11 abril 2015

Frank Killer: Amor na Internet II


Amor na Internet II

O Amor Virtual seria indicado para pessoas céticas em relação ao amor e ao romance. Entre os que assistem ou são fãs de RS, e dentre esses alguns poucos, há os que só apreciam o jogo frio e calculista porque não acreditam no amor e nas amizades. Para eles todo romance ou amizade em RS é fingido e interesseiro.

Não é bem por aí, talvez só como regra geral, porque existem exceções importantes a considerar e, alguns ex-concursantes estão casados atualmente ou vivendo relações aparentemente estáveis após se conhecerem em confinamento. Para esses (espero que) poucos céticos, indico o Amor Virtual. Pelo menos entenderão como isso funciona em seus sentimentos, emoções e sensibilidades adormecidos ou semi-adormecidos.

A questão não é radicalizável e não há motivos para rotular de “caprichetes” quem é sensível, romântico ou romântica e gosta de ver amor e romance ou amizades em novelas e Reality Shows.

Sobre esse tema a questão básica é: Pessoas são solitárias e carentes em grande parte. Muitos são solitários cercados de pessoas. Alguns são intensamente amados e não amam a ninguém. São pessoas que não conhecem o amor ou o idealizam de uma forma impossível de encontrar ou realizar e materializar, principalmente quando há dinheiro na jogada ou em RSs. Trata-se de um materialismo em projeção, neste último caso, ou que se anseia projetar. Até agora!

Através da internet você pode encontrar esse amor ideal ou utópico, desde que não caia na tentação de materializá-lo ou tentar um encontro pessoal com esse fim. Certamente você se desiludirá, com raríssimas exceções. Por outro lado é complicado desiludir alguém que se sente feliz (mesmo com uma falsa felicidade), já que a felicidade é uma coisa muito relativa e pessoal. As pessoas não devem destruir seus próprios sonhos, ilusões e fantasias e nem os dos outros, pois precisamos deles para sermos psicologicamente sadios e desenvolvermos nossas mentes.

Sonhos são desejos e materializar esses sonhos são objetivos de vida, mas quando os sonhos são fantasias e ilusões irrealizáveis ou perigosas ou danosas ou têm grande potencial para magoar, devemos evitar a materialização e banir tais devaneios. Também não devemos fantasiar ou sonhar demais e viver no “Mundo da Lua” ou ficarmos alienados.

Segundo Monteiro Lobato, todas as realizações e conquistas da humanidade foram um dia sonhos, ilusões e fantasias que se tornaram realidades. “Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira – mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.” (Mundo da Lua, 1923).

Costumo propôr uma charada que diz o seguinte: “iludir com bons propósitos é a menos pior das 4 opções!” Você pode fazer isso a si mesmo através dos relacionamentos virtuais e tentar descobrir quais são as outras 3 opções. O amor platônico também é uma forma de amor e ninguém provou até hoje que não é sadio. Aparentemente o amor platônico não é incompatível com o amor “eros” simultâneo (real). Aliás as formas de amor não são incompatíveis entre si nem quando simultâneas são. Nenhuma das formas de amor é considerada perniciosa, desde que não as misturemos.

É discutível se uma pessoa é capaz de amar com a mesma intensidade mais de uma pessoa simultaneamente em qualquer tipo de amor (incestuoso, platônico, filia, eros e ágape). Sim, amor incestuoso também existe (misto de filia e eros), mas é reprimível e causador de desvios, neuroses, complexos e traumas psíquicos, mas isso não impede de ser considerado uma forma de amor, tecnicamente falando. Você deve evitar entretanto a mistura de tipos de um mesmo sentimento, principalmente de amor.

“Virtual Love” seria uma solução para quem vive um amor ou simulacro de amor na vida real, conturbado ou falso ou estressante, ou quem é incapaz de entregar-se de corpo e alma a alguém. Não existiria a obrigação de concretizar este amor (virtual) na prática e não teria os problemas que supõe-se existirem numa entrega ao amor real (não virtual). Por sinal, não há motivos para ciúmes de terceiros para com amantes virtuais, desde que permaneçam como virtuais, da mesma forma que não os há em relação ao amor dos irmãos da e pela pessoa que você ama, desde que não sejam incestuosos. Não faz sentido emocional os ciúmes entre formas deferentes de amor ou de amizade.

