Diretores afirmaram que as seis primeiras semanas já estavam em pré-produção, mas imprevistos podem provocar um efeito dominó  

A coletiva de A Fazenda 18 revelou detalhes dos bastidores da produção e mostrou que, apesar do caráter imprevisível do reality, existe um planejamento minucioso para cada etapa do programa. Segundo Rodrigo Carelli, as seis primeiras semanas da temporada já estavam planejadas e em fase de pré-produção antes mesmo da estreia.

O diretor explicou que uma das maiores dores de cabeça acontece quando algo previsto na estratégia não pode ser realizado. Um participante pode se machucar, uma atividade pode ser interrompida ou uma mudança climática pode afetar uma prova, especialmente as tarefas realizadas nas áreas dos animais. Quando um desses pontos falha, toda a programação pode sofrer um efeito dominó.

A equipe também destacou que A Fazenda não é um programa roteirizado. A produção precisa estar preparada para reagir ao comportamento dos participantes e adaptar as dinâmicas em tempo real. Mesmo assim, provas de grande porte não são criadas de última hora, já que envolvem planejamento, montagem, segurança, equipe técnica e preparação da estrutura.

Outro assunto abordado foi a segurança da sede após comentários de pessoas que teriam ficado irritadas por não participar do reality e feito ameaças nas redes sociais. Carelli não revelou a estratégia adotada pela Record, mas afirmou que a produção está preparada para impedir qualquer tentativa de invasão ou situação semelhante. Ele também disse que nenhuma publicação ou ensaio divulgado nas redes havia provocado desclassificação até aquele momento.

A formação da Roça também ganhará uma condução diferente. O quadro Fogo no Feno, exibido às segundas-feiras, será ao vivo, o que exigirá maior controle do tempo. Adriane Galisteu explicou que entende a ansiedade dos peões, já que muitos aproveitam a transmissão para explicar conflitos que os incomodaram durante a semana.

Galisteu afirmou que tenta não interromper as discussões imediatamente, porque os barracos também são parte importante do programa. O corte só acontece quando o tempo ultrapassa o limite, quando todos falam ao mesmo tempo ou quando o barulho chega a um ponto impossível de conduzir. Cortar o microfone seria a última alternativa.

Para ajudar na organização, a produção manterá o relógio utilizado na temporada anterior. O recurso serve para mostrar quanto tempo cada participante tem para falar e também ajuda o peão a organizar seus argumentos. A direção explicou que, muitas vezes, o corte feito por Galisteu não significa encerrar a discussão, mas apenas direcionar o debate para que o programa consiga avançar.

Durante a coletiva, a equipe ainda comentou o desejo do público por uma edição A Fazenda All Stars, reunindo participantes que marcaram a história do reality. Carelli e Galisteu demonstraram entusiasmo com a ideia e disseram que o projeto não depende apenas da direção, mas admitiram que ele pode não estar tão distante. A menção a um possível “número redondo” alimentou ainda mais a especulação.

A produção também confirmou novidades nos bastidores da Baia. O cavalo Apolo se aposentou depois de várias temporadas, e uma nova égua ainda sem nome passou a fazer parte do espaço. Os jornalistas presentes foram convidados a participar de entrevistas em grupos com Galisteu, Carelli, Cristina Rocha e Márcia Fu.

A coletiva deixou claro que A Fazenda 18 será conduzida por uma combinação de planejamento rigoroso e improviso constante. A produção prepara provas, regras e cronogramas com antecedência, mas sabe que qualquer participante, animal, chuva ou discussão fora de controle pode mudar completamente os rumos da temporada.

 

Créditos/Fontes: YouTube/Record