10 novembro 2013

Do Cantinho da Shadow:
Saindo da Zona de Conforto - A Sexta Demissão



Saindo da Zona de Conforto
A Sexta Demissão


O último episódio de APRENDIZ - O RETORNO foi muito bom, talvez o que mais tenha gostado desde este retorno. Todos atenderam ao chamado para sair da zona de conforto, inclusive os responsáveis pelas imagens e edição; quem não correu riscos, dançou.

A edição foi justa desta vez, deixando de focar a narrativa apenas e tão somente na Maytê, pois a arrogante e metida garota já estava cansando, para mostrar um pouco mais da atuação dos outros participantes e da dinâmica com que as equipes planejaram, desenvolveram e executaram a tarefa. Até os conselheiros apareceram mais em campo. É.... estão resgatando o velho modelo que tanto nos atraia nas edições passadas. Parabéns por estarem reaprendendo a fazer o que já fizeram com maestria.

A tarefa era tudo que qualquer um no ramo publicitário gosta de fazer: divulgar um produto novo. Um desafio, sem dúvida, mas um trabalho muito gostoso de realizar, porque - em sendo o primeiro - é você quem dará uma cara a esse produto no mercado. O objetivo era desenvolver da melhor forma possível o conceito da cerveja Itaipava light. Atente-se: segundo Roberto Justus, a marca de um dos principais clientes do grupo. Uhauhauhau.... com essa observação teriam que ter atenção redobrada. Eu teria!!!

Tudo isso aconteceria em uma unidade da rede Deck Alpha Ville, clientela seleta portanto, que funcionaria normalmente no dia da atividade.

Duas coisas seriam avaliadas: a criatividade e qualidade do trabalho no desenvolvimento desse dia temático, e, o volume de pessoas que cada equipe conseguiria atrair aos barzinhos.

Logo de cara, o que chamou a atenção, foi algo que eu já havia assinalado anteriormente, a equipe Sinergia se esfacelando. Melina reclamando de Jota Junior e vice-versa; uma luta de egos brava ali; Karina, assinalando que a seu ver ela, Melina e Jota Junior são seniors e que Renata, Solano e Nakao são juniors. E pra pisar mais um pouco, ainda disse que aquilo não era o aprendiz universitário. Coisa feia! Isso cabe ao patrão avaliar, e não a quem pretende e tem que trabalhar na equipe. Perdeu pontos ali, inclusive com o Justus. É óbvio que o resultado disso não poderia ser bom.

Enfim, o pessoal do sofá pôde acompanhar praticamente o passo a passo da realização da tarefa. O que, diga-se, juntamente com a sala de reunião é o que mais cativa o público.

Uma das equipes foi liderada pela Karina e os Flecha surpreenderam. Foi uma liderança suave e tranquila, diria eu. Todos trabalharam em sinergia apesar de serem flecha, focados na vitória, até Dna. Maytê estava com o narizinho menos empinado e altivo.

Fizeram tudo que se espera de uma atividade dessas, foram rápidos, criativos, souberam inovar e ousar. Até que enfim um grupo resolveu arriscar!!! Talvez por estarem escaldados das sucessivas salas de reunião, resolveram ir pro tudo ou nada.

Começaram adequando o conceito da cerveja à ambientação. Criaram um bar com a cara da cerveja Itaipava light para o período do almoço e happy hour, acrescentando à noite um show de stand up para somar diversão à marca. Souberam adequar o produto aos dois eventos, tendo desenvolvido com criatividade e bom gosto displays com informações da cerveja light, guardanapos personalizados, bolachas para as mesas, fotos de brinde para os frequentadores e desenvolveram um baldinho de gelo com as características do produto que era uma graça. Logo na entrada para receber o público alugaram um caminhão de led, um dos raros no país, e o enveloparam com a marca. Fizeram a lição de casa direitinho. Aliás, prefiro água a bebidas light ou diet, via de regra não gosto do sabor, mas confesso que essa cervejinha fiquei com vontade de provar... hummmm.... depois eu conto pra vocês!

