Carlos Massa, o Ratinho, passou a ser alvo de uma nova investigação do Ministério Público de São Paulo após uma denúncia por suposta homofobia relacionada a uma declaração feita durante o Programa do Ratinho, no SBT.
Segundo as informações divulgadas, a Promotoria aceitou a representação e abriu um procedimento para apurar o episódio.
A denúncia foi apresentada pelo deputado estadual suplente e ativista LGBT Agripino Magalhães Júnior (MDB-SP).
O caso envolve uma conversa de Ratinho com o cantor sertanejo Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Tiago.
Ao comentar a mudança no visual do artista, o apresentador afirmou que ele estava “com uma cara de viado”.
A declaração repercutiu nas redes sociais e acabou chegando ao Ministério Público.
Ratinho reage: “Não brinco mais”
Ratinho comentou a investigação durante seu próprio programa e demonstrou irritação com a situação.
O apresentador argumentou que costuma fazer brincadeiras na televisão e afirmou que, no caso de Tiago, estava conversando com uma pessoa com quem mantém uma relação de amizade.
Diante da repercussão e da denúncia, entretanto, Ratinho anunciou que pretende mudar seu comportamento no ar.
“Não brinco mais”, declarou.
Segundo o apresentador, a intenção é evitar comentários semelhantes e, consequentemente, novos questionamentos sobre suas falas.
Tiago Piquilo diz que não se sentiu ofendido
Um ponto importante da história é que o próprio Tiago Piquilo saiu em defesa de Ratinho.
O sertanejo afirmou publicamente que não ficou ofendido ou constrangido com o comentário.
Tiago explicou que conhece Ratinho há mais de duas décadas e interpretou a declaração como uma brincadeira entre amigos.
A manifestação do cantor, porém, não encerra automaticamente a apuração.
O que acontece agora?
Com a abertura do procedimento, o Ministério Público poderá reunir informações, documentos, manifestações das partes e outros elementos para avaliar juridicamente o episódio.
É importante fazer uma distinção: a abertura de uma investigação não significa que Ratinho tenha sido condenado ou considerado culpado.
Neste momento, existe uma apuração sobre a denúncia e sobre as circunstâncias em que a declaração foi feita.
A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo também informou que pretende acompanhar o andamento do caso e poderá avaliar outras medidas jurídicas de acordo com o resultado da investigação.

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