25 novembro 2014

Porque hoje sou #FicaMarlos


É notório que, desde sempre, eu fui contra a formação do casal #Darlos. Não por nada contra eles, mas pela pura encenação que, aos meus olhos, foi feita. Muitos acreditaram, e isto é um direito de quem fez isso. Minha vontade, quando ele saiu, foi postar um tremendo "Chupa #Darlos", pela arrogância com que esta torcida demonstrou com quem discorda deles. Mas não faria isso porque, por trás de qualquer participante, há pessoas, não estou aí me referindo a tantos fanáticos que existem por aí, mas crianças, donas de casa e outros torcedores normais que se identificam e não atacam ninguém que diverge destas opiniões. Estes, sim, merecem o meu respeito.

Mas, até para quem quis comprar o casal composto pelo ator desconhecido e a miss Brasil, convenhamos, eles até discutiam olhando para o espelho - como isso pode ser verdadeiro? Marlos, como muito bem definiu o querido Frank Killer, só soube ser vilão durante todo o programa, um vilão enrustido, daqueles lobos em pele de cordeiro que usou, dentro de seu jogo, uma miss na tentativa de salvar-se de um jogo tacanho e mesquinho da equipe que estava envolvido até o último fio de cabelo, a "Ovelha", e a de que ele, a todo custo, quis se desvincilhar quando viu, um a um deles, serem defenestrados pelo público. Quando Marlos votou em Babi, lembrei daquela fábula da tartaruga que aceita dar a carona para o escorpião, ambos vão atravessando, fazendo amizades e, quando a "carona" chega ao fim, ele a envenena. "Por que você fez isso?", questiona a tartaruga. "Instinto", respondeu o escorpião.

Com isso, não quero dizer que odeio Marlos Cruz, muito menos Debora Lyra, como alguns da torcida #Darlos disseram pelo texto anterior - "Os Pecados de #Darlos". Como comentarista de um reality-show, eu acreditei que em até determinado momento conseguiria não me posicionar. Mas a realidade de um profissional que faz este trabalho é essa mesma: há um momento em que ele tem de comprar brigas para manter a sua verdade. E minha torcida por este ou aquele participante jamais se chocaria com o meu senso de justiça. E, por falar nisso, Marlos fez o pode para entreter o público, e conseguiu, porque é adorável odiar Marlos e ver que ele realmente acredita que está fazendo um jogo plausível, afinal, seguiu todos os referendos de um script vitorioso - até casal fake fez! Sem contar que, se ele voltar, estará na próxima roça por indicação de Heloisa Faissol e vetado de votar, o que pode dar algum furdúncio que o público deste programa, e eu me incluo nisso, tanto gostam.

Do outro lado da berlinda está Léo Rodriguez, um peso morto na casa desde que entrou porteira adentro. Ele, tal qual esponja e sem nenhuma personalidade, absorve o que há de pior entre os participantes que conviveu. Léo, como participante, não tem graça nenhuma, é um zero à esquerda, quiçá tem o perfil de participante para um programa de confinamento - das duas uma: todo o programa precisa dos participantes inexpressivos que logo vão sair para servir de escada a outros concorrentes e, por ironia do destino, ficam mais tempo do que o esperado, ou foi escolhido porque tem algum público de menininhas românticas que gostam do que ele canta, se é que isso é possível - porque nem voz ele tem. Afinal, quantas vezes você ouviu ele falar durante esses meses de "A Fazenda"? 

Léo é como a cenoura cozinhada com outros ingredientes, pegando o sabor deles e perdendo a personalidade. Ficou com Babi Rossi por pressão, seja da própria equipe, seja do mulherão que estava à sua espera. Porque é impossível passar pelo furacão Babi Rossi e ficar indiferente. Léo, muito afeito a estereótipos e relações superficiais, talvez pensasse que a moça, por ser ex-"Panicat", fosse uma vadia, mas o que ele encontrou foi uma menina cheia de inseguranças comuns à qualquer mulher de sua idade. Ficou intimidado, porque viu que Babi queria algo real, dentro de um jogo que lida com a imagem de pessoas que, muitas vezes, não conseguem mostrar. Ou porque não querem, já que tem algo a esconder, ou porque não conseguem, por falta de carisma e interesse do público o não rendem material para a edição. 

Heloisa, a mulher que tem a leitura mais coerente no jogo e age como se estivesse assistindo de fora, percebeu o quanto Babi é querida, seja porque voltou de uma roça disputada com a miss Debora, considerada uma forte concorrente, e mais recentemente porque foi presenteada pelo público com um minuto a mais  para realizar uma prova da arca.

Léo teve uma excelente oportunidade de sair bem deste programa que, ao que tudo indica, será vencido por alguma grande mulher desta edição. Heloisa é, no mínimo, segundo lugar. Marlos, se ficar nesta, pode sair na próxima, dependendo com quem for. Já Léo pode se tornar perigoso para uma das favoritas ao prêmio. Ambos são lobos em pele de cordeiro. Sem a presença de gente ruim, Léo é inofensivo. Marlos, pelo contrário, continua uma esfinge. Penso até que, se Léo tivesse a sorte de ter caído em outro grupo, "Coelho" ou "Avestruz", como a esponja que mostrou ser, agiria diferente. Mas, entre o vilão enrustido e o picolé de chuchu, eu ainda fico com o vilão. Pelo menos, ele ainda movimenta um jogo que começa a perder a graça por falta de acontecimentos.

2 comentários:

  1. Respeito sua opinião mas, quem foi Daniel Bueno, além de uma samambaia bonita, que como planta, ganhou 2 milhões de reais. Por essas e outras, aposto em #ficaLeo

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  2. Concordei com cada vírgula do texto. Uma pena o Léo ter ficado, vai acabar roubando uma vaga na final e corre o risco de sair campeão, já que a torcida da Helo e Babi vai ficar dividida entre as duas.

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