24 setembro 2014

Master Chef Brasil com Aninha Albuquerque
Facas afiadas, egos inflados, melindres e confusões.

Facas afiadas, egos inflados,
melindres e confusões.

No episódio 4 (23/09), o que mais aconteceu foi confusão. Cozinhar para 100 soldados é tarefa para exigir esforço, concentração, senso de medida e tempo, e bastante diligência, mesmo porque o tempo é contado no programa; parou o reloginho, acabou. A prova foi bacana pra mostrar hierarquia também, e quem está apto a lidar com ela ou não.

Mas vamos fatiar essa peça com calma, começando pelo início. Assim que ficou estabelecido que Isabella e Cecília teriam para sí a vantagem (será mesmo??) de escolher os membros de seus grupos, ou seja, foi-lhes delegada a função de líderes de equipe, aí sim começou o jogo. Quer dizer, na minha opinião. Porque a partir desse momento é que dá para começar a prestar atenção nos participantes, seus defeitos e qualidades tanto como membros de um grupo como individualmente.

Já ficou bem claro quem é que aceita acatar ordens, quem colabora bem, quem se mantém firme sob pressão, quem coopera com um superior (um líder no caso) no sentido de ajudar a equipe a se sair melhor do que a oponente, quem pisa no tomate, quem se embanana, e quem acaba correndo de um lado pro outro feito galinha com a cabeça decepada.

Escolhidas as cores, as líderes precisaram escolher o ingrediente principal, vantagem essa obtida por Isabella (equipe azul). Logo de cara pensei que a escolha poderia muito bem levar os azuis facinho facinho para a vitória... Pernil de porco não é lá a carne mais fácil de cozinhar, principalmente por causa do tempo de preparo, ponto, etc. Se escolheu essa carne, o cozinheiro deve ter as manhas, deve estar seguro, confiar no taco, certo? Bom, soldados a postos, querendo ser alimentados. Cozinheiros pra todo lado, um afobamento da peste! Faltou organização às duas equipes, acho eu. Cecília não delegava direito, Isabella mais preocupada em anotar coisinhas e se mostrar firme ao mesmo tempo. Tá bom, passou mais segurança do que Cecília, mas teve momentos em que a insegurança ficou bem clara.

Olha só... Logo de cara achei que o Mohamad estava se colocando mais como comandante do que como soldado. É certo que Cecília (equipe vermelha) deixou muito a desejar no quesito liderança. Acho que ela mostrou aquele tipo de liderança mais frouxa, que deixa o povo ir fazendo as coisas de um jeito mais solto, e na verdade, não demonstrou firmeza alguma. Com a interferência do juiz opulento, mais conhecido como Erick Jacquin, Mohamad teve que baixar a bola e mandar menos. Achei certo, mas o toque podia ter sido menos rude (ai sei lá... será que sou boazinha demais?? hahaha). Anyway... Enquanto isso, Isabella resolveu comandar de verdade, mas mesmo assim teve rebeldia no meio da equipe. Achei um absurdo a Marli se recusar a usar a faca correta para cortar o bacon, e mais absurdo a líder Isabella deixar barato quando viu que senhorinha estava mais era atrapalhando o ritmo e atrasando o preparo de um dos pratos. Aí que comecei a observar Marli de um outro jeito. Deu pra perceber outra faceta da concorrente, e já estava parecendo que ela estava bem insatisfeita de ter que obedecer ordens. Ela mesma confirmou isso na sequência.

Muitos competidores realmente se mostraram bons no trabalho em conjunto, estavam envolvidos nas tarefas, mas ficou óbvio que o povo alí tem muito a aprender. Ficar testando o líder da troupe também não é lá a melhor opção, né? Fala sério.. e teve gente fazendo isso. Diga-se de passagem, Bianca, que agora está mais é voando abaixo do radar, a atitude mudou um pouco, pode ser que surpreenda.
No final, os soldados escolheram em sua maioria o prato de frango da equipe vermelha, que ganhou de virada. Comemorações saltitantes de um lado, e fófis se melando do outro. hahaha
Naquele ponto é que a coisa fica séria.

Competição final, bóra lá povo azul, todo mundo escolhendo um tipo de arroz pra ser a estrela do prato que vão cozinhar! Olha o tempo! Olha o ponto do arroz! Tempera direito! Cuida pro arroz não ficar apagado no prato! Acho que muita gente não ouviu direito as instruções, ou simplesmente não conseguiu entregar, viu? O arroz não tem que ser "a diva" do prato? Então pra que pegar um ingrediente cujo sabor obviamente vai sobrepujar o pobre do grãozinho? E pra que é que o Martin foi optar por um prato mais trabalhoso, que resultou na medida de resgate (oi??) de fazer um outro prato que dá ainda mais trabalho pra tão pouco tempo? Escolha, decisão, opção, tem que ter sabedoria nessas horas...
Não acreditei no doce mais que doce da Marli. Nem nas caras e bocas enquanto recebia as críticas, que nem foram feitas de um jeito tão pesado. Aí ela mesma confirma que não recebe críticas muito bem... ah me poupe né fófi? Foi fazer o que num programa onde você vai receber críticas o tempo todo, vai ter que acatar ordens uma hora ou outra, trabalhar com facas profissionais ao invés da faquinha a que você está acostumada? Me decepcionei um pouco com a Marli, ela se mostrou diferente da concorrente do primeiro dia. Não curtí mesmo.

Deu pena da Bianca, claro que ela escolheu, assim como a Isabella, um prato meio óbvio, um tanto batido. Mas ela estava se esforçando, e deu zica justo com o arroz... A mesma coisa com o Lúcio! Deu dó ver a carinha dele no julgamento do prato, mas realmente acho que ele poderia ter colocado menos ingredientes na preparação... Bonitinho ele dedicando o prato para a Helena, toda nervosa pelo marido na berlinda! Gostei da galinhada do Luis Henrique (vencedor da prova), e muito embora ele tenha ido mais pro lado seguro, fez o que foi pedido e me pareceu que o prato ficou bom mesmo. Não acho que alguém tenha realmente se destacado.


Resumo da ópera: Marli tá fora. Não deu pra ela... Mas tá cheio de concorrentes preocupantes. Vale a pena dizer que não basta ser criativo, ter a famosa mão boa, tempero bom. Nessa disputa, tem que reunir muito mais do que esse requisitos meio que básicos pra um bom cozinheiro. Muitos ainda vão ter que mostrar mais trabalho, mais talento, mais tudo, além de muito mais garra. No começo é menos complicado, né? Quando o bicho pegar de verdade é que veremos quem tem mais lenha pra queimar.
Sorte pra eles ;)
Beijinhos e até já!
- Aninha  Albuquerque
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