09 dezembro 2013

Do Cantinho da Shadow:
Falta pouco para a grande final
A décima terceira e décima quarta demissão



Falta pouco para a grande final
A décima terceira e décima quarta demissão

Já sabemos que Renata Tolentino e Melina são as finalistas de O Aprendiz. Os dois últimos eliminados foram  a Maytê e o Solano, os dois com 23 anos e os participantes mais novos desta edição, ambos salvos por um triz pelo Roberto Justus em mais de uma ocasião. Cada um se despediu a seu modo, Maytê laconicamente sem olhar pra trás e Solano mostrando mais uma vez porque conseguiu ganhar a simpatia de muitos na primeira vez em que participou. É como disse Walter Longo ao final: “O Solano é uma pessoa pra gente ter por perto, de alguma forma, é uma pessoa muito querida mesmo”. Não sei não, acho que ele pode ter garantido um espaço nas empresas do patrão.

Mas para entender como o programa se reduziu a Renata e a Melina, vamos às eliminações:

A antepenúltima tarefa foi uma cachorrada, explicando melhor, voltada para os dogs, hoje para muitos “um membro a mais da família”, como bem definiu a Ana Hickmann. As duas equipes teriam que divulgar a marca ‘Brazilian Pet Foods’, comida para cães e gatos, atingindo o maior número de consumidores em todo o Brasil. Em todo o Brasil, ufa!, tarefa de cão, digo pra um Golias! Por estarem livres para agir e ser muito abrangente, já dava para imaginar que a ação não seria nada fácil, exigindo muita competência e criatividade das equipes. Embate frontal entre Solano e Melina na função de líder. Claro que foi uma liderança muito mais diluída e partilhada no plano das ideias e planejamento, por haver apenas um liderado de cada lado.

Sinergia começou bem, com Renata - sem perder tempo - fechando espaço de divulgação no Shopping Continental (essa garota é demais!) com um estande-guia, com cães-guias, pensado pela Melina. Para ser mais abrangente Renata pensou na produção de um vídeo viral para postar na internet. A Melina, que de boba não tem nada, tratou logo de podar a ideia, alegando que não ia dar tempo coisa tals, vai que a outra cresce demais na tarefa, não é mesmo? Limitou-se a fazer uma mala direta via email. A meu ver faltou ousar e acreditar no viral sugerido pela Renata. Mas sabe como é, quando alguém começa a te fazer sombra....

Os Flecha, por sua vez, partiram da ideia “meu pet meu melhor amigo” para a produção de três vídeos contando historias de seus donos com os pets. Apegaram-se à ideia da Ana Hickmann “o cãozinho é mais um membro da família”; ótimo se a campanha fosse para uma ONG que cuidasse da adoção de cães, só que o objetivo da tarefa era a divulgação de comida para cães e gatos. Desvio total de rota. Aí já dava para prever mais uma derrota dessa tão derrotada e esfacelada equipe.

Conforme o esperado, o resultado foi um Roberto Justus pra lá de frustrado pelos inúmeros erros cometidos pelas duas equipes. Aiaiaiai... isso aniquila com a motivação e o trabalho de qualquer um! Apesar do desempenho sofrível e limitado, Sinergia livrou-se mais uma vez da sala de reunião e como recompensa ganhou uma visitinha à “PopUp”  Store de Fabiana Justus, onde cada uma poderia escolher vinte itens da coleção. Uhauhauhau.... Papai fazendo merchan da filhota em rede nacional, rssss... Tá certo ele, vai dizer que não? E de quebra, com as roupinhas novas, as duas ainda deram uma voltinha na São Paulo Fashion Week. Sortudas!!!

Como não poderia deixar de ser, antes da sala de reunião, Maytê aproveitou pra dar uma queimadinha básica no Solano dizendo que não vê nele uma visão do todo, governança e liderança... arre!!!

