18 agosto 2019

MasterChef | Eduardo Richard é eliminado do reality, por Lédson Guimarães


Texto recebido em 19/08/2019

Chegou a hora de descobrirmos os cozinheiros finalistas semiprofissionais do MasterChef Brasil 2019. Dessa vez, as vagas para o último desafio não estavam limitadas a um duelo, e, convenhamos, uma final disputada por três participantes poderia ser eletrizante, mas, infelizmente, a expectativa ficou para uma próxima temporada.

As caixas misteriosas vieram encerrar sua participação com chave de ouro. Em três etapas, os semifinalistas encararam uma Caixa Misteriosa de cada um dos jurados, com uma seleção de insumos feita pelos mesmos. Os desafios valiam pontos cumulativos que seriam convertidos em vantagem. O placar final permitia aos três concorrentes somar 03 pontos (01 ponto por desafio) cada um e, caso houvesse empate, contemplaríamos a primeira final de MasterChef com três cozinheiros. Do contrário, seguiria a Prova de Eliminação normalmente. 

A primeira caixa foi do chef Jacquin e trouxe o lagostim como proteína protagonista. A receita era de livre criação. O tempo de preparo: apenas 30 minutos. A caixa de Érick Jacquin foi considerada a menos trabalhosa pelos cozinheiros e Ana Paula Padrão revelou que havia mesmo uma disposição hierárquica das caixas, da mais amena à mais temível, só para aterrorizar os participantes. No entanto, a primeira leva de receitas agradou em cheio o paladar dos três jurados (o suave excesso de sal não prejudicou ninguém), Jacquin até tentou dar um ponto para os três pratos..., mas a gente sabe que Paola é casca dura, ela pisou firme e negou ponto para Eduardo, que exagerou na acidez do limão siciliano. Placar: Lorena – 01; Rodrigo – 01; Eduardo – 00.

E a segunda caixa foi dela, pois apesar de não economizar palavras nas críticas Paola não é páreo para a culinária excêntrica do silencioso Fogaça. Em 45 minutos, os cozinheiros deveriam buscar inspiração na seleção mediterrânea de Carosella. Rodrigo ficou meio perdido, não conhecia o saboroso coral presente nas vieiras e descartou o material, erro fatal. Pra completar a rima, pesou novamente a mão no sal.  Eduardo, também com vieiras (e sem coral, porém com champignons), se esforçou para entregar um prato refinado visualmente quando viu que o tempo estava a seu favor. Lorena caprichou numa bruschetta com sabor de pizza. Placar: Lorena – 02; Eduardo – 01; Rodrigo – 01. E o sal – 01.

A terceira, última e temível caixa, a do Fogaça, nem assustou tanto assim, exceto por a única grande proteína dar um trabalhão para chegar a um ponto tolerável, o realmente temido polvo. Rodrigo hesitou em usar o molusco e partir para o ovo, mas o risco de entregar o básico não compete àquelas alturas. Eduardo chamou a atenção com um ótimo espinafre, porém cometeu a mesma falha de Rodrigo: dessa vez o sal ficou tímido na comida. Tirando um leve amargo do vinagrete, o prato de Lorena foi só elogios. Placar final: Eduardo e Rodrigo foram sem sal para a Prova de Eliminação e Lorena marcou os três pontos que garantiram a primeira vaga de finalista da temporada.

A Prova de Eliminação também foi bonita, deu muito trabalho para os cozinheiros e vimos os jurados tão descontraídos como sempre poderiam estar. Paola se emocionou contando a história do filme que inspirou a receita da prova e sua decisão de seguir a carreira gastronômica, o dinamarquês “A festa de Babette”. E a receita, contida na película, foi o grande desafio de Rodrigo e Eduardo. As codornas no sarcófago (ou Cailles en Sarcophage) exigiram técnicas para desossar as pequenas aves sem deixar que a pele fosse rasgada e, assim, permitindo a introdução de uma boa camada de recheio no interior do bichinho, que seria servido em cima de uma massa folhada feita especialmente pelo chef Jacquin.

Toda essa dificuldade foi ampliada pela ausência do uso de termômetros, os cozinheiros deveriam confiar na própria visão para acertar o ponto dourado e brilhante da pele da codorna. Todavia, a pontuação da prova anterior garantiu a vantagem equivalente de 15 minutos de acréscimo no tempo de preparo da receita para ambos os participantes e, então, puderam cozinhar em 1h30min.

Rodrigo já havia preparado codornas uma vez na vida e suas habilidades adquiridas facilitaram o manuseio dos instrumentos para desossar as carnes. O mesmo não ocorreu a Eduardo Richard, o nervosismo que lhe é característico estava de volta e levou boa parte do tempo e uma codorna embora. Por fim, os dois colegas concluíram a tarefa com pequenas disparidades entre as avaliações dos jurados.

Rodrigo fez um molho saboroso, uma massa bem cozida, porém desagradou no uso do tomate para umedecer o recheio. Já Eduardo acertou o ponto da massa folhada numa apresentação ruim. O conjunto de acertos levou Rodrigo, merecidamente, à final junto a Lorena. 

Eduardo Richard teve mais baixos que altos ao longo da competição e tal fato nunca o abalou como é costume vermos acontecer com candidatos, aparentemente, mais fortes e promissores que se abatem por muito menos recaídas no jogo. Por mérito, o curitibano chegou à semifinal com muito louvor, derrotando gigantes como Juliana Nicoli, André e os próprios amigos Haila e Helton, os quais estavam constantemente em evidência e mais propensos a galgar um lugar no Top 3.




2 comentários:

  1. O Eduardo é muito bom, mas durante o programa teve muitos pratos negativos, embora muitas vezes por ser prova em equipe. Ele sempre deu a volta por cima e surpreendeu mas nessa semi final não deu. Os outros realmente foram melhores e merecedores da final.

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    1. Verdade, não tinha jeito. Ele pode chegar muito longe aqui fora, talvez precise trabalhar apenas a ansiedade e o resto deslancha.

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