acho que o BBB merecia um tratamento melhor de seus realizadores e que não tratassem nem o programa e muito menos o público com desdém!

Gostaria muito de poder vir aqui no votalhada sem a necessidade de discutir, ofender e ser ofendido, que as pessoas entrassem aqui pra se divertirem em vez de se estressarem, gostaria que o BBB voltasse a ser um jogo com pessoas distintas, carismáticas que empolgue o público pelas particularidades e diversidades de cada um e não, concursantes que agora acham que o BBB é lugar para suas ideologias pregadas com hipocrisias. Já disse aqui uma vez e vou repetir...

Deixem as militâncias e ideologias para serem discutidas em seus órgãos e ONGs competentes ligados a cada tema, já existem vários ligados a cada tema.

Para quem for ser aspirante ao BBB, por favor nos mostrem carisma e diversão, dance, pule, caia de bunda, ...mas tenha carisma, seja humilde e guarde sua militância pra qdo estiver do lado de fora!

Essa edição esgotou toda nossa paciência, Gabi e Rodrigo conseguiram fazer um barulho aqui fora insuportável, e dentro do jogo foram apáticos e ainda tem gente que não entende, que perderam por isso e não pelo racismo,...como se fossem merecedores apenas por serem negros, ou seja, teríamos a obrigação de fazê-los campeões por serem negros, mesmo que fizessem cocô na piscina, mesmo sendo insuportáveis, dorminhocos e cansativos!

Todos que pagam PPV, esperam poder se divertir, se emocionar, rir, chorar, ...não são obrigados a assistirem aulas de mestres que se acham donos da verdade, querendo mudar o mundo pregando suas ideologias, como se fossem as mais corretas do mundo e que de agora em diante deve ter mais seguidores que Jesus Cristo, prega o diálogo, o amor e compreensão, mas não perde a oportunidade de processar alguém que pode encher seus bolsos de cifrões se beneficiando de uma lei ainda questionável. Um oportunista fraco que se vitimiza pela cor da sua pele mas que chama os negros de MEUS...(Pronome possessivo). Enquanto nosso próprio Deus, nos ensinou a nos chamarmos de irmãos e não de negro, branco , galego ou loirinha de olhos azuis, muito menos que loira é burra e negro é ladrão mas tampouco fazer acepção de raças chamando de MEUS!

O que é soberano?...Racismo ou RESPEITO?

Com certeza o Respeito!

O respeito e a educação já me impede de ser racista e tbém de ser preconceituoso, me impede de chamar loira de burra, e principalmente de achar que alguém não mereça ganhar seja o que for por ser loiro, olhos claros e já possuir bens, ...somos nós por acaso quem determinamos quem merece ou deixa de merecer alguma coisa na vida? esse julgo não cabe ao Deus altíssimo?...não desejar o bem ao próximo seja a cor que for não é inveja e falta de respeito?

Se tenho respeito, não preciso de militância, se não tenho , não é sua militância que me fará ter, pois respeito vem de índole e de berço, ou se tem ou não tem!

O respeito é superior a tudo, ao racismo e o racismo inverso, respeitar os pais e não bater na mãe por causa de mistura!...respeitar o amigo comentarista de BBB tbém é bom e agradável, mas como vamos pedir respeito se não sabemos respeitar?

Há muito que se aprender ainda sobre respeito antes de racismo ou qualquer outro tema militante, pois sabendo o que é respeito fica muito mais fácil aprender sobre outros temas!

Espero de coração que as próximas edições, sejam mais leves e que seus realizadores sejam mais criativos e seletivos, que sejam antes de tudo mais prudentes para peneirar não os melhores mas pelo menos os irreverentes e menos chatos, de ficha limpa. para evitarem tantas expulsões!

Que refaçam as regras e não levem tanto ao pé da letra para expulsarem candidatos a torto e a direito frustrando milhares de fãs, principalmente na reta final, sendo um dos grandes favoritos! (Ou então, o candidato pode fazer igual a Valdirene, que não aceitou ser eliminada da casa por achar a prova injusta no BBB14, kkkkk)...Quem se lembra?