E pra não perder o hábito, Walter Longo abriu a reunião mandando a dele: “Mais uma vez a equipe Flecha errou na mosca (rssss...). Vocês esqueceram de um detalhe que é sempre importante, que é o objetivo da tarefa, estava escrito, não é que alguém disse, estava escrito que o objetivo era divulgar uma nova marca e simultaneamente dar ênfase aos atributos deste produto. Vocês não divulgaram a marca com ênfase e deixaram ela como mera coadjuvante e, além disso, nem citaram os benefícios e os atributos do produto”. No popular: Viajaram na maionese!!! rsssss....

Na hora de decidir quem deveria ser demitido, os conselheiros, resolveram não facilitar a vida do Justus. Renato Santos achou que se Maytê, tendo batido o recorde de salas de reunião e não ter aprendido ainda a ler e interpretar um breafing, é porque o seu tempo de validade já havia vencido. Walter Longo, por sua vez, analisando os dois quanto ao potencial, achou que a Maytê deveria continuar. Em suma, deixaram o abacaxi pro Justus descascar.

Este, por sua vez, para dramatizar um pouco a sua decisão criou uma sessão de psicodrama, onde cada um teria cinco minutos para sentar na sua poltrona e colocar-se em seu lugar, preparando a demissão do adversário. Pura perda de tempo. Não conseguiram entrar no papel.

Walter Longo referiu-se a essa dificuldade, dizendo que era a síndrome do papel em branco, “você dá liberdade total e as pessoas diminuem a sua capacidade ao invés de ampliá-la”. Não concordo com você desta vez, Walter. Para preencher o papel em branco é preciso ter repertório e os dois ainda são muito jovens (23 anos), estão concorrendo ao cargo de aprendizes, não de chefia, falta-lhes a malícia que só o tempo e a experiência traz. Além do mais, Maytê  estava certa de sua permanência e o Solano, não é afeto a pisar no outro para crescer, como se viu em sua demissão.

Enfim, ao final, quem acabou dançando foi a Maytê. Roberto Justus justificou sua decisão a partir de dois aspectos: o primeiro o fator surpresa e o outro, decepção. Disse ter se surpreendido com o Solano, por nunca ter imaginado que ele pudesse chegar até essa fase (a gente também não), e ter se decepcionado com a Maytê, por ter imaginado que ela pudesse levar fácil o programa (nunca me iludi com isso), mas deixou a desejar em toda sua trajetória. Em suma, faltou à Maytê o que sobra no Solano: humildade para reconhecer que não sabe tudo e se abrir para o aprendizado.

A penúltima tarefa marcou o fim das equipes Sinergia e Flecha, até mesmo porque a Flecha já havia perecido faz tempo! A tarefa avaliou o preparo, conhecimento e a maturidade dos três sobreviventes.

Começou com um quiz onde em meio a questões de cultura geral havia também questões sobre tecnologia e conectividade, uma vez que patrocinado pela VIVO. Estaria na final aquele que fizesse mais pontos. Claro que desde o início a gente começou torcendo pela Renata Tolentino. Melina começou errando graças ao menor município em que a VIVO tem cobertura, ahahaha... Alguém sabia que é Borá, e que fica em São Paulo? Eu nem desconfiava! Até que Melina acabou empatando com a Renata e o Solano por conta da velocidade mínima recomendada para assistir a clipes online. Pra quem não sabe é de 2 Mbps. Frustrante!!! E como se não bastasse por causa do daltonismo de Mark Zuckerberg, Renata acabou ficando pra trás, arre!!!

O desempenho dos três, bem... o desempenho deles... segundo Walter Longo, apesar de reconhecer que eles foram esforçadinhos pois estudaram direitinho tudo sobre tecnologia e telefonia, disse que em matéria de conhecimento geral, deixaram a desejar. Já Renato Santos, mais inspirado do que nunca, começou falando que “como amante do rock e do Gênesis, dificilmente embarcaria numa espaço-nave chamada Saturno, pilotada pelo Peter Gabriel ouvindo Iron Maiden, isso não aconteceria jamais”, ahahahaha... resumindo assim algumas pérolas do quiz. Simplesmente genial!!! Finalizou ainda dizendo que no geral se saíram bem. Ufa, uma sopradinha de vez em quando faz bem!!!

Ao final, Roberto Justus anunciou que por uma margem pequena... Melina estava na final. Fazer o que, né?

