16 outubro 2014

Do Cantinho da Shadow: Dupla Identidade - Episódio 4


Episódio 4
EU QUERO CONTROLAR A VIDA E A MORTE

É com essa chamada que começou o quarto episódio. Aí o pessoal do sofá já ficou em alerta para aguardar os próximos passos do assassino de mulheres.

Até aqui, sabe-se como o serial killer de Glória Perez costuma agir, quem ele é, o que faz e com quem se relaciona. Quase é possível entrar em sua mente sinistra e doente.

Neste capítulo, é chegado o momento de conhecer um pouco mais das motivações de cada um.

Nas primeiras cenas, sabia-se que o desconforto e a necessidade de notoriedade do delegado Dias (Marcello Novaes), tinha como pano de fundo a bela psicóloga forense, Vera (Luana Piovani). Enquanto ele desesperadamente tenta arrancar uma confissão do “pé rapado” que prendeu, quase o matando de sede para que confesse; ela, espertamente, tenta localizar o servidor que enviou a mensagem, alertando que pegaram o homem errado.

Contraste gritante entre os dois: ele, inseguro, afoito em chegar primeiro para mostrar eficiência e resultado; ela, como diria Poirot, sabe trabalhar com método, utilizando a massa cinzenta. Perspicaz como ela só, logo tem a certeza de que prenderam a pessoa errada, e percebe que o assassino em série, não deve ser menosprezado. Não se trata de um amador, mas de alguém muito articulado. No e-mail plantou uma pista, que leva ao lago, onde está a última vítima.

É delegado Dias, o mérito não deve ser só da garrafa de água, mas da mente....

Então, a gente volta ao passado do delegado Dias e da Vera, e descobre que quando os dois eram jovens e policiais, viveram um tórrido e tempestuoso romance. Não é à toa, que ele se sinta incomodado com a presença dela, e tenha uma necessidade quase doentia de mostrar-se mais competente e superior. Os anos passaram desde que ela resolveu ir para Utah, trabalhar no FBI. Seu sonho naquela época era o de que os dois largassem tudo e fossem juntos pra lá. Mas, como nem sempre o que é bom pra um, é bom pro outro... acabou indo sozinha.

Pelo visto, ainda se amam e se desejam, talvez pela história mal resolvida. Ambos queriam coisas diferentes para si: ela, ambiciosa, atirada, em busca do crescimento profissional; ele, pensamento pequeno, de quem não arrisca, satisfeito em casar, ter filhos e ser promovido a delegado titular. Portanto, um e outro, anos-luz de distância entre si.

Ao final dos anos vê-se que ambos conseguiram alcançar o que queriam. Será?

Enquanto iniciam as buscas ao corpo da última vítima, o senador Oto é salvo do linchamento público pela mulher, que numa emotiva entrevista, o coloca como vítima das circunstâncias e alvo de perseguição política. É.... Não é à toa que dizem, haver “ao lado de um grande homem, sempre uma grande mulher”. Terá ela perdoado a traição dele com a amante? Terá acenado com bandeira branca para o marido?

Nananinão... Esse é outro mistério insondável nos casamentos. A mulher continua assessorada por seu advogado. Aquele que levou um tiro do senador e que causou a aposentadoria precoce da providencial pasta de couro. Sei não. Esse aí deve ganhar muito bem como advogado. Eu no lugar dele, já teria indicado outro suicida, digo, colega. E ela ainda faz questão de deixar bem claro ao marido que não esquece, não releva, não perdoa e que pretende depená-lo, falando por A mais B: - Somos uma empresa, não um casal. Essa é outra “forma de amor/ódio”, que não separa, mas une o homem e a mulher pelo dinheiro, em uma sociedade comercial.

Enquanto a gente fica pensando: mas que casal mais fora da curva!, nem sequer imagina que ainda não viu tudo.

Eis que a doce, meiga, fofa, sorridente, caseira e apaixonada Ray (Débora Fabella) surge na tela. Liga uma... duas... três vezes... numa sequência intermitente, para o  celular do Edu (Bruno Gagliasso), diga-se, que ela conhece a não mais de uma semana. Por quê ele não atende as ligações??? Por quê??? Um dia sem ligar!!! Devo ter feito algo errado!!! Insegura, carente, desiludida... lamenta: Por quê sempre é assim??? POR QUÊ???

Foi o que bastou. Do nada, a terna mocinha, tem um ataque de fúria. A loucura se apossa dela, chora, se descabela, grita, bebe com sofreguidão, atira almofadas ao chão, rasga papéis, joga objetos na parede... não se contém nem na presença da filha, que não deve ter mais que 8 ou 9 anos de idade. Tadinha! É de tirar o fôlego! Gente, a moça é totalmente descompensada, no melhor estilo Glenn Close em “Atração Fatal”. Quem não tiver assistido ao filme, recomendo.

É homens... vejam só o que dá desprezar as mulheres bonitas, centradas e independentes, ou vocês acabam encontrando aquelas que irão depená-los feito patos, ou, aquelas femmes fatal attraction, grudentas e obsessivas. Saibam escolher melhor suas parceiras, viu! Fica a dica!

Pois é. Agora dá pra entender porque o Edu não estrangulou a Ray como fez com as outras. Deve ter intuito que com louco não se brinca, rsss.... Vamos combinar que vai ser muito interessante ver a relação desses dois: um psicopata, a outra, esquizoide; uma mente criminosa, e a outra, obsessivo compulsiva. Ele que se cuide quando ela estiver manuseando facas. Pensando bem, melhor que os dois fiquem longe da cozinha.

O Edu com aquele olhar arregalado e fixo é de dar medo e arrepios a quem está no sofá. Agora cismou com a Vera, JesusMariaJosé!!! Por indicação do seu padrinho, o senador, conseguiu estágio para trabalhar na delegacia e acompanhar de perto as investigações. Olha que tudo!!! E ainda chegou pedindo para ficar ao lado da psicóloga. Como não poderia deixar de ser, a primeira coisa em que reparou, foi no batom dela. Claro! A outra coisa que chamou a sua atenção, foi o painel com as fotos dos crimes e anotações sobre a investigação, mal conseguiu disfarçar o prazer que sentiu ao ver o resultado de sua obra exposto. Pode isso? Vou falar viu, o delegado Dias acabou colocando a raposa pra cuidar do galinheiro!!!... Esse não tem o menor tirocínio, afff....

Agora caça e caçador estão lado a lado, dividindo o mesmo espaço....

Aguardemos....


Shadow/Mariasun
@ Shadowtweetando



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