02 fevereiro 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Jogatina e Irrealidade


Jogatina e Irrealidade

No Brasil estão ainda seguindo a velha fórmula de selecionar apenas jogadores e até agora não se deram ao trabalho de fazer um trabalho sério no sentido de identificar quais são os ingredientes adequados para dosar os tipos de personalidades que mais agradariam o telespectador e o apreciador do gênero de Reality Shows. Por aqui ainda teimam em colocar no mesmo saco o telespectador comum e os apreciadores específicos de RSs. É uma pena!

Isto evidencia o porquê dessa modalidade de entretenimento estar perdendo interesse no Brasil, onde um clima monocórdio de 100% de jogo e estratégia chateia e afugenta o telespectador comum e induz o aficionado a jogar nas torcidas, votando pela eliminação de candidatos que nada têm a ver com os seus preferidos, baseado apenas no jogo interno dos confinados e deixando de lado a avaliação dos predicados e características inerentes às personalidades desses concursantes.

A crescente insatisfação do telespectador explica-se por esta ausência de variedade das situações e elementos narrativos humanos, cuja origem não está na seleção do casting em si, mas na ênfase pelo jogo e nos eventos artificiais e cenários apresentados no programa visando movimentar o RS ou RSs com a atração visual e as fórmulas artificiais de interferências nos relacionamentos. Em outras palavras, os interrelacionamentos são dirigidos e se tornam artificiais e apenas táticos ou estratégicos.

RS não é um espetáculo monocórdio, tipo sessão circense, humorístico, concursos de resistência física, de beleza, de canto, de atuação teatral, de operários, de cozinheiros, de dança, etc, mas uma combinação e amálgama de tudo isso e outros elementos narrativos, principalmente de conflitos e exteriorizações emocionais humanos.

Dir-se-ia que os produtores e apresentadores são muito bons para atuar em shows de ficção e fantasias, mas incompetentes para atuar em coisas reais e com personagens reais. Em outras palavras, agem como se estivessem num show de entretenimento qualquer ordinário. Por aqui se pensa que barracos e brigas generalizadas seriam as únicas modalidades de conflitos interessantes, as quais indicam um modo de pensar pequeno e limitado. Seria o caso de dizer que cada diretor de RS tem a audiência que merece?




O Gran Hermano 14 da Espanha estreará em 11 de fevereiro e, segundo Álvaro Diaz, director de las galas, os concursantes escolhidos no casting não entrarão todos no primeiro dia. Entrarão no decorrer da edição numa tentativa, a meu ver, de abolir a figura do participante reserva. Resta saber se o público e os primeiros que entrarem vão pensar assim e, acabar de vez com  o preconceito pelos "nuevos" . (http://www.telecinco.es/granhermano/gh-catorce/alvaro-diaz-director-gh_catorce_0_1549275710.html).

El gato Encerrado, um dos mais esclarecidos blogs de comentários sobre o GH da Espanha, aponta um estudo feito há anos que estabelece a combinação de elementos narrativos para manter o apreciador preso ao programa (http://www.telecinco.es/blogs/gatoencerrado/10-razones-seguir-gh_6_1539915001.html). O blog é hospedado e apoiado pela Telecinco, mas procura manter-se independente com seus pontos de vista o máximo possível.

"5. Es irresistible la combinación de elementos narrativos que siempre termina apareciendo en la convivencia entre los concursantes. Un estudio de hace años hablaba del clima ideal para mantener enganchado al espectador: “Intriga y estrategia (30 por ciento), sexualidad (20 por ciento), amistad (20 por ciento), romance (15 por ciento) y conflicto (15 por ciento)". Con distintas proporciones según la edición, son estos los elementos cuya presencia garantiza el programa. Por suerte, el grado de conflicto suele ser mayor."



Em termos de preferências por entretenimentos os brasileiros não são diferentes dos espanhois ou de qualquer outro povo e não compreendo porquê pensam assim os nosssos realizadores. No mundo globalizado não há mais espaço para ser diferente ou "especial" e quem pensar assim corre o risco de isolacionismo, já visto nas histórias de alguns países.

Agora que a Fazenda de Verão acabou, acabou também o interesse em fazer contrastes e, a partir de agora, veremos uma crescente falta de transparência, tendente a e com a intenção de, prender o telespectador, já cativo, artificialmente, ao invés de pugnar pela conquista de mais telespectadores. Um exemplo disso foi o Big Fone atendido pelo Elí, que deixou "no ar" o que irá acontecer com as duas agraciadas (Kamilla e Maroca) com os colares branco e preto. A não antecipação aos telespectadores do número de participantes a serem vetados na prova do Líder pela Marien já foi um sinal dessa ausência de transparência.