Suspense... Renata e Solano diante dos conselheiros e do Justus na sala de reunião para o veredicto final. Ele começou dizendo que analisando a performance e perfil os dois se equilibravam. E que, portanto, um deveria ver o outro morto no sentido literal da palavra, ou seja, deveriam deixar a cordialidade de lado e partir para o ataque a fim de um deles permanecer vivo no programa.

Daí, eis que, o Justus na vibe de um novo psicodrama resolveu fazer um teste utilizado em uma outra edição, cujo fundamento era vender o adversário ao chefe. O teste consistia na seguinte pergunta: por que devo contratar o seu adversário? Solano surpreendentemente respondeu, deixando pela primeira vez um Roberto Justus sem fala e o pessoal do sofá cheio de orgulho: “Eu vi esse teste. Naquela ocasião você disse que a resposta certa era ‘eu não vendo aquilo que eu não compro’. Em relação a ela eu não posso responder isso, porque eu não conseguiria dizer que eu não compraria a Renata, eu acho que ela é muito esforçada, inteligente. Se eu tivesse uma empresa eu ia querer ter a Renata comigo. E acho que ela tem capacidade de mesmo não sendo da área, conseguir superar”.

Enquanto a gente vê uns querendo comer o fígado do outro seja num reality ou no meio empresarial, por outro lado, é com perplexidade que todos se deparam ao final de uma aguerrida competição, com um jovem rapaz fiel a si mesmo, à sua ética, a seus princípios e valores... Não tem como não admirar um sujeito boa praça como esse e desejar-lhe o melhor!

Quando foi a vez da Renata falar, juro que torci pra ela não fazer bobagem e pisar no raro e belo gesto de respeito e amizade que a gente havia acabado de ver. Ela não decepcionou. Com inteligência e diplomacia, soube valorizar e enaltecer o colega que chegou com ela até aquela etapa e, ao mesmo tempo, vender-se.

Ouvidos os conselheiros, os dois foram pela demissão do Solano. Renato Santos lembrou, acertadamente, de que ao ser líder ele se omitiu no episódio da venda de cerveja a um menor de idade, diferentemente de quando a Renata exerceu a liderança, que quando o fez, o fez com contundência. Walter Longo acrescentou ainda que, medindo a performance do Solano, ela foi líder três vezes e ganhou as três vezes, ele foi líder três vezes e ganhou apenas uma, acrescentando que eles estão em busca de gente que seja boa como protagonista e não como coadjuvante. É não ia dar desta vez pro Solano.

O fechamento dessa sala de reunião foi diferente. Teve afeto. Justus parecia um professor falando com seus pupilos diletos. Reconheceu com carinho na voz e no olhar que as falhas de hoje, podem ser superadas amanhã como a falta do inglês ou de ênfase e firmeza nas atitudes, ou o controle da ansiedade... porque tudo na vida é aprendizado. Confessou ter aprendido algo naquela sala com o jovem Solano, quando este disse: “eu sei o que você disse naquela sala de reunião, quando você disse que uma pessoa vendesse a outra e mesmo sabendo disso eu não posso dar a resposta que você espera, porque ela é um bom produto pra ser vendido”. Ao mesmo tempo reconheceu a determinação da impetuosa Renata... Moral da historia: ao final somos todos aprendizes da vida, não é mesmo Roberto Justus?

Até que, como tudo tem que ter um fim, acabou escolhendo a Renata por entender que naquele momento ela era a mais preparada para continuar. Ueba!!!

Solano é tão maravilhosamente maravilhoso, que antes de ir embora ainda disse que a Renata é merecedora e agradeceu ao Justus e conselheiros, despedindo-se com um abraço de todos, deixando assim uma porta aberta para voltar.

Saiu um sorridente e amistoso Solano e entrou na sala para sentar na mesma cadeira que ele, uma fria e glacial Melina, para conversar sobre a final. Como são as coisas? Quando perguntada se imaginava que poderia ser a Renata a finalista, com pouca sinceridade respondeu que poderia ser qualquer um dos dois. Sei que você achou isso, sei!

Bora Renata Tolentino, agora falta pouco!!!


Shadow
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