O Estrelas da Casa 2026 ainda nem começou oficialmente, mas uma coisa já ficou clara ao conhecer melhor seus 32 candidatos: muita gente ali não está começando do zero. Entre os concorrentes do Pop e do Pagode existem artistas com anos de palco, projetos autorais, álbuns lançados, trabalhos em grupos, teatro musical, composições gravadas por nomes famosos e agendas profissionais movimentadas.
E a experiência não se resume a ter dividido o palco com alguém conhecido. Alguns já vivem exclusivamente da música; outros comandam a própria banda, produzem seus projetos, escrevem para outros intérpretes ou conseguiram milhões de reproduções na internet. O Votalhada reuniu os principais trabalhos que cada candidato já carrega na bagagem antes da disputa.
MULHERES DO PAGODE
Vick Nunes vive exclusivamente da música e soma cerca de seis anos de carreira profissional. Já trabalhou como backing vocal, toca violão e tem experiência também com instrumentos de percussão. Além da própria agenda, já dividiu palco com Dudu Nobre, Ferrugem, Talita Cipriano e Marvvila.
Julliana Franco cresceu em uma família musical e mantém um projeto ao lado da mãe chamado Pagode das Meninas. Também toca violão, já abriu apresentações de Thiaguinho e Péricles e teve trabalho produzido por profissionais ligados ao cenário tradicional do pagode.
Japa começou divulgando vídeos cantando, enfrentou a timidez e transformou a música em profissão. Antes do pagode, passou pelo sertanejo, fez bares e eventos particulares e já encarou um público de aproximadamente 50 mil pessoas durante apresentação de Carnaval.
Hanaya deixou a Bahia para investir profissionalmente na carreira no Rio de Janeiro e rapidamente ampliou sua agenda de shows. Já tem trabalho em parceria com Xande de Pilares e participações ao lado de Marvvila e Vitinho.
Esther Nunes começou na igreja, fazia participações em shows ainda adolescente e chegou a integrar um grupo feminino. Hoje segue carreira própria, possui mais de dez composições autorais e já se apresentou ao lado do Imaginasamba.
Arissa passou por diferentes universos antes de chegar ao pagode. Foi solista de orquestra, começou profissionalmente no funk e possui músicas autorais lançadas no gênero. Depois, direcionou sua potência vocal para o samba e o pagode.
Dandara Luanda aprendeu música na prática e já trabalhou como backing vocal. Também toca violão e mantém uma rotina profissional intensa, com apresentações frequentes, inclusive no Santuário de Bom Jesus da Lapa. Seu repertório passa por pagode, forró e MPB.
Bruna Bento ainda divide a carreira artística com outras fontes de renda, mas não chega sem experiência. Já fez teatro musical, toca ukulelê e chegou a participar anteriormente de um reality musical. O Estrelas da Casa pode representar justamente seu salto para viver prioritariamente como cantora.
HOMENS DO PAGODE
Marquinho começou como percussionista, virou vocalista de grupos e está há cerca de quatro anos em carreira solo. Hoje comanda a Resenha do Marquinho, realiza aproximadamente 16 shows mensais e já dividiu palco com Thiaguinho, Mumuzinho, Sorriso Maroto e outros nomes do gênero.
Dan Ferrera talvez tenha um dos currículos mais impressionantes da seleção. Possui mais de 100 composições gravadas, escreveu para Ludmilla, Thiaguinho, Ferrugem, Péricles e Dilsinho e assinou três faixas do álbum Escândalo Íntimo, de Luísa Sonza, trabalho que lhe rendeu indicação ao Grammy Latino. Também já lançou projetos audiovisuais próprios e quer usar o reality para deixar de ser visto apenas como compositor.
Jefinho soma 13 anos de carreira, é multi-instrumentista e passou cinco anos no grupo Sambaí, onde também exerceu funções de liderança. Agora em carreira solo, já cantou com Thiaguinho, Ferrugem, Péricles, Dilsinho e Diogo Nogueira e tem a composição como uma de suas principais forças.
David Natel tem menos tempo profissional no gênero, mas já construiu uma agenda pesada: realiza de três a cinco shows por semana em Porto Alegre. Já dividiu palco com Gamadinho, Yan e Fabinho e começa a ver a música ocupar o espaço da barbearia, profissão que mantém há anos.
Arthur Belmonte vive exclusivamente de música desde 2014 e lidera uma banda com seu próprio nome. Faz entre 15 e 20 apresentações por mês em bares, casamentos e eventos. Toca violão, conhece percussão, cavaquinho e baixo e também compõe, embora admita que costuma engavetar parte do material autoral.
Lukinhas transformou um vídeo viral em oportunidade profissional. Hoje lidera o Pagode do Lukinhas, se apresenta em bares, abre shows de artistas conhecidos e domina instrumentos como pandeiro, repique, reco-reco e tantã. Péricles já o aplaudiu e chegou a convidá-lo para o camarim.
Uel deixou a Marinha depois que a música ganhou espaço definitivo em sua vida. Um vídeo interpretando Belo lhe rendeu mais de 100 mil seguidores em um único dia. Atualmente vive da música, toca cavaquinho, violão e outros instrumentos, compõe e já possui músicas próprias lançadas.
