24 julho 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Estresse - 2º Tempo


Estresse
Segundo Tempo

É, Ivo! O feitiço está virando contra o feiticeiro!

Se esse plano da Denise de formar uma roça entre ela, Andressa e o Ivo funcionar, o Ivo estará frito! O grande problema é que ele pode salvar-se de novo e uma das beldades eliminar a outra. De qualquer maneira, mais cedo ou mais tarde o Ivo pingará na roça, e ai, Adeus Ivo!

A cada dia que passa a rejeição do Ivo aumenta. A pequena queda de audiência observada de domingo para cá não se deve somente à visita do papa. A audiência anda insatisfeita com as improvisações desastradas da produção, que está causando injustiças. Os métodos que eles empregam para causar estresse são muito equivocados e acabam estressando o público, ao invés dos concursantes.

Espero estar ajudando a produção com essas dicas e, ao mesmo tempo, esclarecendo nossos leitores, porque é preciso sempre medir e manter sob controle o nível de estresse, para que não ocorram deserções ou danos físicos e/ou psicológicos passageiros ou permanentes. Boas válvulas de alívio podem ser proporcionadas com festas, brincadeiras coletivas, distribuição de brindes, jogos de salão, etc, dosando sempre para não anular todo o estresse de uma só vez. O excesso em qualquer uma das duas pontas estraga tudo.

A provocação de intrigas percebida pelos participantes (e pelo público) os fortalecem, ao invés de debilitar, inclusive quanto ao público votante. Angelis Borges (FV) foi um exemplo clássico disso. O mais efetivo é fazer uma gangorra de estresse e alívio, para minar a resistência psicológica. Estresse contínuo ou alívio exagerado são contraproducentes.

A instigação de desavenças, brigas e confusões generalizadas é um delito coibido por leis escritas e naturais e é por isso que não é lícito em RSs. A lei natural não precisa ser escrita porque ela é instintiva e não varia muito de sociedade para sociedade. A sua liberdade se restringe aos limites da liberdade do seu vizinho. Seu direito de passagem não permite o bloqueio do seu caminho e vai por aí a fora. Alguns estão escritos, mas a maioria não, mas isso não quer dizer que não são leis naturais também. Para dirimir essas questões é que existem os magistrados e juízes. Quando um realizador não presta atenção nas leis naturais e as ignora solenemente, só colhe insatisfações. Quem semeia ventos, colhe tempestades", né?

Em tese tudo o que, deliberado por pessoas, outra ou outras pessoas são instigadas a fazer errado ou perderem as estribeiras e cometerem crimes, é crime também, e punível com as mesmas penas. Se cometerem um delito o instigador também é culpado  e se apenas se prejudicarem ou prejudicarem outrem, o instigador é responsável pelo ressarcimento e as penas morais. Um é o mandante ou autor intelectual e o outro (ou outros) é o executante e são punidos igualmente levando em conta atenuantes e agravantes. Quando um concursante é punido pela lei nessas condições, os realizadores são responsáveis também.

O limite da lei natural é a tolerância maior ou menor das autoridades competentes, e as pessoas geralmente se esquecem disso.  Muitos não sabem que não existe apenas o código penal e ignoram a lei natural não escrita ou não codificada e é nesta última em que reside o poder de polícia também, o qual pode ser exercido por qualquer cidadão. Em tese todo cidadão é vigilante do patrimônio coletivo e das instituições e, fiscal da harmonia social e do bem estar comunitário.

Em RS o que é básico é o estresse. O que faz o participante "se entregar" é a pressão (na debilitação mental e) psicológica e não as picuinhas, bebedeiras, brigas e barracos. Também um concursante pode fazer picuinhas, brigar, discutir e ser barraqueiro propositalmente, por estratégia, além de muitas outras coisas. Estes são só sintomas. É conveniente e mandatório ter médicos especializados e experintes na equipe, porque existem sintomas patológicos físicos e somáticos de níveis de estresse, ansiedades, angústias e neuroses que podem ser detectados antes que sejam exacerbados pelo isolamento e confinamento e pela pressão psicológica principalmente, ou simulados por concursantes espertos.

