Sem enquetes e termômetro, a 2ª temporada perdeu tração; proposta recoloca voto vivo, janelas de tendência e decisão 50% técnica, 50% popular.

A confirmação da 3ª temporada de Estrela da Casa para 2026 reabre um ponto central: sem “sinal” para as torcidas, o reality perde fôlego. Nesta 2ª temporada, a Globo encerrou as enquetes oficiais de domingo a terça e esvaziou o termômetro que alimentava mutirões, narrativas e a “fofoca dos percentuais”. Em paralelo, pesquisas independentes — como as do Votalhada, feitas a cada três horas — deixaram de pautar a conversa. O resultado foi um suspense sem dado que não vira assunto: menos referência para o público, menos tração de torcida.

A estratégia de bater de frente com A Fazenda no dia de eliminação agravou o cenário. Disputar a mesma noite com um concorrente consolidado espreme o buzz e empurra o programa para fora do centro da conversa. A redução da participação ativa nas redes — especialmente no X (Twitter), motor de rivalidades, comparações e viradas — completa a receita para repetir (ou superar) o desempenho fraco da estreia.

Há um acerto a preservar: a final ao sábado, com apresentação e votação no próprio dia, oxigena o formato e cria clima de evento. Mas 2026 pede mais do que um bom sábado; pede um caminho de volta ao público — com voto vivo e janelas de tendência que mantenham a chama acesa entre um episódio e outro.

O que precisa mudar já

  1. Devolver VIDA ao voto popular — Reinstalar pelo menos um dia inteiro de votação recoloca o público no volante. Não é preciso abrir placar final: janelas oficiais com faixas (“à frente/atrás/empate técnico”) reacendem a disputa sem matar o mistério.

  2. Reaproximar as torcidas — Reabilitar o X como arena oficial, com hashtag “valendo”, quadro na tela e desafios-relâmpago, reativa mutirões e cria marcos semanais de conversa.

  3. Tirar o duelo das quintas — Realocar eliminações para terça ou quarta consolida hábito e reduz a sombra do concorrente.

Proposta final para a 3ª temporada (2026)

Votações online, ao vivo, por apresentação
— Pergunta na tela: “Quem cantou melhor?”
— Quando: duas apresentações no sábado e duas na segunda (se a Globo quiser maximizar engajamento, incluir domingo com mais apresentações votáveis).
Como contam: cada apresentação gera uma votação online na hora. Deixa de existir “nota de banca”; são quatro votações (duas de sábado + duas de segunda) que compõem o bloco técnico.

Peso técnico (50%)
— O resultado combinado dessas quatro votações forma 50% da avaliação final — o “CPF técnico” do competidor.

Voto popular (50%)
— Os outros 50% vêm da votação popular, aberta durante a janela da final e encerrada na terça.

Transparência e calor
— Entre sábado, segunda e terça, a Globo divulga janelas de tendência (em faixas, não percentuais exatos) e relatórios pós-rodada (picos de menções, mapas de engajamento), mantendo o debate aceso sem comprometer o suspense.

A ideia acima preserva a força de um sábado “show”, cria um segundo pico com a noite de segunda (e potencializa o domingo, se adotado) e entrega uma decisão compartilhada — técnica + público, cada qual com 50% de responsabilidade. Com votação ao vivo por apresentação, um dia inteiro de voto popular no percurso e janelas de sinal para as torcidas, Estrela da Casa volta a pautar a conversa — em vez de correr atrás dela.

Fonte/Reprodução/Imagens/Vídeos
Créditos: gshow.globo.com