O cupuaçu, ingrediente tão ligado às raízes paraenses, acabou protagonizando a despedida de Everaldo Akihyto do MasterChef Brasil 2026. O cozinheiro foi eliminado no 12º episódio da temporada depois de enfrentar uma prova que exigia técnica, criatividade e, principalmente, precisão com o nitrogênio líquido.
Everaldo precisava apresentar uma sobremesa autoral acompanhada obrigatoriamente por um sorvete ou sorbet preparado com a técnica. Ele escolheu justamente o cupuaçu para tentar permanecer na competição.
A ideia tinha personalidade. A execução, porém, acabou cobrando caro.
Sorvete de cupuaçu não chega ao ponto
O principal problema apontado pelos jurados esteve na textura do sorvete. A preparação não chegou ao ponto esperado e acabou se misturando aos outros componentes da sobremesa.
Helena Rizzo resumiu sua percepção sobre o prato: “Tudo muito misturado.”
Henrique Fogaça também não poupou a execução e classificou o resultado como uma “sobremesa confusa e não terminada”.
O desempenho colocou Everaldo na pior posição da prova e decretou sua eliminação.
Apesar das críticas, o paraense não deixou a cozinha lamentando o que apresentou. Pelo contrário: reconheceu suas limitações na confeitaria e defendeu aquilo que conseguiu entregar.
“Apesar de eu ter saído, eu fiz ali uma sobremesa e consegui entregar, só não soube empratar muito bem”, avaliou em entrevista ao Band.com.br.
E completou: “Entreguei uma sobremesa honesta, com muito sabor.”
“Saio daqui sendo um dos protagonistas”
Se o último prato não saiu como gostaria, Everaldo demonstrou orgulho quando analisou sua trajetória completa no reality.
O participante definiu a experiência no MasterChef como “sensacional” e não economizou confiança ao falar sobre a marca que acredita ter deixado na temporada.
“Saio daqui sendo um dos protagonistas”, declarou.
Para ele, sua passagem pela cozinha foi muito além dos resultados das provas.
“Do início ao fim eu baguncei nesta cozinha, fiz amizades, consegui conquistar a confiança dos chefes, então, no final das contas, é isso que importa”, afirmou.
Everaldo também demonstrou carinho por Maria Eduarda, que permaneceu na competição após a prova.
O eliminado afirmou estar feliz por ter perdido justamente para uma participante que considera dedicada e merecedora da oportunidade.
MasterChef desperta novo objetivo
A eliminação também parece representar mais um começo do que propriamente um ponto final.
Everaldo já produzia conteúdos relacionados à cozinha nas redes sociais antes de entrar no programa, mas revelou que a experiência dentro do MasterChef mudou sua relação com a gastronomia.
Segundo ele, participar da competição foi um verdadeiro “divisor de águas”.
“Foi uma experiência única que despertou um apetite que eu nem sabia que existia”, contou.
E essa descoberta deverá continuar fora das câmeras.
Everaldo revelou que pretende voltar a estudar e aprofundar seus conhecimentos gastronômicos. O interesse surgiu justamente durante sua passagem pelo reality, quando percebeu a necessidade de evoluir tecnicamente como cozinheiro.
“Quando eu entrei, me vi na obrigação de melhorar como cozinheiro, e isso despertou o meu interesse em voltar a estudar”, explicou.
Ele deixa a competição, portanto, com planos bastante diferentes daqueles que tinha antes de entrar.
“Saio do programa com um conhecimento que eu nunca sonharia em ter.”
Uma noite de nitrogênio líquido
Antes da prova de eliminação, o 12º episódio também colocou os participantes diante de um desafio envolvendo churrascos regionais.
Aline, que havia retornado ao programa na repescagem, ficou responsável pela distribuição dos pratos. Gabriela, Tais e Carla venceram o desafio preparando carré de javali, enquanto Aline e Patric também receberam avaliação positiva com o contrafilé.
Everaldo e Maria Eduarda trabalharam juntos preparando bife de tira.
Na eliminação, entretanto, a carne saiu de cena e entrou uma das áreas que Everaldo admite não dominar: a confeitaria.
Os competidores receberam uma aula de Leo Salles, campeão do MasterChef Confeitaria 2025, antes de encarar o desafio com nitrogênio líquido.
Cada cozinheiro deveria produzir uma sobremesa autoral utilizando a técnica. Rodrigo apresentou o melhor prato da prova, enquanto Everaldo ficou na outra ponta da avaliação.
E assim terminou uma trajetória que o próprio paraense resume sem falsa modéstia: ele entrou para competir, “bagunçou” a cozinha e acredita que saiu como um dos personagens da temporada.



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