Oliveira transita entre samba, rap e pagode e possui experiência tanto nos bastidores quanto no palco. É backing vocal do rapper Chefin, com quem já fez turnês internacionais e apresentações para mais de 20 mil pessoas. Como compositor, já trabalhou em músicas para Anitta, Marina Sena, Dennis DJ e Poze do Rodo, além de desenvolver sua própria carreira.
HOMENS DO POP
Enzo Cespom construiu boa parte de sua formação dentro do teatro. Começou ainda criança, participou de musicais, aprendeu violão, guitarra e baixo e também já cantou profissionalmente em bares. Atualmente integra um coro que apresenta versões em português de músicas estrangeiras.
Bruno Gadiol já conhece muito bem televisão, música e interpretação. Venceu um concurso musical na TV Xuxa, integrou um grupo que assinou com gravadora e lançou disco, chegou à semifinal de outro reality musical e atuou em Malhação – Viva a Diferença e As Five. Como cantor solo, já lançou dois álbuns.
Gabriel Nandes tem formação em Teoria Musical, História da Música, Percepção Musical e Violão Popular. Compõe para outros artistas, já escreveu com Xamã e assinou cinco faixas da trilha sonora do filme O Velho Fusca, projeto que também reuniu Péricles e Xande de Pilares. Atualmente também recebe renda de suas músicas e plataformas digitais.
Filgueira é autodidata, toca violão e escreve músicas em português, inglês e espanhol. Transita entre gêneros que vão do gospel à música eletrônica e chegou a gravar uma música inédita com Whindersson Nunes, embora a faixa nunca tenha sido oficialmente lançada.
Álec começou em corais e festivais gospel e, nos últimos anos, transformou definitivamente a música em profissão. Já realizou shows por diversas cidades do Pará, chegou a montar banda e mistura referências de pop, soul, R&B, blues e black music. Ficou conhecido regionalmente como o “Michael Jackson do Pará”.
Rob Miranda começou a compor ainda adolescente, venceu festivais em Campinas e lançou seu primeiro álbum autoral aos 17 anos. Agora trabalha no segundo disco e recentemente apareceu também em um videoclipe de Luísa Sonza.
Peu Heise toca piano desde os três anos e também domina violão, guitarra e baixo. Já foi vocalista de banda de pop rock, integrou grupo de jazz progressivo e atualmente mantém projetos em grupo e uma carreira solo com mais de 50 mil ouvintes nas plataformas.
Yudchi talvez seja um dos candidatos mais híbridos do elenco. Cantor, bailarino e ator, tem formação em jazz, balé e sapateado, além de tocar instrumentos. Já participou profissionalmente de produções como O Rei Leão, O Menino Maluquinho e Ney Matogrosso – Homem com H.
MULHERES DO POP
Cinara já possui mais de 100 composições autorais e começou profissionalmente no samba antes de migrar para R&B, soul e afrobeats. Em 2025, recebeu indicação ao Prêmio R&B Brazil e vem estruturando uma carreira própria baseada principalmente em suas músicas.
Leonna trabalha profissionalmente desde a adolescência e chegou a ser emancipada aos 16 anos para integrar uma banda de baile. Paralelamente, desenvolveu seu projeto solo com videoclipes elaborados, dança, figurinos e músicas próprias. Também já teve parceria profissional com Melody.
Momô deixou a Arquitetura para viver de arte. Formada também em Canto Popular, tornou-se uma das streamers de música de destaque nas plataformas e transformou a gaita em marca de seu trabalho. A habilidade com o instrumento levou a artista à Alemanha e ao Japão como embaixadora de uma marca especializada.
Paula Tavares atua em várias frentes: é cantora, atriz e dubladora. Trabalha profissionalmente com música há anos, empresta a voz a personagens, já integrou o musical Fala Sério, Mãe! e faz parte da banda de baile Soul Pop, Eu Sou Rock. Também começou a desenvolver suas próprias composições.
Vana J começou no samba ainda criança e hoje aposta em pop, R&B e hip-hop. Já lançou música autoral, prepara novos projetos e acumula apresentações em espaços como o Maracanã e a antiga Jeunesse Arena. No teatro musical, trabalhou ao lado de Heloisa Périssé e atualmente também atua com musicalização infantil.
Emma já teve experiência que atravessou até continentes. Estudou dança durante três meses na Coreia do Sul, percorreu o Brasil com o girl group EVE e participou de projetos de pop rock. Hoje canta em bloco de Carnaval de São Paulo, atua em outras bandas e prepara um trabalho autoral definido por ela como um “pop essencialmente baiano”.
Laura Schadeck trabalha profissionalmente desde os 11 anos, integrou a girl band BFF Girls e já se apresentou para dezenas de milhares de pessoas em show de Fábio Jr. Depois do grupo, seguiu carreira solo e lançou o álbum autoral Anti-Apático. Também toca piano, guitarra, violão e ukulelê.
Tori soma cerca de 16 anos de carreira profissional e comanda uma banda própria. Faz de três a quatro apresentações por semana e já conquistou milhões de acessos com a música autoral “Bom Dia”. Recentemente lançou o álbum Flor Selvagem, com sete faixas próprias, e ainda abriu um show de Alcione em Teresina.
Não é uma disputa entre amadores
O levantamento deixa evidente que a nova temporada não colocou simplesmente 32 pessoas que “cantam bem” diante das câmeras. Há candidatos com carreiras muito diferentes: de quem ainda luta para viver exclusivamente de música até profissionais com álbuns, turnês, grandes palcos e dezenas de composições gravadas.

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