Texto recebido em 17/03/2021
Antes de falar do eliminado da semana, preciso justificar o porquê de eu ter gostado tanto de assistir um programa do tipo Casa dos Artistas, o primeiro do gênero que nos foi apresentado na TV brasileira e depois a todas as edições do BBB, que fiquei sabendo se chamar reality show, e que traduzindo para o nosso idioma significa espetáculo da realidade. Ele nos trouxe a oportunidade de podermos observar os mais variados tipos de pessoas, previamente selecionadas, com suas personalidades individuais e ao mesmo tempo distintas, que nos fazem refletir o quanto podemos nos surpreender com a forma de pensar e agir das pessoas que compõem o nosso universo e, muitas vezes, nem temos tempo de observar, se elas não fizerem parte do nosso cotidiano. Desavenças pessoais e falta de sintonia ou concordâncias e afinidades estão a toda hora ali diante de nós, em todos os ambientes que frequentamos, mas quando se trata de assistirmos essas situações em um programa de televisão fica mais fácil termos essa percepção e daí surgem nossas empatias e antipatias pelos participantes. Além disso, o reality show é também um jogo, onde existe uma disputa por um prêmio milionário, que faz com que passemos a chamar as pessoas que ali estão como jogadores ou competidores. Partindo desse princípio, quando analiso e seleciono aqueles com quem me identifico e passo a torcer por sua vitória na competição, o que mais observo é:
- Sua índole de bom coração, por atitudes solidárias e de atenção com os demais adversários, mesmo sabendo que são seus rivais no jogo, o fator educação familiar e espírito evoluído em relação ao próximo, me cativa de cara;
- Depois vem as atitudes como jogadores, com disposição e garra nas provas, sem querer desmerecer o outro. As estratégias inteligentes para fugir do paredão e salvar quem sejam seus aliados ou relacionamentos amorosos;
- Por fim vem a parte comum a todos que é o falar mal do “amiguinho” pelas costas. Essa situação pode ser encarada como falsidade, se as pessoas que as praticarem agem realmente de má fé para destruir a imagem de seu desafeto, ou compreensível, se visto pelo aspecto que uma das coisas que eles mais têm pra fazer ali é analisarem o comportamento de quem está ali convivendo com eles e que pode não ser do agrado de alguns, daí surgem as famosas intrigas e formação de grupos, onde a afinidade de pensamentos e atitudes os aproximam, ou a falta delas os afastam uns dos outros, naturalmente.
Dito isso, agora sim posso passar para minha análise pessoal sobre o eliminado da semana, José Tiago Sabino Pereira, o Projota. Um artista que eu pouco sabia a respeito, apenas por suas aparições na TV, nunca gostei do estilo de músicas dele, mas posso assegurar que foi uma grande decepção conhecer o ser humano. Confesso que tinha uma sensação boa quando o via, me passava uma ótima energia e daí eu gostar de enaltecer o quanto nos surpreendemos com aqueles que só conhecemos nas suas apresentações profissionais e não teríamos como saber sobre seu comportamento como ser humano, o reality show nos proporciona esse feito.
Não podemos esquecer também que todos nós somos frutos do meio interpessoal que vivemos. Mesmo que nossa estrutura seja bem formada e tenhamos bons princípios, sem perdermos nossa essência, muitas situações que somos obrigados a conviver podem nos levar a trilhar caminhos que não seriam os nossos rotineiramente, principalmente se é um confinamento com diversas pessoas que pensam e agem diferente de nós. Ou tentamos nos aproximar, formando alianças que nos levem ao objetivo maior de ganhar a competição, ou seremos fadados ao fracasso, jogo solo, dificilmente dá certo. No caso específico do Projota, existiu aquele episódio lá nas primeiras semanas em que ele deu apoio moral ao Lucas, chegando a oferecer-lhe o pagamento de um psicólogo quando saíssem do confinamento que foi até enaltecido pela produção. A partir de então, e pela forma como ele via seus aliados em mão contraditória com ele, resolveu mudar totalmente seu comportamento e surgiu um vilão do Gabinete do Ódio que a tudo comandava e ditava regras as mais sórdidas possíveis, e só a partir da saída de seus comparsas baixou mais a bola, mas ainda continuava achando estar no caminho certo. Após o desmoronamento do grupo, sua dupla com o não menos ardiloso Arthur foi o que sobrou para que o público tivesse o desejo de continuar a saga de eliminações com rejeições em paredões triplos, jamais visto em outras edições.
E assim segue o BBB21, ontem saiu o Projota, não sabemos ainda como será formado o próximo paredão, mas uma coisa é certa, o fato do grupo maléfico ter seus dias contados, em nada trouxe de novidade para o jogo, que já tem um desfecho totalmente previsível e que me desmotiva a continuar assistindo. Fazer o que, esse é o preço que terei de pagar por ter gostado tanto desse tipo de programa, e que também serve para me mostrar que de nada adianta torcer ou querer que aquele participante com as características que ressaltei no início desse meu texto seja o vencedor, se não estou em sintonia com o que gosta o público que é o responsável por premiar o campeão(ã).
Um abraço a todos!
Twitter:
twitter.com/votalhada
Instagram: instagram.com/votalhada Facebook: facebook.com.com/votalhada Telegram: t.me/VotaNoBBB |
|
ATENÇÃO: Antes de comentar, leia as regras: www.votalhada.com.br/regras. |
|
O Votalhada faz um resumo de várias enquetes divulgadas em sites e blogs que comentam Realities. Apresenta o resultado em tabelas claras e faz as médias aritmética (simples) e ponderada (proporcional) dos resultados. Durante as votações, geralmente as pesquisas são publicadas a cada 3 horas.