A razão para este ceticismo é que alguns não confiam na própria sombra e jamais entregariam ou confiariam os corações e seus impulsos, emoções e sentimentos a alguém dentre suas relações pessoais. A internet lhes permite vivenciar esse amor sem riscos, virtual e impessoal, sem contatos físicos e sensoriais, isto é, sem o uso dos sentidos básicos. As amizades também prescindem desses contatos. Esses tipos de pessoas também não se submetem a tratamentos psico-terapêuticos pelas mesmas razões.


Tive uma amiga na internet com quem me comunicava em bate-papos e que enchia sua página com artigos onde fazia a apologia da saudade. Ela não gostava de falar de (outros) sentimentos e se inebriava com a saudade que conseguia sentir, como se sentir saudade a fizesse muito feliz de alguma forma! Seria uma falsa felicidade, como tantas por aí. Algumas pessoas são infelizes e não sabem, assim como outras são felizes e não se dão conta disso também.

Em geral as pessoas não conhecem bem seus próprios sentimentos e não sabem que, embora não sejam totalmente controláveis, a psicologia seria uma grande ajuda para entendê-los e ensinar como sublimá-los quando necessário.

Falei para ela somente uma vez que saudade é um sentimento negativo e que a psico-terapia ou o conhecimento de psicologia poderiam ajudá-la a sublimar este sentimento e transformá-lo em ações e sentimentos positivos. Em qualquer área da medicina a vontade do paciente em se curar é essencial. Então…

Sabe o que ela falou? Que psicologia era coisa para loucos e me bloqueou em seguida! Ainda por cima, havia dito que eu era louco! Muitas pessoas são assim! Preferem viver uma falsa vida (ou falsa felicidade) no presente, calcada em fatos bons ou prazerosos do passado, já vividos, e deixam de desfrutar (e viver de) o que há de bom na vida no presente real (felicidade verdadeira) ou que desfrutariam no futuro.

O amor virtual seria algo com uma vaga (ou total – discutível e ainda controverso isso) semelhança com o deslumbramento por ilusionistas ou artistas talentosos, bonitos, carismáticos, etc, e creio, por isso, que não interfere em um amor real e, pode até talvez ser benéfico, para ajudar a compreender melhor seu relacionamento real ou meditar sobre seu cultivo para manter a continuidade. Claro que se você não quer manter o seu relacionamento real atual, não seria o caso de substituí-lo por um virtual! Que isso fique claro e assentado, pois seria fazer uma grande besteira!

 O importante é você compreender que o que é real quase nunca é o ideal em circunstâncias normais e, não é necessariamente pior, melhor ou igual ao que é ilusório ou virtual. São apenas coisas (ou amores) diferentes entre si.
Mas isso já é matéria para outra discussão em outro post, porque este já está grande demais! Quem sabe, um terceiro (post) sobre o mesmo tema viria a calhar?



As pessoas em geral devem ter algumas opiniões discordantes da maioria ou apreciarem coisas exóticas e estranhas ou preferirem e gostarem de algo que quase ninguém ou a maioria não gosta. Duvido que elas aceitariam ser rotuladas por causa dessas coisas ou serem depreciadas e menosprezadas por causa de opiniões pessoais, gostos exóticos ou preferências particulares. Portanto, não deprecie, não menospreze e nem rotule a outrem por essas mesmas causas!

O RS já chegou ao final e os concursantes não mais estão em julgamento. Portanto já é hora de parar com os julgamentos nominais, porque cabe processo por difamação e injúrias. Depois não digam que foram avisados e, com este aviso, considero cumprido o que me toca, para o bem de todos.

Falar do que foi observado no confinamento tudo bem, desde que sejam verdades, mas as ações e atitudes fora dele não estão em julgamento quando não forem públicas.


O RS já chegou ao final e os concursantes não mais estão em julgamento. Portanto já é hora de parar com os julgamentos nominais, porque cabe processo por difamação e injúrias. Depois não digam que foram avisados e, com este aviso, considero cumprido o que me toca, para o bem de todos.

Falar do que foi observado no confinamento tudo bem, desde que sejam verdades, mas as ações e atitudes fora dele não estão em julgamento quando não forem públicas. 




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