Enquanto Fran testou a pontaria nas fotos de Tina e Stephanie, seus convidados analisaram Daniel, Renê, Ana, Darlin e outros nomes do jogo  

O Rancho do Fazendeiro foi oficialmente inaugurado em A Fazenda 18 e, logo na primeira visita, já ficou claro que o espaço não serviria apenas para comer, beber e aproveitar algumas horas longe da sede. Como primeira Fazendeira da temporada, Fran Cruz precisou escolher três peões para acompanhá-la na experiência e decidiu levar Maíra Cardi, Mônica Fonseca e Jottapê.

O quarteto encontrou comes e bebes, participou de tiro ao alvo e, principalmente, ganhou um ambiente perfeito para falar de jogo sem economizar nas especulações. Entre uma atividade e outra, eles discutiram a primeira Roça, possíveis indicações, votos da casa, alianças, salvamentos no Resta Um e até quem acreditam que poderia deixar o reality.

E Fran foi direto ao ponto.

A Fazendeira quis saber dos convidados se eles acreditavam que Daniel Erthal sairia caso fosse parar na primeira Roça. A resposta do grupo foi praticamente um “não” coletivo.

A partir daí começou a verdadeira bolsa de apostas do Rancho.

Mônica apontou Renê Thristan como um nome que poderia correr mais perigo diante de Daniel.

“Se ele for com o Renê, o Renê sai.”

Ana Bruna também apareceu com força na conversa. Mônica avaliou que a peoa poderia enfrentar dificuldades com o público e criticou a postura dela depois de toda a confusão envolvendo Renê e Daniel.

A jornalista deixou claro que sua questão não era Ana, sendo solteira, poder ou não ficar com quem quisesse. O incômodo estava na maneira como toda a situação foi conduzida.

Mais tarde, Mônica voltou ao assunto e foi ainda mais direta ao analisar o episódio.

“Ela pode namorar quem ela quiser. Ela é solteira, ela faz o que ela quiser. Ponto.”

Mas completou dizendo considerar incoerente o que aconteceu depois de toda a repercussão da discussão.

E Daniel acabou recebendo uma espécie de voto de confiança nessa análise.

“Pelo que o Daniel falou, por mais feio que fosse, pelo visto não era mentira, né?”, avaliou Mônica.

Só que a lista de possíveis ameaçados não parou em Renê e Ana.

Jottapê colocou Darlin Ferrattry na roda.

Na visão do cantor, os sucessivos embates da peoa com Giovanna Gold poderiam pesar em uma eventual decisão do público. A teoria, porém, não encontrou unanimidade.

Outros participantes da conversa demonstraram acreditar que Darlin talvez não esteja em uma situação tão delicada neste momento, principalmente considerando que o público também acompanhou a participação de Giovanna nos conflitos.

Ou seja: nem dentro do Rancho eles conseguiram chegar a um consenso sobre quem estaria certo ou errado nessa história — muito menos sobre quem sairia.

Mas o encontro ficou ainda mais interessante quando o papo saiu do campo das previsões e entrou diretamente na estratégia para a formação da Roça.

Mônica revelou uma combinação de salvamento envolvendo Darlin e Mayk.

A jornalista explicou que, se fosse salva antes de Darlin, pretendia salvar a peoa. Caso Darlin a salvasse, Mônica salvaria Mayk. E, dependendo da ordem do Resta Um, essa corrente poderia continuar para tentar proteger integrantes próximos.

“Se ela me salvar, eu salvo o Mayk.”

Foi praticamente um ensaio geral do Resta Um antes mesmo de saberem como a primeira Roça será formada.

E houve um detalhe importante: durante a conversa, eles próprios reconheceram que o funcionamento da dinâmica pode mudar completamente os planos.

Afinal, basta a ordem do salvamento começar em outro ponto, alguém já ter sido protegido ou alguma consequência do Poder do Lampião entrar em cena para a matemática ir para o espaço.

Mesmo assim, o Rancho serviu para revelar quem está conversando com quem — e quem já começa a pensar coletivamente.

A brincadeira de tiro ao alvo também ganhou significado estratégico.

Fran aproveitou a dinâmica para mirar nas fotos de Tina e Stephanie.

E não ficou apenas no dardo.

Ao falar sobre Tina, a Fazendeira contou que inicialmente teve uma boa impressão da peoa, mas passou a enxergar uma movimentação que a incomodou.

