31 agosto 2012

IMPRESSÕES de Frank Killer


Resposta ao email de Ivone
(Meu Ponto de Vista)

Olá Ivone.

Você tem razão. Ser imparcial e isento são coisas que quase todos tentamos ser, honestamente. O grande problema é que nem sempre conseguimos. Árbitros de esportes, articulistas, jornalistas, juízes, etc, todos têm o dever da isenção. Devem cingir-se aos fatos e não às suas inclinações pessoais. Algo errado, em desacordo com as regras ou ilegal deve ser apontado, malgrado a imparciacialidade de quem informa ou julga. É muito fácil acusar alguém de imparcial sem citar o fato específico gerador da opinião dita sem isenção. Quando um julgador condena uma pessoa o faz em razão de um fato ou de fatos. Isso não significa faltar com a imparcialidade. 

Sua observação baseia-se em que formou uma opinião diferente da minha em face dos mesmos  fatos referentes à mesma pessoa talvez. Isso é normal. Por mais que não queiramos, nossos julgamentos são sempre baseados em questões subjetivas, dependentes de nossas empatias. "Toda unanimidade é burra" - cito Nelson Rodrigues - e nem Jesus Cristo logrou agradar a todos. Sendo assim, eu me absolvo. "Quando queres ser justo, começa sendo isento e imparcial com relação a ti mesmo". Esse ditado é meu e sempre me referencio nele quando estou emitindo opiniões.

Já que o seu assunto sou eu, quero lhe adiantar que envaideço-me por isso e agradeço a sua atenção em falar-me diretamente o que pensa. Acho isso honesto de sua parte. Em relação a preferências ou antipatias por esse ou aquele concursante, as desenvolvi com base em observação direta 24 horas por dia, vendo fatos, reações, atos, atitudes e ouvindo pensamentos. Um analista de pessoas deve fazer isso (observar atentamente) para desenvolver essas empatias e ser verdadeiro na hora de explaná-las. Ser isento e imparcial não significa fechar os olhos para as qualidades e os defeitos nesse caso. Nunca tentei esconder isso. Também não significa ser "bonzinho" com todos ou amar a humanidade como um todo, ao mesmo tempo em que também não devemos ser implacáveis e duros indiscriminadamente. Ser justo é coisa que qualquer um pode ser quando quer e, não é um critério intelectual, ou que necessite ser intelectual ou psicólogo.

Agradeço o elogio por escrever bem, mas não concordo. Se fosse assim, você me perdoaria e compreenderia. Acho que se equivoca quando diz que escrevo somente para o público de RS´s e que 90% deles não entendem meus "termos completamente desconhecidos". Eu duvido que você saiba para quem eu torcia de verdade ou quem menos gostava dentre os 16 concursantes d´A Fazenda (se você não gosta da palavra concursante, meus posts explicam a razão disso). Torcer para alguém não significa "achar" que é mais merecedor (existe a questão da razão de justiça) e torcer contra também não significa (pela mesma razão). 

Posso ser contra quem tenta ter um bom relacionamento com todos, por exemplo, mas seria injusto ganhar? Claro que não, porque existem outros fatores que pesam e devem ser levados em consideração.

Se forço alguém a recorrer a um dicionário, acho salutar, porque estou contribuindo para enriquecer o vocabulário desse alguém. Vejo em comentaristas e articulistas na web que muitos precisam disso.
Não desejo ser intelectual, mas falo de outros assuntos em meu próprio blog (frankkiller.wordpress.com). Vá até lá caso tenha interesse em me conhecer melhor. Sou da mesma cultura que você e falamos a mesma língua, suponho. Só não comungamos as mesmas opiniões e isso é normal.

O tipo de linguagem que emprego é considerado por mim adequado. Na Bíblia está escrito: "Não atirai pérolas aos porcos" e, além disso, nem Jesus Cristo falou diretamente aos povos de sua época, e empregava parábolas para comunicar-se, a fim de que um passante distraído, ouvindo, não tirasse proveito indevido e se salvasse.

Não posso sujeitar-me a escrever, o quê e o modo pelo qual expresso-me, segundo a vontade de cada leitor e, somente posso escrever honestamente da maneira que sei e pela qual estou acostumado, e sobre os temas que escolho livremente.

A razão é universal e originada nos sentidos, mas não é inatacável e uniforme nos indivíduos, E sem empatias é impossível tecer opiniões sobre quem quer que seja. Cada um tem a sua razão e opinião. O importante e desejável é que sejam as mais comuns possíveis. Isso é o fundamento da democracia e do respeito às minorias.

Um grande abraço, Ivone, e que sua razão e opinião sejam sempre eivadas de equilíbrio e sensatez. Escreva sempre, pois acho que você é fluente e clara e, mesmo que não fosse, sinto-me lisonjeado por sua atenção.

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Um comentário:

  1. "Se forço alguém a recorrer a um dicionário, acho salutar, porque estou contribuindo para enriquecer o vocabulário desse alguém. Vejo em comentaristas e articulistas na web que muitos precisam disso."

    Boa tarde!
    Afirmação corretíssima. Eu, por exemplo, várias vezes recorro ao dicionário.
    O hábito de LER não deve ser considerado algo que seja sofrível, mas sim algo prazeroso, instigante, emocionante, que conduza ao desenvolvimento de nossas habilidades. O conhecimento de alegria, magia e informação é que nos ajudará a registrarmos nossa história de vida.
    A Fazenda chegou à final, e BBB não assisto, mas diariamente passarei por aqui para deliciar-me com seus textos.

    Abraços.
    Olivia RC

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