Questionado pelo Votalhada sobre a disputa das quintas, Carelli citou Rico Melquiades para explicar sua estratégia de casting  

O Votalhada aproveitou uma entrevista com Rodrigo Carelli para o Link PodCast, e fez uma pergunta sem muita cerimônia ao diretor de realities da Record: A Fazenda está preparada para enfrentar o Estrelas da Casa nas noites de quinta-feira?

A resposta de Carelli veio com confiança: “Estamos preparados para isso.” Mas, ao explicar por que acredita na força do reality, o diretor deixou claro que sua principal aposta não está apenas em reunir celebridades conhecidas do grande público. Para ele, o verdadeiro segredo está em montar um elenco que funcione quando as câmeras forem ligadas e a convivência começar.

Carelli reconheceu que existe uma reação recorrente quando os participantes de A Fazenda são anunciados. Parte do público olha para determinados nomes e imediatamente questiona: “Nunca ouvi falar”. Segundo o diretor, isso não significa que o casting seja fraco. Pelo contrário: a seleção é feita pensando no potencial que aquelas personalidades terão dentro do jogo.

“A gente faz um elenco que vai funcionar”, explicou.

Por isso, o grau de fama dos participantes pode variar bastante. A estratégia inclui colocar algumas personalidades muito conhecidas justamente para provocar o chamado “fator UAU” na estreia e despertar imediatamente a curiosidade do público. Outros participantes chegam menos conhecidos, mas podem crescer conforme suas histórias, conflitos, alianças e personalidades aparecem durante o confinamento.

Na visão de Carelli, depois dos primeiros dias, a fama acumulada antes do reality começa a perder importância. O que passa a determinar o protagonismo é aquilo que cada participante entrega dentro do programa.

Para ilustrar sua tese, o diretor relembrou Rico Melquiades. Segundo Carelli, Rico era um dos participantes menos famosos quando entrou em sua edição de A Fazenda. Dentro do reality, porém, tornou-se um dos principais personagens, conquistou o público e acabou campeão. Hoje, na avaliação do diretor, talvez seja até o nome mais famoso daquele elenco.

O exemplo ajuda a explicar a filosofia usada na escalação: não basta contratar famosos; é preciso encontrar pessoas capazes de render histórias.

Carelli considera a fama importante principalmente no primeiro momento, quando o programa precisa chamar atenção para sua estreia. Depois disso, todos passam a depender praticamente das mesmas armas: personalidade, posicionamento, convivência e capacidade de movimentar o jogo.

“Na segunda semana, já está todo mundo igual”, resumiu.

A declaração ganha ainda mais peso diante da disputa das quintas-feiras. Com o Estrelas da Casa ocupando espaço na programação da Globo e A Fazenda entrando novamente na briga pela audiência, Carelli demonstra que aposta justamente no elemento que historicamente sustenta o reality rural: um elenco escolhido para produzir acontecimentos depois que a porteira fecha.

Se essa estratégia será suficiente para enfrentar o programa musical da Globo, aí é outra história. Mas uma coisa Carelli deixou bem clara ao Votalhada: medo da concorrência, pelo menos no discurso, não tem. 
 

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