24 outubro 2013

Do Cantinho da Shadow:
O Aprendiz Não Perdoa - A Quarta Demissão


O Aprendiz Não Perdoa
A Quarta Demissão

O Aprendiz não perdoa”! “Eles lutaram com unhas e dentes, mas não adiantou.” (sobre os demitidos). Com essas frases de efeito começou o episódio.  Na verdade, não concordo muito com elas. O Aprendiz está perdoando alguns sim, e quanto a lutarem com unhas e dentes, por favor, alguns lá não conseguem sequer fazer um “ó” com um copo!

Com o intuito de motivar a torcida, num texto mais pra autoajuda, Justus ainda completou: “Quero ver quem vai continuar lutando e quem vai merecer ser o vencedor. Não vai ser fácil, tenho certeza que você vai se surpreender”. Roberto, caia na real, nós já nos surpreendemos.

Aliás, ao que parece a vaga em aberto parece ser a de quem vai substituir o patrão no comando do Aprendiz. E creio já ter encontrado esse terceiro elemento. João Doria?? Não, esse é coisa do passado... a atração agora está no comando de Maytê. Senão como explicar que a narrativa da edição, do início ao fim, tenha girado em torno dela? Apareceu mais que o chefe e com posturas que muito fazem lembrar o próprio!?! Ou ela já é a escolhida (pensando bem, acho que o Justus merece alguém como ela ao seu lado), ou, tem gente na edição que é super hiper fã da moçoila.

Vejamos. Logo no início do episódio, surge Maytê, com seu ar de superioridade e narizinho empinado, fazendo o que de melhor sabe fazer: criticar alguém. “Ele é líder, eu falei, vamos contratar um designer, mas...” (como quem diz, “ele não me ouviu”, sobre Ronaldo Gasparian). E não parou aí!!!

Enfim, Sinergia e Flecha mais uma vez frente a frente, agora “para fazer parte desse sucesso”, anunciou Justus, referindo-se ao novo folhetim da emissora: Pecado Mortal. Particularmente acho que ele deveria ter medido melhor suas palavras, pois é algo altamente temerário atrelar essas duas equipes ao sucesso da novela. É começar com o pé esquerdo, cá entre nós, e rumo ao fracasso.

Dito isso a tarefa era bem simples. Divulgar e promover, “vender” o folhetim ao público. Kits, releases e briefing que foi esmiuçado por Carlos Lombardi, o autor. Todos ficamos sabendo que a novela se passa em 1977, tendo como temática a guerra entre bicheiros (italianos x libaneses) no Rio de janeiro, com gente nova e ousada. Ao que uma Maytê toda entusiasmada, comentou: “Eu Amei!”. Ok, gente, Maytê amou.

Nós do sofá entendemos e até começamos a imaginar o enredo e como poderia ser desenvolvida uma ação de divulgação, menos alguns por lá.

No kit que foi distribuído, vieram dois atores, um para cada equipe. Iran Malfitano, Sinergia, super simpático, gostosérrimo e carismático, e, Cláudio Heinrich, Flecha, mais pra um Uga Uga longe de sua tribo.

A equipe Sinergia, sob o comando de Renata Tolentino, foi super bem. O grupo, sem arriscar muito, partiu pra uma sessão de autógrafos num shopping, ambientação de época, parcerias com o R7 e divulgação nas mídias sociais, acertando em cheio na estratégia. Sinal de que estão antenados e em sinergia.

Já a equipe Flecha, liderada por Mariana Marinho, atirava para todos os lados. Lucas sugeriu um estande temático anos 70 tendo o ator como atração e Braga dizia que o espaço ideal seria um shopping... quando tudo parecia caminhar bem... eis que... Maytê, como expert e entendida no assunto, com ar professoral não deixou de opinar e tripudiar em cima da ideia dos outros: “Limitar o evento  a um estande é reduzir o potencial. Tenho um olhar que vai além do tradicional”.  Ah, e não deixou de pontuar que é pu-bli-ci-tá-ria, viu gente! Maytê, darling, a divulgação é da novela, e não pessoal. Assim você acaba perdendo o foco!!!