A equipe Sinergia, como mais tarde sabiamente o Nakao iria reconhecer, padeceu de uma perigosa acomodação, ou seja, foi vítima da própria soberba em função das sucessivas vitórias. Vitórias não muito meritórias, diga-se de passagem, elas aconteceram porque a outra equipe conseguiu ser pior. A Sinergia nunca deixou a zona de conforto, era evidente que uma hora isso iria passar fatura.

Nakao, coitado, foi o líder. Difícil administrar tantos egos inflados, né Nakao? Apesar de você ter adorado a tarefa, não deu. Talvez se tivesse ao seu lado apenas a Renata e o Solano, o resultado fosse outro.

O planejamento já começou confuso. Jota Junior queria usar o kart do Barrichello que tem a marca Itaipava, Melina se horrorizou e discordou, achando que essa não era a plataforma da marca e ainda o dedurou dizendo que ele sempre procura dominar na hora da elaboração da tarefa. Ok, poderia até ter discordado do moçoilo, mas não da forma rasteira como o fez. A seguir se digladiaram por conta de um gerador, que depois de alugado não sabiam onde colocar ou o quê fazer com ele. Acabaram por colocá-lo na entrada do bar, sem ao menos terem tido o cuidado de disfarçá-lo. Fiasco só. Tentaram dividir o espaço de um bar em ilhas temáticas - almoço com o chefe, academia, jantar, encontro com os amigos – representando os diferentes períodos do dia. Por aí, já dava para perceber que a execução disso tinha tudo “pra ir pro vinagre”. Muitas vezes, as melhores ideias são as mais simples. Por que complicar, meu povo???

Após muita discussão e pouca eficiência decidiram que não haveria verba para realizar o evento em dois períodos, e uma vez que, na visão deles, a Itaipava combina com happy hour, cancelaram o período do almoço. Nada de almoço com o chefe, ahahahaha... morri! Pois é, como se no almoço ninguém bebericasse. Bela maneira de divulgar a marcar! Erraram feio já aqui. E enquanto tentavam encontrar um espaço para o elefante branco, digo, o gerador, os Flecha recepcionavam os clientes no almoço.

Já à noite e durante a visita dos conselheiros, pasmem!  Faltou cerveja! Clientes começaram a reclamar: “Cadê a minha cerveja!” “Isso aqui não dá pra beber, tá quente, argh!” Até que um atento Renato Santos, conselheiro do patrão, fez uma pergunta simples e aparentemente fácil de responder: “Acabou ou não acabou (a cerveja)?!?”. A resposta do líder: “Ãããhhhh... sim não... fomos comprar mais... não gelou ainda...”; Renato: “Vocês tem clientes afirmando que acabou”. Até que uma Melina nada diplomática e como se não fizesse parte da equipe, acrescentou: “Acabou sim”. E com isso, ela acabou de ferrar a equipe. Muito solidária essa aí!!!

Depois disso, é óbvio que o veredicto não poderia ser outro: Os Flecha ganharam, e com louvor, eu diria!

Doeu ouvir o Jota Junior dizendo que ele veio preparado para todas as salas de reunião ou todas as vitórias. A tá!! Aliás, se eu fosse ele estaria preparado para sair, ainda mais quando ao receber o Cartão de Milhas Smile, ouviu do Justus que poderia fazer uso dele ao sair do programa: “Quem sabe agora!” ahahaha... Foi demais!!!

O prêmio da equipe Flecha não poderia ser mais delicioso: encontrar o grande Raí no Templo Tricolor de grandes craques e grandes vitórias, também conhecido como Morumbi, no camarote que tem o nome dele. Que colírioooooo!!!! Como o próprio disse: é o concreto do legado da historia que ficou. E que legado, my God!!!!

E à noite, para relaxar, um show de ‘stand up’ no Comedians, clube de comédia em formato americano; ou seja, tiveram uma overdose de ‘stand up’ (no evento deles e no prêmio), se não forem adiante na publicidade sempre podem transformar a experiência no Aprendiz num show do gênero, rssss....

