28 setembro 2015

Mara Maravilha é a dona do jogo. Bimbi, da torcida equivocada

Em setembro de 2015

Entre os competidores mais famosos e os desconhecidos da oitava edição de “A Fazenda”, a torcida da maioria, inevitavelmente, será para o mais famoso, e isso independe de caráter de qualquer um deles. Por esse motivo, acredito que o justo seria tirar um a um os menos conhecidos para restarem apenas os famosos e fazer uma espécie de “mata-mata” entre eles. 

Dentro dessa premissa, pelo menos no início do jogo, Mara Maravilha, por mais que batam pé os seus oponentes dentro da casa, e a torcida de fora dela, é de longe a mais conhecida. A configuração desta oitava edição está desenhada entre mulheres, algumas, realmente famosas, como Mara Maravilha, Rebeca Gusmão, Carla Prata, Ana Paula Minerato, Quelinnah (na época de "Antônia") e Lissah Martins (por conta do extinto grupo “Rouge”)  e o restante de homens anônimos, com exceção de três: o cantor Ovelha, o jogador de futebol Amaral e o ator Luka Ribeiro. 

Desculpem, de antemão, as torcidas dos outros que desconheço. Dizem que Douglas Sampaio, o pai adolescente, tem até certo público por ter participado de "Malhação", mas, para quem trabalha em horário comercial fica meio difícil acompanhar. Tudo muda com o andamento do programa, quando os participantes passarem a ser conhecidos pela grande massa, a situação pode virar.

Mas principalmente entre os homens, está desenhada uma competição paralela entre quem é o menos desconhecido. E esta é uma das graças de “A Fazenda”: a cara de pau infame da Record de confinar alguns que são praticamente anônimos ao lado de outros “conhecidinhos” e ainda preparar chamadas, digamos, “misteriosas”, quando ninguém ali, competidores e telespectadores, sabem quem é quem. E chega a ser hilariante quando os confinados fazem aquela cara de constrangimento quando vem alguém que não é famoso de verdade, mas têm de fingir que conhecem. 

Eu não me dou ao trabalho de pesquisar no Google, tendo em vista a premissa de que o programa é uma competição entre famosos, mas também é um motivo para assistirem aqueles que dizem não gostar de “Big Brother”. As “ex-Panicats” e as capas de revistas têm alguma vantagem por aí, pois tanto o programa “Pânico” quanto as “Playboys” da vida acabam tendo o seu público cativo, que não é necessariamente o mesmo de quem assiste “A Fazenda”.

E não tem como deixar de pensar que os desconhecidos daquela casa estão, sim, em mais uma edição do “Big Brother”, só que em outra emissora. Em contrapartida, em “A Fazenda de Verão”, a versão do programa que confinou gente tida como comum, estava um modelo realmente famoso – o Sacramento, dos ensaios da revista “Nova” – com fama internacional.

O que chama atenção nestes primeiros dias de programa é a reação de quem assiste ao programa sobre o comportamento de Mara Maravilha. Ex-apresentadora infantil e agora cantora gospel, ela destila lições de moral e um comportamento para lá de antissocial com a premissa de que é honesta e verdadeira. 

Geralmente as pessoas lançam mão desse artifício para justificar ou encobrir o que realmente é: a falta de educação. E ela reconhece em Thiago Servo o “egocentrismo” como se nela não houvesse e sabe se sair como ninguém das situações de enrascada criadas pelos outros participantes. Deu uma voadora no ensaio de sermão que Rayane Moraes preparou para ela. 

Mara também observou que a introspecção da cantora Quellinah não estava relacionado à liberdade com que se troca diante das câmeras, mas, lá pelo início dos anos 90, quando ainda era apresentadora infantil, posou nua. Além de tudo, declarou no jogo da verdade, logo no primeiro dia, que conseguiu perceber a personalidade de todos.

Mas vou além disso: se Mara não conseguia disfarçar a prepotência diante das câmeras quando era apresentadora infantil, com tudo editado, conseguiria ela domar a personalidade de ariana diante das câmeras invasivas de um reality show? Pelo bem e pelo mal, ela é um personagem mais que necessário dentro da casa. Por isso, seja para movimentar, seja para dar graça ao programa que, normalmente, no início, é um marasmo só com todos amiguinhos demais, ela é o diferencial. 

Aliás, Mara é a pimenta nesse mar de leite condensado inicial, onde a pieguice e o falar de si mesmo com a intenção de ser ouvido pela edição imperam. Mara, pelo menos, está sendo quem ela é, sem mascaramentos, para o bem e para o mal.

O que pode preocupar a torcida dela é que, desde o início, ela está aparecendo demais. Gente que prometia brilhar muito saiu cedo justamente por aparecer demais, como Babi Xavier (na 1ª edição), Bombom (na 2ª) e Monique Evans (na 3ª). Mara será alvo fácil, então é melhor a torcida se preparar. Como também será Marcelo (Quem?) Bimbi, o fazendeiro da semana, cujos comentários, em menor escala dos que os que estão direcionados à Maravilha morena, também o têm como alvo.

Tudo por conta de um vídeo em que ele age feito um cafajeste com uma mulher aparentemente em situação de fragilidade. A misoginia daquela cena em que ele tira sarro da mulher se encaixa perfeitamente ao depoimento que ele deu e foi mostrado na apresentação dele. Marcelo não mostrou nada além da aparência, que além de tudo é bem questionável e não é unanimidade. Torcer por conta da beleza de alguém é o cúmulo de uma torcida equivocada. 

Os fãs - já? - estão dizendo que Bimbi está sendo perseguido porque é bonito e não pode ser julgado pelo que ele fez fora do confinamento. Concordaria, se acreditasse que todas as atitudes tomadas por alguém não fizesse parte de quem é esse alguém. E não adianta pagar de “bom moço” dentro de um confinamento se você for um “escroto” fora dele. 


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