Não é licito interrogar ou entrevistar um concursante assim que sai do confinamento, porque não está em sua plenitude física e psicológica ainda. Essas coisas deveriam ser reguladas por lei, incluindo a presença ostensiva e obrigatória de médicos, mas não são. Então a responsabilidade recai sobre os ombros dos realizadores, os quais devem ter a competência necessária para fazer um RS, para não serem responsabilizados por danos físicos, psicológicos e morais aos concursantes confinados e ex-concursantes recém eliminados enquanto estão sujeitados por contratos. Eu me lembro de incidentes médicos ocorridos com ex-concursantes (Manoella - FV e outros, inclusive no BBB) por causa de incompetência nesse pormenor.

As provas devem envolver tanto quanto possível todos os confinados, porque sua finalidade é estressar e não exclusivamente para dar prêmios ou selecionar quem é o mais competitivo. Por isso é indiferente que sejam provas físicas, psicológicas, de inteligência ou de sorte, porque o que estressa é perder, mais do que o cansaço, e apenas um deve ganhar. A componente de competição é apenas um artifício cênico para cegar e confundir o julgamento da audiência, na medida em que isso só, não define o caráter de uma pessoa.

Portanto, provas entre apenas dois ou três são bobagens de quem não entende do riscado. Quando alguém se prejudica por ganhar uma prova, só ele se estressa, e os perdedores se aliviam, o que é um erro da produção fazer isso, a não ser que a intenção seja aliviar a pressão psicológica apenas na maioria. Para selecionar finalistas os mais indicados são provas de inteligência e paciência, porque estes são atributos positivos, mais do que força, destreza, resistência e agilidade físicas.

O fato de alguém não ser sorteado para participar de uma prova estressa, mas deixar a seu critério participar ou não, ou deixar que escolha quem vai representá-lo é um erro neste raciocínio, porque ele não fica estressado. A tarefa básica de um produtor de RS é fazer o concursante se mostrar através do estresse e mostrar quem ele é sem favorecimentos e com isenção. Esconder ou mascarar o que um concursante faz ou diz ou protelar a exibição é um contra-senso e sinal de incompetência.

Acréscimos

1 - Foi de fato covardia de todo mundo (inclusive da produção, ao classificar precocemente para a Final um eliminável) por colocarem na roça o Gominho e a Rita. A Denise teve razão em ficar furiosa com isso e, também, por deixarem na mão dela a decisão de escolher entre a Yani e a Scheila para compor a berlinda com a terceira integrante. Ela já dava como certa a sua ida para a roça e foi surpreendida com a sua salvação pelo Ivo. Os relés de seu cérebro "colaram", paralisando a moça na hora de decidir quem salvaria e, por isso, ela demorou para fazer seu cérebro voltar a funcionar.

2 - Brito não percebe nada disso e prefere fingir que é isento, limitando-se a atacar o óbvio. Ivo é um eliminável óbvio demais e nem ele, Brito, consegue se omitir nisso. Os realizadores gostam de competir entre si e criar novas bossas esdrúxulas, exóticas e extravagantes para poderem depois dizer que foram os primeiros a fazerem isso e isso ou aquilo. Os realizadores da Telecinco da Espanha já fizeram um RS onde os participantes se eliminavam entre si sem a participação do público e chamaram aquilo de "La Re-Vuelta", deixando os telespectadores revoltados. A própria Record deixou na mão de um confinado a decisão de entrar ou não uma nova concursante no lugar de uma participante, quando esta desistiu do Reality.

