13 maio 2019

MasterChef | Juliana Fraga é eliminada, por Lédson Guimarães


Texto recebido em 13/05/2019

O oitavo episódio do MasterChef levou os quatorze cozinheiros restantes para uma fazenda em Minas Gerais. Na prova em grupo, as equipes teriam 1h30min para preparar um prato principal e 30 minutos para uma sobremesa a serem servidos para 75 convidados mineiros, entre eles quatro chefs. A culinária deveria ser tradicionalmente regional, homenageando a gastronomia influenciada por portugueses, negros e índios. Para isso, os participantes trabalharam com fogão a lenha e panelas de barro.

Sem mais delongas, é hora de acender a brasa da competição (ou ‘rivalidade’ encaixaria melhor?, visto que o clima esportivo entre os concorrentes tem sido fermentado e vem superando as tantas outras temporadas anteriores). Juliana N., a querida adversária direta do “de menor”, como a própria apelidou o prodígio Helton, fez o melhor poke na última Prova de Eliminação e não apenas conquistou o posto de capitão da equipe azul mas também a oportunidade de escolher o capitão da equipe vermelha.

Juliana N. seguiu a linha de Helton e começou a incomodar muita gente quando mostrou que está jogando mesmo. Como também notamos daqui de fora que Haila baila na corda bamba o tempo todo Juliana não deixou passar e a escolheu para liderar a equipe rival. O pretexto de que Haila é boa cozinheira e de que poderia provar isso não colou, claro. As duas capitãs precisaram escolher com quem a outra trabalharia – abrindo espaço para resmungos dos integrantes – e dois de quatro ingredientes típicos secretos selecionados pelos chefs mineiros para montar as receitas da própria equipe. Haila pegou pequi e fubá e Juliana pegou ora-pro-nóbis e umbigo de banana (ingrediente tóxico que preferiu não utilizar).

Hora de mercado, hora também de esquentar os ânimos, por que não? Houve correria, empurra-empurra, “eu peguei primeiro”, “deixa disso”... Apenas por estratégia, alguém pegou quase todo o frango para impedir os amiguinhos de fazer bom uso com o pequi, um outro revidou sem querer levando todas as cebolas. O livre comércio rolou solto na cozinha, a única solução encontrada para amenizar o prejuízo nas receitas de ambas as equipes foi a barganha. A satisfação não foi garantida, entretanto.

A equipe vermelha foi um turbilhão da escolha do cardápio até o empratamento. A surpresa veio do bom desempenho de Haila como capitã. A moça não deixou o espírito de liderança dos seus subordinados trazerem o caos, ao contrário, usou o fato a favor e deu a cada um uma praça para liderar.

A equipe azul, em contrapartida, trabalhou beirando a calmaria. Porém nem todo mundo lida bem com os gritos de ordem e com as decisões irrevogáveis de Juliana N. Foi com uma dessas que a cozinheira perdeu a Prova em Equipe pela segunda vez como capitã.

As duas equipes tiveram acertos e erros técnicos e os sabores dividiram as opiniões. Os convidados apreciaram disparadamente o arroz com frango caipira e ora-pro-nóbis e a sobremesa, doce de abóbora com coco, queijo coalho e crumble, da equipe azul, dando 57 votos contra 14 da equipe vermelha, que fez um ensopado de frango com ragu e farofa de pequi como prato principal e Romeu e Julieta de sobremesa. Os quatro chefs mineiros discordaram. Coube aos nossos chefs-jurados o desempate. A teimosia de Juliana N. trouxe a derrota para sua equipe por abrir mão dos queijos típicos de Minas em favor do efeito salgado que adicionaram à sobremesa.

Na cozinha do MasterChef, Ana Paula Padrão anunciou (além dos prêmios, né?) o ônus e o bônus para as capitãs. Juliana N. apostou em si mesma como a candidata mais forte de sua equipe para chegar à final e Fernando como o mais fraco, novamente sob falsas alegações – deixando o moço a ruminar ódio a partir daquele momento. Haila deveria escolher Juliana ou Fernando para subir para o mezanino e optou pelo segundo, afirmando que aprendeu a jogar.

Na Prova de Eliminação, as Julianas N. e F., Janaína, Ecatharine, Weverton e Rodrigo enfrentaram o desafio de preparar uma sobremesa com um legume ou uma verdura. Apenas Weverton e Juliana N.miga-de-quase-todos arrancaram  (fortes) elogios dos jurados. Jacquin, inclusive, exaltou o chuchu doce que Juliana fez e disse que seria um prato que ele adicionaria ao cardápio de seu restaurante. E se a competidora vem de duas derrotas como capitã pode agora se orgulhar, um pouco, por dois pratos vitoriosos na fase eliminatória.

Rodrigo foi mediano. Ecatharine é figurinha carimbada nessa fase e já cansou os chefs, levou um puxão de orelha e foi para o mezanino por muito pouco. Janaína e Juliana F. ficaram na berlinda, entregaram sobremesas ruins. Janaína conseguiu introduzir o sabor do manjericão em seu creme. O pudim de Juliana tinha ótima apresentação porém textura e sabor desagradáveis; segundo Jacquin, “Parecia um omelete de clara de ovo!”, por isso, foi a eliminada da noite.

Em seu depoimento para Ana Paula Padrão a eliminada contou que sonhava entrar para o MasterChef após a primeira temporada e que vinha treinando e estudando desde então. A exigência técnica da receita da prova que a eliminou, tanto como as receitas anteriores dessa edição, vem mostrando que o nível gastronômico do MasterChef para amadores evoluiu. Está cada vez mais raro vermos os competidores tendo a liberdade de cozinhar na zona de conforto das farofas, do arroz, das moquecas.

Juliana F. tem um bom histórico no programa para se orgulhar, apenas foi pega de surpresa pelos desafios crescentes que a equipe do MasterChef tem adotado.



7 comentários:

  1. Mais uma vez um bom texto e uma visão correta da disputa.
    Lédson, não consigo nem olhar para a Juliana N. Difícil eu ter esse tipo de aversão.
    Agradecida sempre pelos teus comentários.
    Bj

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    1. Eu entendo, pelo que acompanho o Brasil todo que assiste detesta a Juliana N. Tem um temperamento forte, áspero. Se eu te contar que até simpatizo com ela? Nem sei dizer bem o porquê... O Helton é que me dá nos nervos.

      Eu que fico grato por sua participação e elogios. Uma boa noite. Bj.

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  2. Desisti do MasterChef.
    Nunca consigo assistir no domingo e na segunda q já sei qm saiu perco a vontade de ver. Até então peguei 2 ranços, o novinho e Juliana N.

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    1. O programa fica bem melhor às terças-feiras, né? Somente o horário foi o ajuste ideal.

      Pois é, se acham. Os dois não se bicam por serem semelhantes em muita coisa. O Helton só está com a bola toda por ter talento. Desejo vida longa para ambos lá dentro, pois a disputa que protagonizam e respingam nos demais tem ajudado a salvar a temporada, na minha opinião.

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    2. Ontem eu estava dentro do avião no horário do MasterChef. Tb acho q deveria continuar às terças, só q um pouco mais curto pq o episódio acaba mt tarde. Parece q Haila se saiu bem como lider não?

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    3. Se picotassem os anúncios da Ana Paula já ajudaria bastante. Rsrs

      Sim! A Haila surpreendeu demais. Espero que só cresça. Estranho foi tantos elogios para os pratos da equipe dela e os votos dos convidados virarem absurdamente.

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  3. Paola deu um sacode na Haila ontem. Disse q ela com 25 anos tem q parar de se comportar como se tivesse 14. Adorei!!

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