Enquanto eles desfrutavam do saborzinho da vitória, a Sinergia, liberando energia caótica, se desintegrava.

Nakao pressentindo o que estava por vir profetizou: “Quem for o jogador mais baixo, vai falar mal da minha liderança para se salvar”. Pois é, Nakao, acertou em cheio, foi o que fez a Mel, Mel não Melina né, de Mel essa aí não tem nada.

Em meio à desintegração, viu-se uma Renata Tolentino falando que ambiente harmonioso demais não é tão bom porque não gera conflito. Renatinha, ambiente harmonioso onde, minha querida? Vocês estão se alfinetando há tempos, tem gente da tua equipe que se acha senior enquanto vê você como junior!!! Acorde criança!!!

A sala de reunião foi uma delicinha com Justus, conselheiros e um Jota Junior e Melina achando que aquilo lá não era com eles, ao lado de uma Karina que se acha senior, enquanto o resto... bom o resto é o resto. Menos pessoal, bem menos, porque com essa empáfia vocês não vão longe. Eu preferiria trabalhar com juniors que podem chegar a ser seniors, do que com seniors que se acham a última bolacha do pacote. E eu sinto que o Justus também pensa assim. Por isso é que do grupo de lá ele aposta na controversa Maytê e, depois do bom  desempenho na última tarefa, na Karine; e no grupo de cá, na impetuosa Renata Tolentino.


Deve ter sido duro para os seniors ouvirem de Walter Longo que “o plano de contingência mais pareceu indigência...”. E que em evento de marca a estética vem antes da logística, ao referir-se ao gerador, ahahahaha.... E ainda arrematou: “Faz menos sentido ainda pensar num gerador como um hostess ou principal atração de um evento. A primeira impressão é a que fica”.  Pensar num gerador como um hostess, ahahahaha..... Essa foi pra matar!!!

Roberto Justus também não deixou barato ao dizer que era preferível o evento ter ficado sem luz a colocar um horroroso e barulhento gerador bem na entrada, atrapalhando a passagem de quem chegava. Sei não. Ficar no breu também não seria nadica agradável. Mas creio que se o problema era de cabo, poderiam ter ido atrás disso para camuflar o incômodo elefante branco em que o gerador se transformou.

Ele também não deixou de ressaltar que a equipe abriu mão do almoço sendo que tinham dois períodos para operar e estavam sendo avaliados inclusive pelo número de frequentadores. Aí não foi por falta de verba não, foi preguiça mesmo. Mancada das grandes!!!

Ao avaliar o material promocional, Walter Longo, deixando a costumeira diplomacia de lado, foi curto e grosso: “Vou guardar como um mimo de recordação. Isso é ruim demais, aliás para ser ruim tem que melhorar muito”. Pior que ao mostrar o material promocional, até quem é leigo pôde perceber que do texto à ilustração o resultado foi de quinta. Vergonha alheia!!!

Isso sem falar no que eles tiveram que ouvir por conta de no meio do evento Itaipava light day, ter faltado justamente a cerva light. Podia ter faltado tudo: luz, azeitona na empada, petiscos, cadeiras pra sentar... mas o produto de divulgação, a cerveja, jamais!!! Pisaram na bola feio.

Aí vem o Walter Longo num dia inspiradíssimo e diz: “Você agiram como o pato que é uma ave que nada, voa, anda e não faz nada direito”. Ô Walter, tadinho do pato!!!

A seguir, depois de um Jota Junior e Melina se colocando como entidades à parte, de um líder tentando justificar o injustificável, de uma Karina justificando porque ela é senior e o resto é o resto, de um Solano tentando demonstrar que é pró-ativo, de uma Renata Tolentino pró-ativa demais, quem acabou pagando o pato foi o Nakao. O patrão não usou o mesmo critério que usou com a Melina e a Maytê, quando estas foram líderes. Enfim, alguém tinha que pagar o pato, foi ele.

Aguardemos para ver quem será o próximo pato, digo, demitido... 

Shadow
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