BBB deveria ser mais irreverência e entretenimento, tratado com seriedade, honestidade mas podermos rir como os "Causos da Vida", por exemplo:

"Hoje acenei pra uma pessoa que parecia estar acenando pra mim, mas era pra alguém atrás de mim. Pra disfarçar a vergonha, continuei com a mão levantada, parou um táxi, que me levou pro aeroporto e hoje começo uma nova vida aqui no Uruguai"

Não é assim que é a vida?, o medo, a vergonha e a irreverência pode mudar a sua vida,´kkkkk.... como diz a música dos Titãs,..." O acaso vai me proteger"

Porque Deus está por trás dos acasos em nossas vidas! Tudo é por Deus e nada acontece por acaso!

Um gde abraço a todos, até a próxima!

E uma Feliz e Abençoada Páscoa a todos!




12 abril 2019

Paula é a grande vencedora do BBB19 com 61,09% dos votos






O Votalhada faz um resumo de várias enquetes divulgadas em sites e blogs que comentam Realities. Apresenta o resultado em tabelas claras e faz as médias aritmética (simples) e ponderada (proporcional) dos resultados. Durante as votações, geralmente as pesquisas são publicadas a cada 3 horas.

O que faltou dizer de Hariany e Carolina , por Luis Lima


Texto recebido em 12/04/2019

Não vou fazer um histórico completo das duas, porque acho dispensável. Uma designer de moda, 21 anos. A outra publicitária e empresária, 33 anos. Uma diferença de idade de 12 anos, logo uma mais amadurecida emocionalmente que a outra. Se bem que maturidade emocional não depende de idade, mas de experiência de vida.

A trajetória de Hari começa no encontro dela com Paula no primeiro dia de confinamento. Uma empatia jamais vista num programa de BBB ao primeiro encontro, ou melhor dizendo, uma empatia parecida com a da Gleici e Ana Clara. Só que com uma diferença, a saber, Gleici e Ana nunca se bicaram feio, pelo que me lembre. Hari, durante quase todo o programa, pareceu uma menina-mulher equilibrada, de voz atenuada e doce, mesmo com seu sotaque sertanejo. Nunca a vi falando mal de alguém ou até mesmo sorrindo quando algum adversário saia pela porta da morte no jogo. Ao contrário, vi Hari chorar quando Teresa, Dan, Elana e Rodrigo saíram. Vi a solidariedade de Hari a dor do outro, num sentimento de compaixão, muito diferente da sua amiga Paula. Enquanto Hari é a seriedade em pessoa, Paula é o puro deboche em pessoa. E nisso as amigas se diferenciavam. E, talvez, por isso se completavam.

Essa dobradinha Hari e Paula funcionou até o fim do último paredão. As duas conseguiram se livrar da eliminação de todos os paredões em que foram. Conquistaram um público X que teve empatia com o caráter das duas, formando torcidas fiéis, inclusive às suas ideias e posturas. Foram poucas as discussões entre as duas de forma tão agressivas, a não ser a da cozinha sobre como cozinhar arroz e a última que eliminou Hari do BBB. O que via é que Hari foi a coadjuvante de Paula, e esta, claro, a atriz principal dessa dobradinha no jogo. As duas foram corajosas e arriscaram o jogo só na dupla até acolherem Carol. Numa parte do jogo, ficaram cabreiras quando o grupo Gaiola conseguia liderança e eliminava quem indicava, sobretudo, quase todo o grupo Villamix de Carol. Foi um jogo arriscado, mas agradeçam elas ao Rodrigo que não queira pôr as duas juntas no paredão, por uma questão de valores próprios. Neste ponto o Gaiola pecou no jogo por romantismo, a meu ver.

