02 dezembro 2012

IMPRESSÕES de Frank Killer


Merecimento

A Fazenda (The Farm) é um dos mais populares formatos de RS da produtora sueca Strix. Foi vendido para mais de 40 países, na maioria europeus. Nas Américas somente o Brasil, Chile, Colômbia e República Dominicana apresentaram edições desse Reality. Os principais países europeus, ou quase todos, apresentam edições regulares do formato, incluindo o Reino Unido, Alemanha e França.

O formato inclui duas variantes: uma com pessoas comuns e outra com celebridades, sendo esta última a mais comum com poucas diferenças. O Chile levou ao ar uma edição em 2005 somente com mulheres. O formato de The Farm foi originalmente criado pela Strix e produzido em associação com a Sony e a Endemol.

Noruega e Brasil são os países que apresentaram maior número de edições até agora de acordo com a Wikipedia ( http://en.wikipedia.org/wiki/The_Farm_(TV_series) )


A Fazenda de Verão é um desdobramento da edição normal (mas com a participação de pessoas comuns e, não, celebridades), onde o povo vota para que os concursantes permaneçam, ao invés de serem despejados da propriedade em Itu. A metodologia de votação e o duelo semanal para determinar qual equipe passará a ser Cigarra ou Formiga fazem parte do formato e é uma proposta que não deve ser alterada no transcurso da transmissão. Em meu entendimento acho errado isso, pois este processo deveria ser reservado para ocasiões em que os concursantes se juntassem em complôs para eliminar desafetos específicos e, para ser usado com mais de duas opções para escolha do público.

"Barracos", confusões e desentendimentos são realidades cotidianas e não devem ser elevados à categoria de ingredientes principais para despertar o interesse em RSs. O foco principal em um RS deve ser o merecimento dos participantes para ganhar o prêmio máximo ou os secundários. Se você deseja ser um apreciador do gênero, deve ter isso em mente.

Alguém diria que este processo não impediria a melhor pessoa de ganhar o prêmio final, mas acontece que favorecerá a saída das melhores pessoas prematuramente. Desse modo, ficam impedidas de disputarem os prêmios menores ao longo da duração do programa. Se não houvessem tais prêmios, seria indiferente esta metodologia de voto positivo com apenas embates entre duplas de concursantes.

O risco que se corre é de chegarmos a uma etapa do programa em que apenas um concursante é uma boa pessoa, rodeada de vilões com os bolsos recheados de prêmios, enquanto pessoas mais merecedoras não tiveram a chance de ganhá-los e foram condenadas a permanecer desconhecidas do público. O nome disso é injustiça!

Um outro risco é que nenhum dos finalistas seja merecedor em relação aos que já saíram, porque eventos inerentes à jogatina podem alçar um mau-caráter à categoria de herói, o qual será depois esquecido rapidamente pelo público.

Tudo bem até certo ponto que na visão dos dirigentes da TV o ganhador não fique famoso por ganhar o prêmio máximo. Um desses dirigentes já declarou que um RS (desse tipo) não é para revelar talentos e outro disse que não é para tornar alguém famoso. Porém o que se discute é a lisura do formato e a justiça embutida em sua proposta. Estes dois pontos vão para o espaço com estas posturas. É hipocrisia pura de quem não tem um pingo de noção de justiça e está interessado apenas nos cifrões dos patrocinadores, ao mesmo tempo em que "não estão nem aí" para os anseios da audiência. Esta é a principal causa da queda de audiência em relação à estréia. O público não ficará interessado em vilões ganhando carros e outros prêmios mais do que em justiça. Esses prêmios só servem para os vilões quererem ficar o máximo tempo possível, mesmo sabendo que não chegarão à final ou que não ganharão o prêmio máximo, e servem também para não ficarem deprimidos, terem um objetivo secundário e, assim, não "jogarem a toalha", porque as desistências desprestigiam o programa.

Ou seja: eles só estão preocupados com o nível de audiência e, consequentemente, com os cifrões correspondentes.



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