18 outubro 2014

O que Roy Rosselló e Diego Cristo têm em comum


A Bíblia é dividida entre o novo e o antigo testamento. O mundo pop latino é dividido entre o antes e o depois do grupo "Menudo". A sétima edição de "A Fazenda" entre antes e depois de Diego Cristo, o vilão que pegava para si todos os holofotes. E haverá o jogo de antes e depois de Roy Rosselló, que foi definitivamente um fenômeno nos anos 80, quando integrou o grupo "Menudo". Felipeh Campos, o jornalista da casa, disse, num resquício de lucidez, que Roy foi o que provavelmente todos os que estão confinados nunca serão na vida.

Mas o que sobrou daquele garoto que fez muito sucesso é nada, tendo em vista a participação dele nesta "Fazenda". Aliás, todos, absolutamente todos os participantes, já tiveram condições, e chances reais, inclusive financeiras, para não estarem neste programa, se o que os motivou foi o dinheiro - por isso, o papo de coitados não cola com qualquer um que está na casa, ou que um dia esteve, em todas as edições - tirando, daí, alguma celebridade instantânea que não teve tempo de juntar dinheiro.

Foi a roça menos interessante até o momento, porque todo mundo sabia que Roy sairia nesta, disputada com Marlos. Porque, simples, nesta berlinda estavam, de um lado um participante na fase ascendente - com um romance dentro da casa, querido pela maioria - e outro que ia de mal a pior, brigando com todos e, pior ainda, caluniando outros participantes.

O ex-"Menudo" é o típico caso do participante que, se saísse antes, naquela primeira roça com Heloisa Faissol, em que fatidicamente seria eliminado, estaria hoje com uma imagem melhor. Há casos em que menos é mais, e Roy, a partir dali, deveria ter sido tratado como um participante inexistente pelo público, sendo eliminado na primeira berlinda por questão de justiça. A Record o deixou por audiência e porque poderia render algum embate com Diego Cristo, até então protagonista absoluto enquanto permaneceu por ali. A segunda chance a Roy, dada de mão beijada pela emissora que incentiva "barracos", injustiçou, principalmente, Oscar Maroni, que saiu como o primeiro eliminado quando, de fato, não foi. 

Tudo bem que Oscar Maroni não teria vida longa no jogo, mas, diante disso, tenho minhas dúvidas se Diego Cristo realmente pisou no pé de Roy enquanto ele gritava que o pé dele estava sendo machucado, já que Roy calunia olhando nos olhos... e esse é o pior tipo de gente que pode existir. Se Diego Cristo, enquanto participante, deteriorava o que estava ao redor, Roy rezava a mesma missa, mas de uma forma oposta: falava manso, fazia uma intriga ali outra acolá, forçava um olhar cabisbaixo e cara de santo, tentando, assim como Diego, subestimar quem assiste o programa. Em ambos os participantes, faltou sutileza para que a postura que assumiram no jogo não soasse como um amontoado de balelas.

Roy falou, durante a votação, que não partiu dele a ideia de não fazer comida para o grupo "Ovelha". Mas a ideia foi dele, sim, que negou, com o intuito claro de livrar a cara, exatamente o que faz o grupo "Ovelha", que aproveitou a deixa para se fazer de vítima diante da câmera. Prejudicou, dentro da casa, Heloisa Faissol, que será alvo fácil na próxima votação, mas por outro lado, o argumento será o mesmo raso de que "ela nega comida". Por incrível que pareça, Helô saiu fortalecida perante o público, que sabe que alimento é o que não falta dentro da sede, e que basta levantarem as bundinhas, algumas do grupo "Ovelha" bem gordas, e fazerem. 

Eu me pergunto se os participantes que falam sozinhos para as câmeras, como Felipeh e Lorena não é uma falha da edição - aliás, o que foi aquele showzinho ridículo na casa da árvore, com ela segurando a perua kombi de brinquedo? Se os participantes, que a princípio não sabem o que se passa fora do confinamento, se sentem no direito de narrar os acontecimentos pela perspectiva que os favorece, e a edição as acolhe para o programa da TV aberta, ou está comendo bola - porque não é possível não haver um enredo mais satisfatório do que alguém falando sozinho, numa casa em que ainda tem mais de uma dezena de pessoas - ou se é mesmo pura preguiça de mostrar os enredos. Ou será que consideram que a manipulação de alguns "personagens" do grupo "Ovelha" irá acrescentar alguma coisa ao programa? 

Entre os outros participantes, Cristina, se não mostrar logo que tem personalidade, vai embora rapidinho, o que é uma pena para uma participante pedida pelo público de "A Fazenda" desde as primeiras edições.  O romance de Bruna e Marlos não me convence. DH, se não se controlar, vai ficar preso nesse jogo de sinceridade e se tornar o "síndico do prédio", aquele típico personagem chato que implica com tudo e todos... Robson Caetano mantém a postura, mas é só isso, pontuado com alguma presunção que ele, às vezes, revela, sem querer. Sorvetão, que ganhou o carro, está correndo pelas beiradas e se posiciona quando é preciso - pode estar despontando uma campeã. Helô tem o mesmo perfil, mas se expõe demais. Hoje, as duas, somadas ao casal Darlos são o nome do jogo. 

Léo Rodriguez perdeu uma bela oportunidade de fazer uma guinada em sua trajetória com o romance com a ex-"panicat" Babi Rossi, uma das queridinhas da internet. Dando o fora na moçoila, ele mostrou o que é: sem conteúdo, narcisista e sem personalidade para se desvincular de um grupo que vem dando mostras de desgaste e não-aprovação externa. Babi, por sua vez, periga se perder no jogo se quiser manter a linha "amiga de todo mundo" - até agora não entendi o porquê daquela conversa com Lorena. A morena, por sua vez, está ficando cansativa. 

Alguém deveria avisar aos assessores - que orientam os participantes a levar adiante determinado perfil - que muita briga, uma hora, cansa - e ainda impede o jogo de se renovar, criando novas histórias. A lembrança enviada pela família de Lorena, uma miniatura de perua kombi embrulhada em uma caixa bonita, teve uma mensagem que a índia não entendeu, e que sempre vale a pena relembrar. É preciso voltar às origens, lembrar de onde viemos e para onde vamos. Coisa que, pelo menos desde que colocou os pés pela primeira vez no confinamento, Lorena deu mostras de que se esqueceu.

Um comentário:

  1. Perfeita analise sobre o Roy, verdade, ele despertou varias dúvidas diante da mentira (grave) flagrada, as juras em nome de Deus, de coisas que falou e depois negou que teria falado, a mudança de posição em determinadas circunstancias, negando que teria mudado, mudança repentina de "best friends", por minimas coisas, isolamento, cobrava das pessoas sobre as tarefas, mas estava sempre dormindo.

    Eu acredito que ele tenha problemas psicológicos, se nota confusão no raciocínio dele, no inicio a dificuldade da língua maquiava, mas com tempo ficou mais visível.

    A própria vida pessoal dele já demonstra confusão de casos mal resolvidos, varias ex e filhos, parece que no primeiro desentendimento familiar, simplesmente larga tudo.

    A impressão que dá é que no momento que alguém o questiona/discorda, passa a se sentir afrontado e mais não reconhece erros e trata todos como se sempre estivessem errados e fossem inferior ao mesmo.

    Senti que tem uma personalidade maquiavélica e manipuladora, ele usa da religião para tentar se afirmar sobre os demais, mas as atitudes não correspondem ao que fala.

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