Segundo Fran, Tina estaria tentando articular as mulheres do jogo e assumindo uma posição de liderança.

“Achei ela legal quando teve uma troca no início ali, só que eu achei ela muito tentando articular todas as meninas. ‘Eu sou aqui a líder e eu vou fazer e acontecer.’”

Fran ainda avaliou que uma possível indicação poderia ser uma grande surpresa para Tina.

Stephanie apareceu como um nome que, na percepção do grupo, também poderia acabar recebendo votos da própria casa.

Mas enquanto Tina e Stephanie foram parar literalmente no alvo durante a brincadeira, outra peoa continua ocupando espaço importante nos cálculos da Fazendeira: Giovanna Gold.

Fran voltou a falar sobre a falta de proximidade entre as duas.

Segundo ela, praticamente não existia troca com Giovanna antes de conquistar o chapéu de Fazendeira.

“Eu tenho, a pessoa que eu tenho menos troca é ela, gente.”

Fran também afirmou ter percebido uma tentativa maior de aproximação depois que ganhou poder no jogo.

Ela citou conversas, ofertas de ajuda e pequenos gestos de Giovanna e interpretou essa mudança como uma aproximação forçada.

“Ela não ajuda em nada, ela não faz nada. Ela não teve troca comigo.”

A Fazendeira ainda contou que conversou com Murilo Dias sobre sua possível indicação e pediu que ele não revelasse o nome.

Segundo Fran, Murilo teria entendido a situação e prometido guardar a informação.

Só que a própria Fazendeira reconheceu que seu alvo talvez não seja exatamente um segredo de Estado dentro da sede.

“Acho que a maioria da casa saberia se parasse para analisar o jogo.”

E faz sentido dentro da lógica apresentada por ela: se Fran diz que sua indicação deve considerar principalmente quem teve menos troca com ela, os próprios peões podem começar a juntar as peças.

Outro nome que voltou à conversa foi Ana Bruna.

Fran chegou a refletir sobre a possibilidade de indicá-la, mas imediatamente reconheceu um problema: ela já havia dito para Ana que a peoa não era seu alvo naquele momento.

Além disso, Fran demonstrou preocupação com a interpretação que uma indicação poderia provocar diante de tudo que aconteceu envolvendo Ana, Renê e Daniel.

“Eu não posso colocar a Ana agora que eu falei que ela não era meu alvo.”

Ainda assim, o comportamento de Ana continuou sendo analisado pelo grupo.

Para Mônica, existe uma incoerência entre a repercussão provocada pela discussão com Daniel e o que aconteceu posteriormente entre Ana e Renê.

A jornalista fez questão de separar as duas coisas: Ana tem liberdade para ficar com quem quiser, mas, na leitura dela, isso não elimina as contradições percebidas na forma como toda a história foi conduzida.

Enquanto isso, outros possíveis votos começaram a aparecer.

O grupo tentou entender quem poderia ser indicado pela casa, e Daniel novamente entrou nas especulações. Giovanna também foi mencionada como alguém que poderia receber votos de alguns participantes.

E, como ninguém tem controle completo sobre os movimentos dos demais grupos, boa parte da conversa terminou exatamente como começou: com hipóteses.

Mas hipóteses bastante reveladoras.

Porque o primeiro Rancho do Fazendeiro mostrou que Fran já está tentando enxergar vários passos à frente.

Existe o alvo da Fazendeira.

Existem os possíveis votos da casa.

Existem pessoas que já combinaram salvamentos.

Existem peões tentando descobrir quem está com quem.

Existem nomes considerados fortes diante do público.

E existem aqueles que o grupo acredita que poderiam não sobreviver a uma primeira berlinda.

Tudo isso antes mesmo da formação da primeira Roça.

O Rancho foi inaugurado com comida, bebida e tiro ao alvo, mas o prato principal acabou sendo outro: estratégia.

E se essa primeira visita servir de amostra para o restante da temporada, o lugar pode acabar virando um dos principais escritórios políticos de A Fazenda 18.

Porque Fran entrou no Rancho com três convidados.

E saiu de lá com alvos, possibilidades de voto, acordos de salvamento e uma lista de nomes sendo cuidadosamente calculada para a Roça. 
 

Créditos/Fontes: YouTube / A Fazenda