"Vitor Augusto 1 de fevereiro de 2013 08:27
Frank tive que voltar para dizer que a edição está polpando os veteranos e que está horrível essa forma de manipulação através do Bial.
Bial fala '' Será que Yuri perdoou Nathalia ''o que mostra ? . Yuri com o rabo entre as pernas pedindo desculpas.. ta pior que A Fazenda"

Por enquanto nenhum casal no BBB13 está me convencendo. Penso ter respondido com uma frase à sua pergunta e acho que essa é a visão do Bial também, mas ele não pode confessar isso explicitamente. Com a entrada da Marien no Reality, na prova do Líder, todos agora lamentavelmente estão jogando. Nossas escolhas agora terão que cingir-se aos jogadores menos desonestos. A culpa por isso é da produção da FV1, a qual induziu a produção do BBB13 para esse esquema de jogadores na escolha do casting. A meu ver a direção da Globo deveria dar "o troco"  com uma resposta visando a Fazenda-Celebridades, se é que podem me entender nas entrelinhas.



Minha ex-musa decepcionou-me mais uma vez ao colar um adesivo de modo ultrajante na testa da campeã Angelis. Entre os seus defeitos e limitações agora inclui-se o de insolente, ao agir sem razão de momento e sem motivações, de cabeça fria. Se foi para aparecer, escolheu um péssimo momento. Agora passarei a escolher minhas musas não só pela beleza e, doravante olharei para alguns atributos de caráter. É uma boa oportunidade para referenciar uma citação de Angelis no confinamento: "Quem tem o topete alto, nem passa pela porta" de entrada. O que se passa num confinamento, morre no confinamento, como bem disse a Manoella, também durante o confinamento e, alguns participantes queimam-se desnecessariamente sem atentar para isso. Bons princípios geralmente não se aprendem nas ruas, mas na escola ou no seio da família!



4 comentários:

  1. Parabéns! mais uma vez, leitura perfeita. Tô muito decepcionada com o BBB13. Assisto uma vez por outra o pay-per-view. Tentei cancelar e não consegui... Brasil né???. Muito chato, fica nítido que tudo que rola é dirigido pela emissora. São atitudes muito forçadas, relacionamentos acontecem na marra vide André e a Fernanda o Cabra não se sente atraido pela garota, aliás muuuuuuito chata, apelativo e cansativo demais. Que pena!

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  2. frank meu queridop quem seria sua ex-musa,fiquei curiosa,e orgulhosa de ver sua lisura ao declarar isso,parabéns.bjs

    Cláudia R.

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  3. Realmente a atitude da Karine no programa "ao vivo" hoje em dia me deixou com uma pergunta: Ela realmente quer construir uma imagem publica ?
    Ela num é a 1ª "funkeira" q vejo tendo estes tipos de atitude, nada contra o funk, mas contra os funkeiros(alguns) q se comportam como se a educação fosse apenas uma palavra para ser pesquisada no dicionario.
    A Angelis "da fazenda " teria armado um barraco, mas a Angelis campea apenas enfatizou inteligentemente "Não preciso que você goste de mim, o Brasil inteiro gosta" (tapa com luva de pilica), resposta q mereceu uma reportagem no site UOL dizendo q a resposta da campea foi "na lata" ou seja sem pestanejar respondeu aos rebolados sensuais q Karine fazia no palco ao som do ritmo.
    Me pergunto mais uma vez: Será q a funkeira para mostrar seus atributos tem q ficar o tempo todo rebolando ?
    Será valido a Karine continuar falando mal da Angelis em futuras entrevistas, será q haverão futuras entrevistas ?

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  4. Marli - Desde a última prova do líder na edição passada com lugares demarcados, bancada ascendendo sozinha não assisto BBB. E quanto A Fazenda assisti somente as 2 últimas e parei também. Torci pela Angelis e hoje vejo que foi por pura falta de opção. Claro que não irão ficar arrastando correntes com problemas que ocorreram dentro da casa, vimos ela aos berros e palavrões xingando a produção e na sua twitcam elogiar, agradecer e pasmem até pedir aos fãs que coloquem uma pedra de vez no assunto. Reality pra mim faz parte do passado!

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