08 setembro 2013

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Dez erros da Fazenda 6 - Blog do Mauricio Stycer


Dez erros da “Fazenda 6″
Blog do Mauricio Stycer

A sexta edição da "Fazenda" está chegando à reta final sem conseguir o sucesso e a repercussão esperados. A audiência se estabilizou em índices baixos, o número de patrocinadores diminuiu e a repercussão foi inferior à de anos anteriores. Alguns erros cometidos no programa lembram problemas ocorridos em outras edições do reality. Em janeiro, por exemplo, apontei oito razões para a "Fazenda de Verão" não ter decolado. Muita coisa não mudou. Veja na sequência o que deu errado nesta edição. 

1. SUPER PODER: Com menos de uma semana de reality, Marcos Oliver ganhou a tal prova do "super-poder da chave" e garantiu uma vaga antecipada na final. Embora as novidades sejam sempre bem-vindas, esta não funcionou. O ator não entendeu direito o poder que conquistou e não acrescentou nada ao programa. Para piorar, reduziu as chances de outros candidatos chegarem à final. Um desperdício.

2. GUERRA DE CUSPE: A Record sinalizou na "Fazenda de Verão" que não considerava cuspe uma forma de agressão. Não à toa, nesta edição teve até guerra de cuspe. Para quem gosta de baixaria em reality show, foi um prato cheio. Mas, para a imagem do programa diante de boa parte do público e, sobretudo, de eventuais patrocinadores, o espetáculo grotesco visto no programa ajudou a afundá-lo.

3. ENVELOPES PODEROSOS: O programa repetiu o expediente de incluir envelopes em uma arca, abertos em momentos cruciais do jogo. Eles têm o mérito de quebrar a rotina e surpreender os jogadores, mas frequentemente deixam um rastro de dúvida para o público. Foi o caso, por exemplo, do envelope aberto por Andressa Urach, que mudou a dinâmica do jogo e levou Gominho a ser fazendeiro numa votação surpresa.

4. PROVA DE MADRUGADA: Quatro peões disputaram uma prova para decidir quem iria para a roça. A prova foi disputada de madrugada, longe dos olhos do público. Para piorar, cada candidato teve que cumprir uma tarefa diferente. Os dois com piores tempos foram para a roça. Como comparar os tempos de participantes que fazem provas diferentes? Absurdo.

5. PÚBLICO CEGO: A falta de transparência compromete a credibilidade do programa. Uma solução fácil é informar o público previamente, durante determinadas provas, onde encontra-se a "pegadinha". Isso ocorreu, por exemplo, numa prova em que os candidatos precisavam abrir torneiras e apenas uma, entre quatro, iria liberar água. Igualmente, as novas regras que beneficiaram os sobreviventes do grupo com maior número de participantes também poderiam ter sido anunciadas antecipadamente ao público.

6. ROÇA CANCELADA: Sem explicações, a direção do programa desistiu de promover uma eliminação em determinada semana do programa. Mais uma vez, a medida teve o objetivo de surpreender os peões, o que ocorreu, de fato, mas deixou o espectador com a pulga atrás da orelha, achando que houve benefícios para alguns candidatos. Transparência zero.

7. SCHEILA TRAÍDA: A Record transformou um caso de âmbito privado numa novela destinada a turbinar a audiência da "Fazenda" e de outros programas da casa. As inúmeras entrevistas com o marido de Scheila Carvalho e a mulher que anunciou ter um caso com ele se transformaram numa espécie de reality show paralelo, com óbvia influência sobre o público. Foi um vexame.

8. FAMÍLIA EVANS: Assídua em diferentes programas da Record, Monique Evans foi uma espécie de participante paralela da "Fazenda 6". Depois de ter participado duas vezes do reality, emplacou a filha, Barbara, que fez questão de reforçar esta ideia: estava no programa apenas para ajudar a mãe. Para o bem ou para o mal, a onipresença de Monique representou uma interferência junto ao público.

9. APRESENTADOR TRAVADO: Britto Jr. é muito gente boa, mas segue sem conseguir transmitir a impressão de que está à vontade no papel de apresentador do reality show. Obrigado a ler muita coisa e ser didático em excesso, passa uma imagem pouco simpática. O contato direto com os candidatos é quase nulo, o que também esvazia o seu papel. Nesta edição, será lembrado pela dificuldade em interromper os discursos de Denise e por ter chamado Gominho de "mulher". Muito pouco.

10. DIRETOR DISTANTE: Rodrigo Carelli prometeu quebrar a rotina, alterar as mecânicas do jogo e surpreender os peões, tirando-os da zona de conforto com manobras inesperadas. Conseguiu, mas não foi bem-sucedido na tarefa de tornar o programa mais atraente. Assim como o apresentador, o diretor parece alheio ao que o público diz do programa nas redes sociais, o que pode contribuir para uma menor repercussão do reality.



2 comentários:

  1. Realmente está muito dificil de saber quem vai ganhar Bárbara ou Denise. Nenhuma das duas merecem ganhar por suas conduta no reality. Acredito que talvez Denise leve vantagem por ser verdadeira e fala tudo oque pensa na cara e não é que fazer fofoca.Por mérito apesar das cupidas que ele deu na cara da Andressa , Mateus é o que mais merece ganhar foi o que jogou mais limpo.

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  2. Gostei muito deste post, em especial. Concordo em gênero, nº e grau!!! Deixei de assistir a Fazenda desde a eliminação do beto, apesar de já estar com a pulga atrás da orelha na elimunação da Scheila e outras manobras da produção.
    Hoje vim só xeretar as enquetes. Confesso que desejo que o Mateus ganhe este jogo. Mas sinceramente, até agora não entendi como ele permaneceu na fazenda, viato que o Beto ganhava disparado em 90% das enquetes... tem dedinho de "titia" no angú, sim!

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