07 julho 2019

MasterChef | Fernando é eliminado do reality, por Lédson Guimarães


Texto recebido em 08/07/2019

Passamos da metade da temporada do MasterChef Brasil e restavam nove cozinheiros amadores na disputa pelos grandes prêmios da final. O ótimo episódio exigiu muito dos participantes em duas provas que abalaram algumas estruturas. Se contar o duelo entre a trupe de Helton e a turma de Juliana, foram exatamente essa divisão e a vitória de um grupo nas duas etapas que marcaram a noite.

O primeiro desafio estava embaixo da querida Caixa Misteriosa. Nosso país continental é dono de uma proporção equiparável de riquezas natural e gastronômica que, no entanto, não é de todo conhecida por todos. Muito dessas riquezas restringem-se ao conhecimento da população regional, como ocorre com os frutos. Desde o início deste milênio o açaí e o pequi alçaram voo e conquistaram o Brasil e diversos países pelo mundo. Ainda há muito brasileiro que nunca ouviu falar sobre o forte e impregnante sabor/aroma do pequi, típico do Centro-Oeste.

Pensando na necessidade de disseminação de nossa própria cultura e de despertar a curiosidade da população por novos sabores, a Caixa Misteriosa trouxe frutas exóticas praticamente desconhecidas por todos os participantes e pela maioria dos telespectadores. Alguns nomes já evidenciam o uso indígena: achachairú, goiaba araçá, acoará-tinga, guarambá. Cada cozinheiro deveria escolher uma bancada, abrir a caixa, provar da fruta sortida e pensar numa receita protagonizada por aquele sabor.

Eduardo Richard havia feito o último melhor prato e teve a oportunidade de trocar de fruta com alguém, nervoso e desajeitado, preferiu não arriscar. Ecatharine estava muito resfriada e a dificuldade em sentir sabores prometia problemas. Lorena fugia das sobremesas no programa, mas o dia chegou. Contudo, a enfermeira trabalhou alegre e gostou da prova, importante para distinguir quem consegue criar de quem apenas copia receitas de livros. Fernando iniciou a prova todo atrapalhado. Juliana fez uma pergunta ao amigo e ouviu medidas de alguma outra receita que rondava a mente do moço.

Depois de uma hora de prova, os chefs chamaram os destaques. Os positivos foram Eduardo Mauad, Lorena e Rodrigo, este último considerado o amador mais profissional em sua maneira de lidar com técnicas, cortes, empratamento. Mas foi Lorena quem acertou o ponto mais uma vez (e sem coentro!) e arrancou elogios com seu sorbet e compota de araçá boi com creme de coco e farofa de bolo de castanha. Os destaques negativos foram Juliana, Ecatharine e Fernando. Para finalizar as avaliações com os alimentos inéditos, pela primeira vez os medianos receberam um feedback. Por pouco Helton não entrou para o trio de destaques positivos, deixou de peneirar as frutas para separar as sementes intragáveis e, ao menos, formou trio com os melhores amigos, Haila e Eduardo Richard.

A Prova de Eliminação também não pegou leve. Em 1h30min, os cozinheiros precisavam replicar o espanhol arroz de rabada com aïoli de atum, complementado por um caldo específico e um sofrito (refogado com função de potencializar o sabor do arroz - e de gerar uma porção de trocadilhos com o sofrimento dos participantes) do renomado chef Oscar Bosch. Porém nada de aula! Jacquin resumiu a proposta, ninguém faria uso da criatividade, mas sim dá memória. Os concorrentes provaram da receita pronta de Bosch e tentaram identificar os sabores para, então, pegarem os ingredientes no mercado. Sorte que uns ajudam os outros e o mezanino também. 

É claro que faltava a desvantagem para os piores pratos da primeira prova, Juliana, Fernando e Ecatharine tiveram dez minutos preciosos a menos para cozinhar. Um presságio foi proferido (e/ou profetizado) por Carosella. Temam!: “Quem se desesperar vai se dar muito mal”. Fernando afirmou que a culinária espanhola é uma de suas favoritas. Apesar de o candidato não parecer convicto, sabemos que no MasterChef muitos bons cozinheiros foram eliminados fazendo o que sabiam fazer. 

Para piorar, faltando uma hora de prova o arquiteto ainda não havia colocado a rabada na pressão. A situação era preocupante, pois, depois desse processo que demandava quarenta minutos, a carne precisava de tempo para resfriar e ser desfiada. Fora isso, havia também o empratamento. Falando em resfriar, Ecatharine penou novamente por conta da ausência de paladar provocada pela gripe. Mas foi o ranho de Eduardo Richard que rendeu uma cena nada higiênica. Ironicamente, a suculência do arroz dele foi muito elogiada. 

O prato vitorioso foi escolhido por Oscar Bosch, Haila conseguiu reproduzir melhor a receita do chef. O trio da desvantagem figurou também a berlinda da Prova de Eliminação. Fogaça notou as expressões faciais carregadas. A preocupação, o desespero, tudo reflete no alimento, Haila e Lorena puderam comprovar nesse episódio como a alegria transforma o ato de cozinhar. Ecatharine fez um arroz duro e carente de sal; o de Juliana estava cru para Paola e o de Fernando sem cor, sem sabor, além do aïoli estar amargo e a carne meio crua. Foram erros o bastante para sua eliminação precoce.




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