09 abril 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Análise do BBB13




Análise do BBB13

Para fazer uma análise adequada do BBB13 será preciso, antes de tudo, compará-lo com as edições anteriores. Erros estão sendo repetidos e novos erros estão sendo introduzidos. Até parece que existe uma intenção velada de esvaziar o RS ou transformá-lo numa coisa que ele não é, isto é, jogatina.

O principal erro continua sendo a escolha no casting de "jogadores" ou o direcionamento para que joguem. A tendência seria então o nivelamento por baixo, tentando mostrar o pior da sociedade, ao invés de uma amostragem criteriosa da nossa gente. Seria um meio de justificar o modo pelo qual pensam os realizadores? Fica a pergunta no ar! Não seria nem preciso que os participantes representassem uma amostragem correta. Bastaria uma seleção no casting das julgadas melhores pessoas e o sucesso seria garantido! Porquê não fazem isso é um mistério, que não consigo entender! Será que são incapazes de escolher pessoas boas e honestas? Ou será que querem dar a impressão de que não existem?

Ser selecionado para participar do BBB já deixou de ser um galardão faz tempo! Ninguém mais poderá dizer de boca cheia que foi escolhido dentre milhares por ser boa pessoa para entrar na casa. No máximo poderá dizer que foi considerado bom jogador, independentemente de quaisquer atributos positivos.

Depois do fiasco obtido no ano passado com o BBB12, onde houve uma ênfase maior ao sensualismo, conseguiu-se a proeza de suplantá-lo com esta última edição em mediocridade. Os participantes eram muito fracos em atributos positivos e nem a escolha de veteranos para temperar o ambiente de confinamento, conseguiu obter resultados. Ficou patente o apadrinhamento de certos participantes e a negatividade de outros, defasados, desgastados e deslocados na atualidade dos RSs de confinamento. Dir-se-ia que nada aprenderam em suas edições originais e permaneceram os mesmos.

Outro erro foi a mistura de veteranos com novatos. Se pelo menos fossem veteranos que não tiveram tempo de mostrarem-se em suas edições originais ainda seria aceitável. A entrada de ex campeões e outros que quase chegaram às finais, foi outro erro dentro do erro. Dir-se-ia que a intenção seria bafejá-los com uma oportunidade real de ganharem em detrimento dos novatos e dos oriundos da Casa de Vidro, outra idéia maluca e inconsequente. Seria esta considerada como uma espécia de atração caça-niqueis para injetar público na edição normal. Não funcionou como deveria! Assim como não funcionou também os tais paredões-retrô, que, em si mesmos, em nada resultou em termos de seleção dos veteranos.

No BBB11 a Casa de Vidro foi utilizada com objetivos diferentes. Na verdade com o objetivo de criar jogo, mas tudo deu ao contrário, tendo em vista que os selecionados para o acampamento e para a Casa de Luxo, com a bossa das equipes, não estava surtindo o efeito esperado. A introdução de dois novatos escolhidos sob medida para dois concursantes acabou desvirtuando tudo e criando uma salada que ninguém entendeu direito. Parecia que a intenção era confundir o telespectador e este preferiu eleger pelo coração, acertando em cheio. Parece ter sido uma vitória da produção, mas não foi, porque a intenção era outra, ou seja, a mesma de sempre.

Do BBB10, nem farei comentários. Tudo o que se tentou evitar repetir (e repetir também algo), acabou dando em nada, principalmente pela teimosia na ênfase pelo jogo. Entendeu-se que os caminhos do jogo foram apontados pelos BBB9 e BBB8 e, daí em diante, tornou-se o carro-chefe da produção com a divisão de casas e a formação de equipes.

Estas "jogadas" já estão cansando e a fonte dessas idéias está literalmente "secada" e nada mais vai sair de bom disso. Está na hora de sangue novo, com gente mais capacitada no métier (de Realities). Parar com essas idéias anacrônicas e dirigir o RS como ele deve ser dirigido, sem induções, sem artificialismos, sem parcialidades, sem injustiças e sem carreirismos. Infelizmente no mundo quase inteiro está sendo feita a mesma coisa e o primeiro que enfocar o RS corretamente vai estourar a banca. Já venho dizendo isso há tempos!

Um RS tem que ser dirigido com recursos de produção que não interfiram nos relacionamentos e nem façam induções. Tem que apresentar atrações visuais criativas e agradáveis para assistir e não para provocar a audiência ou tentar manobrá-la. È preciso separar o que é relacionamento do que é show. È preciso separar julgamentos de entretenimentos. Em suma, é preciso mostrar algo honesto, e não mostrar que é esperto ou cheio de recursos esconsos e tendenciosos.