E falando em foco, eis que os Flecha resolveram fazer uma intervenção “urbana”, de uma novela dos anos 70, no Centro de Cultura Nordestina de São Paulo. E pasmem! Todos acharam isso sensacional e totalmente alinhado ao briefing. Ahahahaha... Gente, o que carne seca, sanfona e forró tem a ver com o Rio dos anos 70??? Ainda se a trama fosse sobre Lampião e Maria Bonita, vá lá! Foi aí que a gente começou a fazer uma corrente de orações para que o Justus se apiedasse deles na sala de reunião.

Nem é preciso dizer que a ação foi um fiasco do planejamento à execução. Uma moça num depoimento disse textualmente: “Inicialmente achei que era um grupo dançando”. Afff.... Pecaram na divulgação, não tiveram nem o cuidado de colocar em destaque o ator, que de forma desengonçada e descoordenada tentava acompanhar o grupo de dança, sem o menor entusiasmo. A impressão que dava é que ele queria se esconder e não ser reconhecido. Não se sabe o que foi pior, se isso ou um vídeo - muito mal produzido - que divulgava o Centro Nordestino e seus frequentadores ao invés da novela, ahahaha.... Cadê o foco minha gente!!! Cadê a análise do público alvo???

Apesar disso, ao ver a divulgação dos adversários no R7, Maytê desdenhou: “Tô tentando entender como eles chegaram no R7”. Menina, larga a mão de ser maldosa, eles chegaram lá porque foram atrás, oras! E como se não bastasse, ainda tripudiou em cima: “Zero criativo o que eles fizeram. A nossa ação foi muito mais criativa!”.

É Maytê, tão criativa, que o patrão disse ter sentido vergonha alheia total. Um vexame! Só faltou dizer: vocês cometeram um “pecado mortal” imperdoável, rssss... não resisti ao trocadilho.

Como já disse anteriormente, essa equipe irá deliciar-nos - e muito - nas salas de reunião.

E pra coisa ficar ainda mais tensa, a equipe Sinergia teve como recompensa assistir ao show da Beyoncé no Estádio do Morumbi. Justus fez valer o fato de ser conselheiro do São Paulo! Invejaaaaaa!!!

Nem é preciso dizer que enquanto uns se acabavam na pista outros faziam o mesmo, mas no hotel. A pobre Maytê se perguntava: “Em que momento a gente deixou de se autoavaliar? Beirar o ridículo pra mim é falta de noção!”. Maytê, querida, autoavaliação é algo que está longe de você saber o que é.

Já na sala de reunião, todos foram muito bem recebidos, inclusive a meninas, com 100% de aproveitamento em ações desastrosas, segundo o Justus, ahahaha... Depois dessa eu já estaria corada e me enfiando debaixo da mesa.

Enquanto Justus questionava o grupo: “Cadê a visão?”, Maytê se sobrepunha a ele: “Fazer um evento dentro de um shopping center? Tarde de autógrafos? (com cara de nojinho). É bom mas é standard”. Aliás, como ela gosta de usar termos em inglês, My God! Custava ela dizer: “uma ação desse tipo não foge ao padrão, é cair no lugar comum!”. Aliás, só faltou ela dizer que o patrão é obsoleto, e que ele é incapaz de entender uma ideia ousada e arrojada, rssss.... não falou, mas ficou nas entrelinhas, rssss....

A garota estava com tanta gana e se sentindo tão espaçosa que não deixava nem os conselheiros falarem. É muito abusada!

Walter Longo, como sempre, foi ao cerne: “As gerações atuais estão um pouco ansiosas para serem criativas e esquecendo da pertinência. A pertinência antecede a criatividade, ou seja, você pode voar tão alto quanto queira, só tem que saber pra onde você vai. Não adianta você falar eu quero ser criativa, porque entre a criativa e a criativosa, entre a falta de nexo, acaba realmente, criando desastres e essa é a única expressão que eu posso dar para o que você fizeram lá, um verdadeiro desastre”. Perfeito. Com a elegância e diplomacia de sempre, chamou a todos de “antas”. Ah, adorei o criativosa!

Quando foi exibido o vídeo deles, já no youtube, e visivelmente alterado, Justus ordenava:  “CORTA quando não dá certo, JOGA NO LIXO!”. Bom, aí a gente começou a pensar, se o próprio segue isso ao pé da letra, hoje teremos surpresa, todos nessa sala serão demitidos!