3 - Os shows com a presença de não-confinados não são recomendáveis, como aliás não é aconselhável a presença de qualquer pessoa não-confinada sob qualquer pretexto. As câmeras não mostram a presença de ninjas ou pessoal técnico nas atividades e nas provas, mas eles estão lá, e essas presenças são altamente indesejáveis. Eles preferem criar a ilusão no telespectador de que estão cuidando da eficácia do isolamento, num jogo ilusório de realização de RS sério, quando na verdade estão apenas fazendo um show de faz-de-conta que nada tem a ver com um Reality Show de verdade.

4 - Seria apenas uma paródia o que eles fazem, enganando o público telespectador, que está a exigir respeito. A culpa de tudo isso também cabe a uma parcela da audiência que nada entende de RS e quer apenas ver shows e que fica exigindo a seleção de concursantes talentosos em alguma coisa ou artistas e pessoas fora de série, brilhantes, originais, engraçadas, inovadoras, etc, ou ver barracos. Desse modo isso não seria um RS, e seria apenas como  qualquer outro show ou uma palhaçada de entretenimento como é o quadro de paródia "Vale a pena ver direito" do Mion aos sábados, logo após o programa da Fazenda.

5- A Prova da Chave vencida pelo Mateus não foi desenhada para o Ivo perder. Ela favorecia quem era mais jovem e mais leve. Se a Bárbara estivesse no lugar do Ivo como tinha sido combinado anteriormente poderia vencer inclusive seu namorado. A nota cômica foi que a mudança foi causada pela intervenção do Brito a título de informação na hora em que estavam confabulando as equipes para anunciarem seus representantes. Quer dizer que nessa hora os concursantes não têm que prestar atenção nos conteúdos dos avisos e nos detalhes e regras dados na hora certa pelo apresentador? Sempre no final do programa nota-se o estresse e a pressa do apresentador em terminá-lo logo. Parece que tem uma batata quente na mão.


6 - O Brito é um desastrado que mete a sua colher na hora que não deve e se omite ou se esquece de fazer avisos nas horas certas ou quando é pego de surpresa. Não sei porquê ele ou a produção ficam tão preocupados com o tempo do programa quando a audiência está boa. Na verdade sei, mas falarei disso em outra oportunidade. Não têm um mínimo feeling sobre o que é interessante e devem achar que o Brito é que é interessante. Está se tornando uma figura hilária.

7 - Os concursantes também se aproveitam de sua insegurança e falta de pulso quando têm certeza que estão no foco da transmissão ao vivo para mandarem recados e saudações para amigos e familiares. A culpa disso é a proibição de falarem para as câmeras no convívio normal, o que nada tem a ver. Quem quiser fazer campanhas ou se dirigir aos telespectadores ou internautas normalmente, que o façam em qualquer momento sob sua responsabilidade e risco e a produção não tem que coibir isso ou deixar de exibir e aproveitar nos compactos. Afinal a audiência e eles todos sabem que estão sendo expostos. Seria como tentar colocar uma tarja escura na frente de um leão enjaulado no zoológico. Não haveria razão para esconder nada. Essa preocupação inexiste em alguns outros países e neles a falta de profissionalismo, quando não há (e quase sempre há), é de outra espécie.

8 - É necessário às vezes lembrar coisas óbvias, mas o Brito está exagerando em seus ainda tímidos discursos de eliminação. O aprendiz de Bial só diz coisas muito óbvias, palavras açucaradas desnecessárias ou baboseiras sem interesse e citações dos "enroçados". Das finalidades reais mais profundas do RS e os inter-relacionamentos  ele silencia ou só passa de raspão. Para ele é apenas um jogo para ganhar o tão exaustivamente frisado prêmio, para ficar sempre somente no óbvio. Só é o contrário do Faro em relação à delicadeza e afabilidade. Brito precisa ser informado da marcha das votações para poder preparar um discurso mais encorpado de antemão a respeito dos "enroçados" para não dizer muitas besteiras ou ficar "enchendo linguiça". Ele só sabe fazer suspense sem conteúdo para break de comerciais ou "chamadas" de programas. Aliás isso é um defeito de muita gente boa de TVs de segunda classe.


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