
rótulo de exagerado?
Rayane Figliuzzi foi destaque na Prova do Fazendeiro, mas, do outro lado da sede, quem não sai do centro do furacão é Fernando Sampaio. Baiano, 47 anos, ator de novelas bíblicas da Record (Os Dez Mandamentos, O Rico e Lázaro, Jezabel) e passagem por Segundo Sol e Encantado’s, ele vem de A Grande Conquista 2 — onde chegou à final e terminou em 4º lugar. Esse histórico ajuda a explicar um competidor calejado, que sabe render VT, cutuca rivais e ocupa espaços de fala com confiança. Mas o que vemos agora em A Fazenda 17 é estratégia calculada… ou um descontrole que passa do ponto?
No jogo atual, Fernando lidera embates e puxa alvos. Em conversas de grupo, incentivou votos em Gaby Spanic (“vamos todo mundo nela”), defendendo que a atriz fomentou conflitos por trás — movimento que pavimenta alianças e organiza perseguições na roça. Aqui, a leitura é direta: é válido jogar mirando desgaste emocional do adversário, desde que seja “dentro do jogo”? Até onde esse fio se sustenta sem virar rejeição do público?
A sequência de brigas ajuda a medir a régua. 1) Com Will Guimarães, discutiu feio por divisão de camas — começou reclamando de dores e da suposta “falta de reciprocidade” das mulheres; 2) Com Rayane Figliuzzi, bateu boca antes da Prova de Fogo, dizendo que tinha direito de reclamar por estar machucado; 3) Com Tàmires Assis, passou de ofensas a um jato de água no rosto durante dinâmica, elevando a tensão ao máximo; 4) Com Gaby Spanic, o confronto na votação acendeu o alerta externo. Esses episódios compõem o “Fernando combativo” — mas também levantam o debate sobre limite e método.
A treta com Tàmires foi o ápice até aqui. Além de interromper e xingar, Fernando arremessou água na peoa, ouviu que “merecia ser preso”, retrucou e usou histórico pessoal dela (ex de Davi Brito) como munição — uma tática de desestabilização via biografia fora do jogo. Minutos depois, houve pedido de desculpas no ar, mas a cena já tinha marcado a semana e inflamado as redes. O público tolera esse tipo de ataque? E quando a narrativa vira “agressivo com mulheres”, o risco de rejeição não cresce exponencialmente?
Com Gaby Spanic, o caso escalou além da cerca da Fazenda: a equipe da atriz anunciou medidas judiciais por falas consideradas xenofóbicas na votação de 30/9. Em paralelo, a venezuelana o enquadrou ao vivo e ganhou o apoio instantâneo da web — um choque de protagonismos que amplia a exposição negativa dele e pode virar um divisor de águas na popularidade. É estratégia que mobiliza torcida… ou combustível para um cancelamento gradual?
Mesmo assim, Fernando volta e meia tenta frear a própria narrativa: chorou após a votação, disse “odeio me vitimizar”, e insiste que suas reclamações são legítimas (dores, organização, divisão de tarefas). Recentemente, ainda entrou em atrito por comida ao admitir que guardou pão e pedir nova regra de partilha — mais um front doméstico que rende VT, mas desgasta convivência. Esse “caos produtivo” mantém a câmera nele; a pergunta é: sustenta voto de permanência?
Comparativos ajudam: perfis como o de Carol Lekker (treteira nata, protagonista desde a infiltração) costumam atrair quem quer entretenimento cru; Dudu Camargo aposta no articulador performático, fala muito e pauta pauta — outro tipo de entretenimento, com menos choque físico e mais verbo. Entre o gladiador de gritaria e o operador de narrativa, o público da Fazenda historicamente oscila conforme o “vilão” entrega carisma, humor ou jogo inteligente. Onde Fernando se encaixa nesse espectro? Ele tem timing para virar “personagem que a gente ama odiar” ou já cruzou a linha da antipatia?
Em resumo: Fernando veio com repertório de reality e entende o palco. Já armou votos, capitalizou tretas domésticas (camas, comida) e comprou brigas de alto impacto (Tàmires, Gaby, Rayane). O método — provocar, descentrar e usar histórico pessoal como arma — é um jogo possível, sim. Mas é necessário nessa intensidade? Vale a pena quando a reação externa vira pauta judicial e a pecha de agressividade entra no radar? A Fazenda premia quem joga duro, mas costuma reconhecer também quem calcula melhor o “quanto” e o “quando”. Essa é a encruzilhada de Fernando agora.
fabianov@gmail.com
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