Maytê atropelando mais uma vez e tirando o dela da reta, não tardou em concordar com o patrão: “Não tem começo, meio e fim. Termina com um corte seco!”. O que deu espaço para o óbvio: “E por que postar no youtube?". E para perplexidade geral, ela responde: “A gente não postou no ar” (na certa quis dizer que ELA não postou). Claro que não Maytê, o vídeo simplesmente se materializou na rede.

E pra matar mais um pouquinho, Walter Longo em mais uma intervenção: “Não é um problema tão grande, porque teve 23 visualizações”, ou seja, da equipe e da produção. Ao que Renato Santos, o outro conselheiro, emendou: “O que mostra o impacto da ação de vocês”. Ahahaha... delicinha esses dois.

E por aí foi, com uma Maytê espertíssima (que conhece o patrão e sabe que ele delira com uma polêmica) fazendo e desfazendo de todos na sala, atirando pra tudo que é lado, mostrando ser PHD na arte de ludibriar, manipular e confundir. Quando a situação apertou, e Renato Santos apontou suas contradições, idiossincrasias e total dificuldade de ouvir, não titubeou em chorar.  Ó dó!!!

Aliás, Braga Júnior, que ao final foi para a berlinda com ela, soube traçar com primor o perfil da colega, dizendo que ela tem dificuldade em receber feed back; que ao defender uma ideia grita, esperneia e não deixa falar, ou seja, é grossa e mal educada. Muito bem Braguinha, você estava indo bem até assumir que não foi convincente o suficiente para fazer prevalecer a tua ideia de realizar o evento no shopping, tendo sido voto vencido para Maytê. Isso aliado ao seu jeito blasé e discurso - mais do que batido em reality - de não estar ali pelo prêmio mas pelo sonho, blábláblá... foi pedir pra ser demitido. E não deu outra: Braga foi demitido e Maytê - com seu jeito nada modesto de ser - continuará sentando à mesa de reunião, eliminando um a um.

Cuidado Roberto Justus, a continuar assim, ela ainda acaba te demitindo e tomando o teu lugar!

Aguardemos os próximos episódios...

Shadow
cantinhodashadow.blogspot.com.br
@ Shadowtweetando




6 comentários:

  1. Shadow querida, adoro teus textos.
    Eu teria mandado a Maytê embora. Ela é quase insuportável.
    Tudo bem que tenha personalidade forte mas...
    E a intervenção “urbana” no Centro de Cultura Nordestina foi pra matar!!!
    Abraço.

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    1. Ah, Ester Elisa, a intervenção "urbana" foi o ápice da parte cômica do programa, ahahaha... custei a acreditar no que via... uma dança sem sentido quando o povo queria mesmo era um bom arrasta-pé... O pior foi o grupo todo achando que tinha arrasado. Sem palavras!

      Um abraço,
      Shadow

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  2. Ester Elisa, a Maytê é uma fraude. Cheia de conceitos mas de pouca eficiência. Além do mais, consegue transformar a sala de reunião numa verdadeira feira. Sabemos que na área empresarial não funciona assim. A diplomacia, o equilíbrio emocional e a boa política são pilares indispensáveis, tudo o que ela não tem. Pode ganhar destaque no programa, mas em qualquer organização - com esse comportamento - não teria passado do período de experiência.
    O problema são seus pares. Alguns deles muito fracos. A prova dos nove será quando ela for líder, observemos como os integrantes do grupo reagem a ela. Penso que o momento de sua demissão pode ser esse, ou, quando tiver um embate com a Melina ou o Jota Júnior. Os grupos tendem a ser misturados novamente, senão será o fim dos Flecha. Aguardemos...

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  3. Parece que combinamos, hein, Shadow! Gosto de ler o seu texto, até mesmo para ter um parâmetro. Sim, estamos vendo o mesmo programa! Abraços!

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  4. Verdade Helder, parece que combinamos, atribua a culpa ao Sr. Votalhada. Também gosto bastante de ler e me deliciar com os teus textos. Você tem estilo.
    De todos os realities, o meu preferido sempre foi O Aprendiz, veja bem, eu disse "foi", porque está deixando de ser. Não é mais o que foi, :o((

    Bom finde!!
    Abraços,
    Shadow

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