Arthur, David e Lukinhas comentaram o momento de irritação do colega e admitiram que a convivência entre os grupos está cada vez mais desgastante  

A convivência no Estrelas da Casa parece começar a cobrar seu preço. Na manhã desta quarta-feira (2), participantes do Pagode repercutiram um momento de estresse protagonizado por Uel e admitiram que a “bateria social” dentro do Centro de Treinamento está chegando ao limite.

Depois de se alimentarem no refeitório, Arthur Belmonte, Lukinhas e David Natel começaram a relembrar a reação de Uel em uma discussão ocorrida pouco antes. Arthur chegou a imitar uma das falas do baiano, enquanto Lukinhas comentou que provavelmente teria rido da situação mesmo diante do clima pesado.

David, porém, destacou que a explosão surpreendeu justamente por partir de Uel. “Foi muito do nada. Ninguém espera isso aí do Uel, mano”, comentou.

Arthur então explicou que o desgaste não teria começado com o colega. Segundo ele, pouco antes da discussão de Uel, o próprio cantor já havia se irritado com a mesma pessoa.

“E eu tinha acabado de me estressar. Tinha acabado de sair daqui estressado com a mesma pessoa, do mesmo jeito. Chega lá fora e ele ainda estressa o Uel. Pô, mano... hoje está difícil”, contou Arthur.

A conversa rapidamente saiu do episódio específico e passou para um problema mais amplo: o desgaste da convivência entre os grupos dentro do Estrelas da Casa. Os participantes reconheceram que o acúmulo de conflitos, ensaios, decisões coletivas e convivência intensa começa a afetar até as relações mais simples.

David deixou isso claro ao revelar que sequer cumprimentou integrantes do grupo contrário naquela manhã. “Dei bom dia para ninguém do grupo contrário. Se falar comigo eu vou falar, eu vim aqui para ganha”, afirmou.

Lukinhas adotou uma postura diferente. O cantor contou que fez questão de dar bom dia aos outros participantes como uma forma de preservar a paz dentro do Centro de Treinamento.

David, no entanto, separou cordialidade de aproximação. “Querer ficar em paz é uma coisa, não querer dar bom dia é outra. Eu também estou paz, só que, entre nós aqui, é muito ‘lálalaiá lálalaiá’”, rebateu.

O comentário mostra que a divisão entre os grupos já começa a ultrapassar as questões estritamente musicais. Depois das discussões envolvendo Pop e Pagode, o ambiente passou a carregar também uma tensão de convivência, com participantes escolhendo quando conversar, com quem interagir e até como administrar pequenos gestos do cotidiano.

A reação de Uel acabou funcionando como um termômetro dessa situação. Para os próprios colegas, ver alguém considerado mais tranquilo chegar ao ponto de perder a paciência mostrou que o desgaste já não está restrito a um ou dois participantes.

Com a competição avançando e os grupos cada vez mais conscientes de que estão disputando espaço e preferência do público, a sensação dentro do CT parece ter mudado. O clima de integração vai dando lugar a alianças mais definidas, menos disposição para concessões e uma convivência na qual até um simples “bom dia” começa a carregar significado. 
 

Créditos/Fontes: gshow