Por estas razões, não julguei os participantes segundo seus atributos negativos. Eram tantos e de um modo tão abrangente, que a única solução foi tentar descobrir bons atributos. Falsidade, por exemplo, foi um atributo encontrado em todos e ficava difícil ou injusto apontar um que não a mostrasse ou que mostrasse menos. Normalmente, quando a maioria dos participantes apresentam muitos atributos negativos, a solução é julgar pelos bons atributos de alguns, e quando são as boas qualidades que imperam, faz-se o contrário. Nessa edição as torcidas enganaram-se (ou foram enganadas) quanto a isso.

Por exemplo, ninguém apresentou carisma suficiente ou sinceridade genuína. A honestidade ficou disfarçada como inteligência para sobrevivência no Reality. Mentir e dissimular passou a ser aprovado e o jogo das torcidas alijou concursantes por motivos fúteis, por exagero em defeitos (em termos comparativos) e por falso moralismo, para não falar de vinganças e perfídias, principalmente quando eram favoritos em pesquisas. Uma certa dose de bairrismo também imperou, mas esta é uma questão insolúvel e a produção precisaria ser muito criteriosa para evitar isso. Seria exigir-lhes demais da conta! LOL.

Na edição 13 não houve uma exagerada ênfase por parte da produção em jogar; não explicitamente. Contudo a escolha somente de jogadores evidenciou esta intenção. Ou seja, tudo dá na mesma. Só houve três concursantes que não jogaram, mas foram compelidas a jogar e, por sorte, uma delas ganhou. No futuro pode ser que isso não aconteça e estaremos premiando somente os jogadores, ou, melhor dizendo, os menos piores jogadores.

Qualquer forma de jogo é desonesta, principalmente quando envolve dinheiro e, é engano pensar que o povo como um todo seja assim, isto é, jogadores ou amantes de jogos. A TV brasileira não encontra outras formas de entretenimento que não sejam jogos, por incompetência, na verdade. Quando têm diante dos narizes um meio de entreter sem o envolvimento com jogos, deturpam, distorcem e forçam a barra para transformar tudo em jogatina. Com esse "povinho" na direção não tem jeito mesmo!

Se fosse verdade que o povo ama os jogos, os programas humorísticos, filmes, novelas e programas de variedades não fariam tanto sucesso no Brasil. Só os cegos não vêm isso!


Nota: Solicito perdão aos leitores por ter escrito Fernanda Campeão no título do post anterior. O "cochilo" já foi corrigido.



4 comentários:

  1. Após treze edições, o BBB13 ficará marcado por ter sido aquele em que os verdadeiros e possíveis finalistas foram prematuramente eliminados, tendo tido seu rumo deturpado e traçado por uma turba insana concentrada nas redes sociais, cheia de más intenções, que não perdoou sequer os veteranos, que acabaram desmoralizados, inclusive no discurso final do Pedro Bial.

    Pecou por ter um elenco com poucos atributos e carisma, e, por ter armado e editado um enredo e novelinha de quinta, atirando no limbo qualquer pretensão de algo mais palpável e real. Revelou-se assim um programa ultrapassado, entediante e carcomido pelo tempo, com provas fracas e equivocadas de resultados questionáveis.

    Nem mesmo as inovações e novidades introduzidas foram capazes de remediar o fim lacônico trilhado logo nas primeiras semanas.

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  2. Pra mim, qdo vi q Dhomini sairia pq contou um causo absurdamente impossível de ser feito por uma cça e vi a comoção q isso gerou nas redes sociais com pessoas enlouquecidas o chamando de assassino, programas de tv falando exaustivamente do assunto. Pensei: esse BBB será dos hipócritas e politicamente corretos. A edição não mostrou nda, Bial não esboçou nem uma virgula, coisa q ele sabe muito bem fazer, intrometer-se no percurso do jogo, pra favorecer ou desfavorecer um participante. Ganhou aquela q fez o jogo mais chato q já vi. Cheia de mimimi, conto de fadas, a pureza em pessoa. Usou as pessoas aqui fora como usou as de lá de dentro pra se dar bem e ganhar. Esse BBB será lembrado como o BBB da hipocrisia.

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  3. Olá!
    Já estava com saudades de suas análises. Sua visão é perfeita. Será que ainda há salvação para o BBB?
    Como já citei, há anos não sigo o BBB, mas lendo seus textos dá para sentir como o mesmo está sendo conduzido.
    Parabéns, Frank e Votalhada!
    Abraços.

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