08 outubro 2012

IMPRESSÕES de Frank Killer


Ilusionismo

Julgar a personalidade e o caráter das pessoas em comparação umas com as outras parece ser algo fácil mas não é, apesar de que estamos acostumados a fazer isto quase diariamente.

As pessoas procuram mostrar seus aspectos positivos e camuflar assim os seus desvios de caráter ou defeitos, ainda mais quando sabem que estão sendo avaliadas e julgadas pelas demais. As coisas óbvias nos passam desapercebidas justamente por serem óbvias, e os principais enganos se referem às aparências.

A aparência ou visual externo de uma pessoa é o seu principal meio de camuflagem. Até os animais irracionais utilizam essa técnica de camuflagem. Para um predador é óbvio que uma boca grande deve ser evitada, mas não é tão óbvio assim que uma bocarra esteja num animal muito pequeno em comparação e isso engana seus predadores.

O ser humano não deixa de ser um animal e, como tal, utiliza essa técnica com muito mais efetividade. Por esta razão é que devemos nos ater aos fatos e não às aparências exteriores. A beleza de uma pessoa vem de dentro dela e não de seu gestual ou dos seus aspectos, atitudes e comportamentos visuais.

Por mais racional que você seja, é impossível conciliar os diferentes conceitos de justiça quando se é réu, jurado ou juiz. Um concursante jamais entenderá por quê você o xinga e entenderá de um modo diferente do seu o porquê de você deter-se em tal ou qual defeito dele. Ele sempre considerará que seus defeitos são ínfimos quando cotejados com suas qualidades.

O principal argumento dele é que nada fez contra você ou contra os seus valores. Ele nem o conhece, diria ele. Sentir-se-á depois estranhamente desconfortável quando perceber que todos o conhecem nos mínimos detalhes enquanto ele não conhece nada de ninguém. Compreender isso é sumamente importante (para ele e para você) e não é tão óbvio assim saber isso.

Seus valores diferem dos valores de outras pessoas e dos valores dos concursantes e, por isso, é necessário adotar critérios gerais aceitos ou adotados pela maioria ou pelo senso comum. Um critério pessoal muito particular e raro nesses casos não é bom, e aliás não é bom em nenhuma situação da vida, porque nos dissocia da sociedade em que vivemos. Muitos não entendem porquê são párias sociais por essas razões. Sempre acharão que a sociedade é injusta com eles, quando na verdade são eles que não se enquadram nas sociedades em que vivem.

Um concursante deveria e quer ser aceito na sociedade como ele é, e a sociedade o aceita ou rejeita pelo que ele é, independentemente de sua vontade. É por isso que o papel da sociedade é importante (leia-se audiência) e, é necessário que o concursante não seja um falso ser social, isto é, um indivíduo diferente de sua realidade, alguém que não é o que tentou parecer. A sociedade, de um modo coletivo e individual, não aceita ser enganada.

O único meio de garantir isso, para quem avalia e julga, é prender-se aos fatos, deixando de lado as aparências. Um indivíduo se conhece por seus atos e atitudes, e não por suas palavras ou seu visual ou por quaisquer outros meios ilegítimos ou artificiais ou enganosos. "O habito não faz o monge".

Dirão ou pensarão com certeza que tudo isso é óbvio demais e que nem precisaria ser dito, mas o óbvio nem sempre é visto ou percebido com facilidade. Obviamente a nossa atenção é sempre atraída para o que desperta a nossa... (Pasmem) atenção!  Você só precisa saber que os nossos sentidos nos enganam (e em especial a visão e a audição) e a atenção "embarca nessa canoa".

Quando um ilusionista nos apresenta um conjunto de seis cartas de baralho e nos pede para memorizar uma delas, e depois nos apresenta um outro conjunto de seis cartas diferentes dizendo que a nossa escolhida desapareceu, não é tão óbvio que as outras cinco cartas também desapareceram, porque a nossa atenção fixou-se em apenas uma delas. Isso é o que acontece com muita frequência em Reality Shows e também em muitas situações reais da vida. Em todo lugar existem muitos ilusionistas e, em alguns, mais do que em outros.

Já passou o tempo em que os ilusionistas ganhavam RSs com facilidade e compete a você garantir que não volte a acontecer. Se passar mais algum, terá que ser um excelente ilusionista. "Você é quem decide" isso, isto é, se deve ganhar ou não um ilusionista!


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