Hari, na última festa, já como finalista, se suicidou no jogo. A festa que começou bem, com uma certa alegria e melancolia de quem estava no paredão, terminou em “tragédia”. A bebida, a falta de controle emocional, o jeito debochado e sarcástico de Paula, dentre outras coisas, levaram a um desfecho de agressão física de Hari com Paula. E as grandes tragédias começam com as coisas mais bobas, assim como o fim de uma amizade, muitas vezes, termina por coisas tolas. Hari empurrou Paula, quando esta foi abraçá-la para dizer “eu te amo”.  Aí a produção do BBB não perdoa. É regra. E tinha que fazer mesmo, porque a impunidade gera atos violentos, sobretudo, em relação a futuros BBBs que possam fazer isso. Sabemos que foi o impulso do Id, ou seja, do ímpeto emocional. É quando o SuperEgo perde o controle sobre o Ego e este age por instinto de morte.

Foi o enterro de Hari no jogo, com a sorte de receber, pelo menos R$ 150 mil, ser o segundo lugar. Aí vem a Culpa massacrar a consciência, desencadeando o choro da alma, a angústia do coração. Deve ser horrível sair por uma porta pela qual não entrou, por um corredor esquisito que fica atrás dos espelhos, sem se despedir de ninguém. Uma humilhação humana, uma solidão indescritível. Que Hari faça deste drama uma lição de vida. Do limão, uma limonada.

Agora Carol peixinho foi algo extraordinário. Assumiu ser jogadora e fundou um grupo antagônico ao Gaiola junto com Diego e cia., mas a maioria foi eliminada, sobrando somente ela para sobreviver no jogo de forma solitária. Acolhida a posteriori por Hari e Paula, formando um trio “maravilha” das loiras.

A trajetória de Carol Peixinho foi de muita determinação nas provas de resistência, de ganhar uma liderança e conseguindo eliminar Hana, venceu a prova do anjo, voltou de um paredão que eliminou Rodrigo; no começo queria ir para a final com Isabella e Diego e agora na final, com Paula e Hari. Foi seis vezes ao paredão e no último não voltou.

Falar de Peixinho, que ao nadar e nadar morreu na praia, porque peixe se sai de dentro do mar, morre na praia, é uma responsabilidade ética tamanha. Primeiro, porque é uma mulher extraordinária que sempre respeitou o adversário, se mostrou como jogadora e disse o que quis na cara do adversário quando teve a chance. Tinha um problema de antagonismo com Danrley até o fim de sua saída. E o ponto em que esse atrito se deu, foi no jogo da discórdia o qual Danrley estava no paredão. Mas nada que comprometesse o seu caráter. Também tinha no começo uma treta velada com Alan em que um votava no outro, vetava o outro. Mas no final parecia que iria rolar um new love story que não vingou por medo de Alan queimar sua imagem perante o público ou respeito à Hana.

Carol Peixinho se aproximou das meninas Paula e Hari e formaram um trio, que mesmo tendo sentimentos afetivos fortes por Alan, para ela, ele seria opção de voto para salvar as novas amigas. Pena para ela, que o jogo BBB é um jogo que não é fruto do desejo, mas da sorte, sobretudo, em provas de liderança. E na última, em que estavam as três, convictas de uma vencer, pois eram as três contra um, o azar bateu na porta delas, causando o chororô e quebrando a união do trio. Era cada um por si e a torcida por cada uma.

Carol se foi, vencida pela preferida do público. Infelizmente a Bahia teve pouco poder de voto para deixar sua conterrânea e parece que a torcida Gaiola se dispersou, abandonou o BBB.

Hari e Carol foram personagens fundamentais neste BBB, sendo a primeira a fazer o primeiro barraco deste BBB, com a punição da expulsão. Poderia ter sido apenas um bate-boca, uma agressão verbal, mas o álcool foi mais forte do que o verbo e acionou a violência física, porque um empurrão é violência física. Poderia Paula ter sofrido uma lesão no corpo. Carol, é aquela balança equilibrada que mede os pesos corretamente, sem fraudar os quilos de sentimentos que podem desequilibrar a balança. Boa Sorte para as duas. Feliz Pós-BBB!