Ex-A Fazenda aparece em vídeo questionando funcionárias sobre preferência política e dizendo que uma delas estaria demitida; órgãos abriram apurações  

Uma publicação de Rico Melquiades, campeão de A Fazenda 13, deixou de ser apenas uma polêmica nas redes sociais e agora virou assunto para autoridades. O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Alagoas instaurou procedimento para apurar possível coação eleitoral envolvendo o influenciador e suas funcionárias. O caso também será encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal.

A investigação começou após a repercussão de um vídeo publicado no sábado (12). Na gravação, quatro mulheres aparecem ao lado de Rico. Ele pergunta quem paga o salário delas e, em seguida, passa a questioná-las sobre suas preferências político-partidárias.

Ao se dirigir a uma das trabalhadoras, Rico associa a funcionária ao PT e afirma repetidamente que ela estaria demitida, além de dizer que não queria petistas trabalhando em sua casa.

Caso será encaminhado à Polícia Federal

Para o Ministério Público Eleitoral, o conteúdo apresenta indícios que precisam ser investigados. O órgão informou que encaminhará o caso à Polícia Federal, que poderá apurar eventual repercussão criminal da conduta.

O procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, afirmou que emprego e salário não podem ser utilizados como instrumentos para interferir na liberdade de escolha política dos trabalhadores. O MPE também pretende buscar providências na Justiça Eleitoral para evitar eventual repetição desse tipo de comportamento.

É importante destacar que a abertura de uma investigação não significa que Rico tenha sido considerado culpado. O procedimento serve justamente para apurar os fatos e verificar se houve alguma irregularidade.

Ministério Público do Trabalho também apura

E o caso ganhou uma segunda frente.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmou a abertura de um inquérito civil para investigar possível assédio moral no ambiente de trabalho e avaliar eventuais medidas administrativas ou judiciais.

Com isso, o vídeo passa a ser analisado em duas frentes distintas: uma eleitoral, com encaminhamento à PF, e outra trabalhista.

Segundo o UOL, até a publicação da reportagem desta segunda-feira (14), Rico Melquiades ainda não havia se manifestado sobre as investigações. 

veja o vídeo aqui>>>>Créditos/Fontes: noticias.uol